Conflitos no Líbano, na Grande Síria e a questão do Afeganistão


Conflitos no Líbano

A região que hoje engloba o Líbano e a Síria fazia parte do império Otomano. Com o declínio deste, a área passou a ser colonizada pelos franceses. Tal região era dividida entre sunitas (muçulmanos) e maronitas (cristão árabes). Ainda na época da colonização, a França dividiu, administrativamente, a região em duas áreas: o Líbano, controlada por maronitas, e a Síria, governada pelos muçulmanos.

Após a segunda guerra mundial, com a saída da França da região, as duas divisões geográficas se tornaram países. No entanto, no Líbano, a população não era tão homogênea. Os maronitas eram maioria, porém, ainda existia no território forte influência econômica da França (que detinha um enorme poder). Com o objetivo de atenuar as diferenças, foi criado um Pacto entre as duas populações, em que se firmava que o presidente do Líbano seria cristão e o ministro, muçulmano.

Com o passar dos anos, os maronitas se ampliaram, o que acabou por criar mais tensões entre os dois setores populacionais. De um lado, os maronitas, que tinham amplo apoio das potências árabes, do outro, os cristãos, que contavam com o apoio das potências ocidentais. Para agravar ainda mais a situação, os guerrilheiros da Organização para Libertação Palestina foram expulsos da Jordânia e se instalaram no sul do Líbano. Toda este conflito deu origem a Guerra Civil Libanesa em 1975.

No conflito, constatou-se vários objetivos. Israel, que tinha o interesse de atacar os pontos da Organização para Libertação Palestina, realizando grandes massacres. Síria, que buscava e busca incorporar o Líbano, fazendo emergir a Grande Síria.

Mas, e a questão do Afeganistão? O Afeganistão, no século passado, foi reconhecido como um país independente. No entanto, devido a variedade de grupos étnicos e religiosos, criou-se, no território, uma situação de constante conflito civil, com a formação de guerrilheiros: de um lado, o Talibã, apoiado pelo Paquistão, Estados Unidos e Arábia Saudita, do outro, os grupos revoltosos contra a ordem dominante.

O Talibã passou a ser reconhecido como governo do Afeganistão. No entanto, é visto como um dos governos mais severos pelo qual o mundo islâmico já passou. Nele, os direitos políticos das mulheres foram suspensos e o direito de ir e vir foi tornado limitado.