Energia no Brasil: Gás Natural, Álcool, Carvão Mineral e Termelétricas


A produção nacional de gás natural em 1999 era de cerca de 12 bilhões de m3, em 2004 chegou a quase 17 bilhões de m3. As principais reservas de gás natural, em terra, são as de Taquaré e Jatobá (AM), na bacia do Solimões, e a de Campo de Barra Bonita (PR), na bacia do Paraná. No mar, os poços CÊS-141 e 142, na bacia Potiguar (RN) e SÉS -121, em Sergipe.

Energia no Brasil

Em fevereiro de 2006, a produção interna de petróleo atingiu 100% das necessidades de consumo e em dezembro de 2007, com a entrada em operação da P-54 (foto acima) a produção atingiu a marca de 2 milhões de barris/dia. A auto-suficiência no setor, passou a ser uma meta a ser alcançada desde que a Organização dos países exportadores de petróleo (OPEP) demonstrou seu poder de manipulação nos preços do petróleo a partir da primeira crise, ocorrida em 1973.

Gasoduto Brasil-Bolívia

O gasoduto Brasil-Bolívia teve sua construção iniciada em 1997, quatro anos após a assinatura de contrato entre os dois países. Trata-se de um dos maiores projetos de infra-estrutura do mundo, orçado em 2 bilhões de dólares. Embora não sejam cortados pelo gasoduto, os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais também se beneficiaram da integração dos sistemas de dutos, transformando seus parques industriais, aumentando a eficiência dos processos industriais e a competitividade dos produtos em escala internacional, além de preservar suas reservas florestais.

Segundo o Ministério das Minas e Energias a participação do gás natural, como fonte energética é de 2,8%. A meta é aumentar para 15% em 2015. Para isso o governo estabeleceu uma série de incentivos para a geração de termelétricas a gás natural, garantindo inclusive a compra da energia produzida. Todavia, mudanças políticas internas ocorridas na Bolívia resultaram na nacionalização das jazidas, bem como da infra-estrutura instalada em solo boliviano e isso tem gerado problemas sazonais de abastecimento de gás no Brasil.

O Proálcool

O Programa Nacional do Álcool foi criado pelo governo federal em 1975 tendo em vista o aumento constante do preço do petróleo devido à crise desencadeada pela OPEP em 1973. A ideia era se utilizar o álcool produzido a partir da cana-de-açúcar como um dos substitutos dos derivados de petróleo. O programa contou, evidentemente, com o apoio da indústria automobilística – que via assim a possibilidade de manutenção de seu sistema de produção e lucros – e dos usineiros – que criavam uma nova fonte de renda, além da obtida com a produção do açúcar.

houve grande adesão ao combustível, de outro a estabilização e mesmo queda dos preços internacionais do petróleo levaram ao esvaziamento do programa já a partir de 1990, quando o governo reduziu os subsídios, elevando assim o custo do álcool. Além disso, a própria tecnologia empregada nos motores a álcool não acompanhou a evolução ocorrida com os motores a gasolina. Esta perda de competitividade dos carros a álcool reduziu drasticamente suas vendas.

Durante a vigência do Proálcool, ocorreu significativa diminuição relativa do consumo de petróleo. Mas a implantação de Proálcool trouxe também algumas consequências indesejáveis, tais como:

a)         redução das áreas de lavouras alimentares, tomadas pelo plantio de cana, reduzindo a produção e encarecendo o custo dos alimentos.
b)         aumento do latifúndio e expulsão do pequeno lavrador.
c)          exploração da mão-de-obra boia-fria.
d)         opção energética discutível já que o combustível mais consumido no Brasil é o óleo diesel e o álcool substitui a gasolina privilegiando o transporte individual.
e)         alteração no meio-ambiente como desequilíbrios ecológicos, mineralização do solo e a poluição provocada com a cultura e a industrialização da cana.

A partir de 2002, em razão da alta do petróleo no mercado internacional, o Proálcool tenta se reafirmar novamente e ganha um forte aliado — a indústria automobilística que passou a produzir carros bi-combustíveis – contando já mais de 70% dos automóveis comercializados trabalham simultaneamente com gasolina e/ou álcool. Do ponto de vista ambiental trata-se de uma boa alternativa e a natureza agradece.

mineral

O hemisfério Sul é pobre em carvão mineral quando comparado com o hemisfério Norte. Esta pobreza do hemisfério Sul está ligada a fenômenos geológicos e o Brasil não é exceção neste particular. As principais jazidas brasileiras estão localizadas no sul do país, numa formação que data do permo-carbonífero, entre o cristalino da Serra do Mar e Bacia Sedimentar Paranaica. Mesmo com altos e baixos a produção de álcool aumentou entre 1976 a 1990, abastecendo uma frota considerável de veículos movidos à álcool. Se de um lado

Termoelétricas

Paraná
É explorado no Segundo Planalto paranaense no Vale do Rio do Peixe e no Vale do Rio das Cinzas, sendo consumido basicamente para o funcionamento da Usina Termelétrica Figueira que possui capacidade instalada de 20 mW de potência, e está localizada no Município de Figueira, nordeste do Paraná.