Equador, Peru, Bolívia, Chile e Guianas: Economia e Política


Equador

Com uma área de 270 670 quilômetros quadrados e 13,3 milhões de habitantes, o Equador apresenta uma economia bastante frágil, tendo na exportação de petró­leo sua principal renda, destacando-se, também, a expor­tação de bananas. Em 1995, o país envolveu-se (novamente) numa guer­ra de fronteira contra o Peru. Embora o cessar-fogo tenha sido declarado, permaneceu a tensão na fronteira e o pro­blema está longe de uma solução definitiva.

Equador, Peru, Bolívia, Chile e Guianas

Em 2001, tentando resolver uma grave crise econômica, o governo abandonou a moeda local, o sucre, e dolarizou a economia, embora o problema da inflação ainda não tenha sido resolvido.A deposição do Presidente Gutiérrez, em abril de 2005, acusado de corrupção, mostra que as instabilidades políti­ca e econômica desse país estão longe de acabar. Em 2006, Rafael Correia foi eleito presidente e aliou-se a Hugo Chávez.

Peru
Com uma área de l 285 215 quilômetros quadrados e uma população de 28,3 milhões de habitantes, o país apre­senta uma das piores distribuições de renda do mundo. A economia peruana baseia-se na pesca, principal­mente de pescado, favorecida pela corrente de Humboldt. Na mineração, destaca-se o cobre, a prata e o petróleo, e, na agricultura, o café, a cana-de-açúcar, a coca e o milho.

No Peru, grupos guerrilheiros, especialmente o Sen-dero Luminoso, que segue o ideário revolucionário de Mão Tsé-tung, e o Tupac Amaru promoveram uma série de atentados terroristas. Após intensos combates e a pri­são dos líderes, a ação terrorista tornou-se menos intensa. Em 2000, o Presidente Alberto Fujimori, acusado de desvio de verbas e subornos, aproveitou uma viagem ao Japão e renunciou, permanecendo na terra dos seus avós.

Em 2001, Alejandro Toledo venceu as eleições pre­sidenciais, mas o país continuou mergulhado numa gra­ve crise econômica e social. As grandes manifestações populares em maio de 2003 comprovaram o desconten­tamento da população. Em meio a uma crise econômica intensa em 2006, foi eleito Presidente da República Alan Garcia, repre­sentante de direita que já havia sido presidente na déca­da de 1980. A eleição de Alan Garcia evitou que a esquerda latino-americana elegesse mais um aliado de Hugo Chávez. Este aliado representava também os cocaleiros do Peru, os quais são contra a erradicação dessa cultura.

Bolívia

Considerado um dos países mais pobres da América do Sul, a Bolívia tem uma área de l 098 581 quilômetros quadrados e uma população aproximada de 9,3 mi­lhões de habitantes. Com uma economia baseada na extração de estanho, petróleo e gás natural, o país vive graves problemas en­volvendo o tráfico de cocaína. Tendo deixado o governo em 2001, o mérito do Presidente Hugo Bánzer foi ter conseguido reduzir drasticamente a plantação de coca. Isso foi possível graças ao Plano Dignidade e à ajuda norte-americana.

Com a renúncia de Bánzer por causa de um câncer, a Bolívia elegeu o ex-Presidente Sanches de Lozada, em 2002. Em função da crise e de protestos da oposição, em outubro de 2003 o presidente renunciou e o vice, Carlos Mesa, assumiu o poder. A oposição exigiu o controle do Estado sobre os hi-drocarbonetos e, em 2005, protestos intensos se espalha­ram pelo país, levando à renúncia de Carlos Mesa, em junho. O Congresso aprovou a antecipação das eleições. Em dezembro, Evo Morales, candidato da oposição, re­presentante dos cocaleiros, foi eleito presidente, com apoio de Hugo Chávez, da Venezuela.

Em 2006, cumprindo uma promessa de campanha, o governo boliviano estatizou os hidrocarbonetos, numa ação unilateral, ocupando com o seu Exército até mes­mo as refinarias da Petrobras nesse país. A Petrobras investiu 1,5 bilhão de dólares e viabili­zou a extração de gás natural boliviano. A venda de gás da Bolívia para o Brasil é a principal fonte econômica dos bolivianos, e o PIB do país não pode se abster dessa importante fonte de renda. Outro projeto de Evo Morales é a reforma agrária, atingindo terras de fazendeiros brasileiros e criando mais dificuldades econômicas e diplomáticas para o Brasil.

Chile

Com uma área de 756 626 quilómetros quadrados e 16,5 milhões de habitantes, o Chile é o país mais indus­trializado e o que apresenta melhor padrão de vida da América Andina. Desde 1973, viveu sob a ditadura militar comandada pelo General Augusto Pinochet. Em dezembro de 1989, foram realizadas eleições, quando a oposição sagrou-se vencedora. Em 1998, Pinochet deixou a chefia do Exército, tor­nando-se senador vitalício, cargo ao qual renunciou em julho de 2002.

Além de intensificar o seu comércio com os Estados Unidos, o governo vem implantando uma política de aber­tura para o exterior, o que tem aumentado as exporta­ções, principalmente de cobre, frutas tropicais e da pes­ca, consideradas a base da economia chilena. A eleição de Michelle Bachelet como candidata da situação promete manter o Chile como o país mais está­vel política e socialmente da América do Sul.

Guianas

Estendem-se por uma área de 469 265 quilômetros quadrados no norte da América do Sul, sendo compostas por três países: Guiana, antiga colônia britânica; Suriname, antiga colônia holandesa; e Guiana Francesa, depar­tamento ultramarino francês. Sua população é de aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, formada por mestiços, negros e indígenas, concentrados principalmente próximos ao litoral. A economia das Guianas baseia-se na agricultura para exportação (plantation), destacando-se o plantio da cana-de-açúcar, do cacau e do café. Quanto aos recursos mi­nerais, destaca-se, especialmente, a exploração de bauxita.