Europa Ocidental: Benelux, Áustria, Suíça, Grécia, Península Escandinava e Ibérica


Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo (Benelux)

A forma mais correta de abordar o Benelux desde o início de seu funcionamento é considerar o conjunto, por causa da grande interdependência entre os países que o constituem. Um dos destaques são os pôlderes holandeses, isto é, planí­cies conquistadas ao mar, com a construção de diques.
A criação intensiva de gado leiteiro é um importante destaque nessa região.

Europa Ocidental

Na indústria destacam-se o setor metalúrgico de Luxemburgo e da Bélgica, além dos setores de eleíroeletrônicos (Philips), de química fina e alimentício. O porto de Roterdã, na foz do Rio Reno, é um dos mais movimentados do mundo, por ele são escoados tam­bém produtos provenientes da Alemanha e da França.

Áustria

Cercada pelos Alpes, a Áustria localiza-se na porção central da Europa, ponto de ligação entre a Europa Ociden­tal e os países do antigo bloco socialista. Com o colapso do comunismo, a nação retoma seu papel histórico e destaca-se como uma das economias mais dinâmicas da região. Viena, a capital, é um centro mundial de arte e música e sede de várias organizações internacionais. Rompendo com 40 anos de não-alinhamento, a Áustria aderiu à União Euro­peia a partir de janeiro de 1995. Na indústria, destacam-se os setores metalúrgico e me­cânico e os setores químico e elétrico vêm crescendo rapi­damente. O turismo vem se tornando uma das fontes importantes de renda para a economia nacional.

Suíça

Coberta em 60% de seu território pela Cordilheira dos Alpes, é formada pela união de 26 cantões. Em 10 de setembro de 2002, após 57 anos da criação da ONU, a Suíça passou a ser o 190° membro. Em função da neutralidade da Suíça, estabelecida no Con­gresso de Viena em 1815, o país só se filiou à ONU depois que a instituição aceitou uma salvaguarda de neutralidade, pela qual a Suíça não é obrigada a participar de intervenções militares.
Em 1992, o país já havia se tornado membro do FMI e do Banco Mundial.

Suécia

País cortado pelo Círculo Polar Ártico, a Suécia locali­za-se na Península da Escandinávia e apresenta um relevo acidentado (Alpes Escandinavos), coberto por florestas de coníferas. Grandes reservas de minério de ferro favoreceram o seu parque industrial, cujo destaque é Estocolmo, que concentra a maior parte da produção.

Dentre os destaques industriais estão o setor mecâ­nico (SKF, na cidade de Gotemburgo, principal porto su­eco), automobilístico (Volvo), eletrodoméstico (Electrolux) e de telecomunicações (Ericson). A população desfruta de um elevado nível de vida. A Suécia é uma social democracia, na qual elevados impostos financiam o programa social (Welfare State). Nos últimos anos, no entanto, o governo tenta reduzir esses gastos, com o fim de evitar a fuga de capitais e de pessoas extremamente ricas.

Noruega

País localizado no oeste da Península Escandinava, a Noruega é famosa pelos fiordes – vales profundos esca­vados pelo gelo e invadidos pelo mar. Em novembro de 1994, em um plebiscito, a população da Noruega rejeitou a proposta de adesão à União Euro­peia (UE). Os agricultores, temendo a entrada de produ­tos agrícolas mais baratos vindos da UE, e os pescado­res, com cotas de pesca baixas, foram os responsáveis pela não-adesão.

Dinamarca

A Dinamarca ocupa a Península da Jutlândia e cente­nas de ilhas nos mares Báltico e do Norte destacando-se na indústria de equipamentos eletrônicos, construção naval e máquinas. Os destaques económicos são a pesca do bacalhau, da anchova, do atum e do arenque, a exploração do pe­tróleo no Mar do Norte e a extração de madeira de suas florestas, além de sua frota mercante.

O país apresenta uma população reduzida – 4,5 mi­lhões de habitantes -, com excelente qualidade de vida, disputando a primeira posição do IDH. A Dinamarca é conhecida como fazenda-modelo da Europa pelo alto índice técnico da agricultura e da pecu­ária ali praticadas, com destaque para o gado leiteiro e a criação de suínos. A população’ apresenta um elevado padrão de vida, dispondo de eficiente sistema de previdência do Estado (Welfare State).

Finlândia

A Finlândia, conhecida como o país dos lagos (cerca de 180 mil), tem uma população de 5,2 milhões de habi­tantes. Nesse país escandinavo, é falado o idioma finlan­dês, distinto das demais línguas nórdicas. As florestas de coníferas constituem uma fonte econômica importante ligada à indústria madeireira e de papel. Atualmente, Helsinque, a capital, concentra a produ­ção industrial, cujo maior destaque é a metalurgia. A Finlândia é um dos líderes mundiais no uso da internet e na produção de celulares.

Islândia

Ilha localizada no Atlântico, ao norte da Europa, a Islândia é famosa pelas erupções vulcânicas e pelos gêiseres (fontes de água quente que jorram do solo). A população, com alto padrão de vida, tem na pesca e em seus derivados sua principal fonte econômica.

Irlanda do Sul ou Eire

Ocupando a maior parte da ilha da Irlanda, esse país tem no turismo uma importante fonte de renda. Nos últimos anos vem ostentando um dos maiores índices de crescimento económico da Europa, o que lhe valeu o título de “Tigre Celta”, cujo maior destaque é o setor da informática.

Espanha

Ocupando a maior parte da Península Ibérica, a Espanha apresenta um relevo em que predominam planal­tos, e seu clima é influenciado pelo Mar Mediterrâneo e pelo Oceano Atlântico. Convivem na Espanha diferentes nacionalidades, com lín­guas e culturas próprias: latinos, bascos, catalães, galegos. O país é formado por 17 regiões, com variados níveis de autonomia.

Barcelona, Madri e Bilbao são os maiores centros indus­triais, destacando-se as indústrias siderúrgica, naval e têxtil. A modernização da indústria, aliada à existência de zonas rurais menos desenvolvidas, gerou grave crise de desemprego no país. A atividade turística é uma importante fonte de ren­da. A Espanha é o segundo país da Europa em número de visitas de turistas.

A entrada da Espanha na UE, a partir de 1985, favore­ceu a ocorrência de um grande desenvolvimento econômico, com significativos investimentos oriundos das in­dústrias dos países mais desenvolvidos da Europa. O país hispânico encabeça a lista das nações com maiores investimentos externos no Brasil nos últimos anos, especialmente no setor de telecomunicações.

Portugal

Ocupando o extremo oeste da Península Ibérica, Por­tugal tem uma população de 10,5 milhões de habitantes. Carente de fontes de energia e de matérias-primas, Portugal não acompanhou o desenvolvimento industrial da Europa Ocidental. Os investimentos da UE tentam diminuir esse atraso, o que tem proporcionado um de­senvolvimento considerável, com excedentes financei­ros aplicados no exterior. O Brasil recebeu nos últi­mos anos grandes investimentos de empresas portu­guesas. O país destaca-se na produção de uvas, vinhos e azeitonas. O turismo também é um setor de grande impor­tância econômica.

Grécia

Localizada no sul da Europa, a Grécia apresenta relevo montanhoso e clima mediterrâneo. O país é um grande produtor de azeitonas e tem na sua grande fro­ta marítima e na pesca suas bases econômicas funda­mentais. Por ter sido berço da civilização ocidental, da filoso­fia, da literatura e da democracia, a Grécia vem ganhando cada vez mais espaço no setor turístico. A industrialização é recente, baseada em capital ex­terno, favorecida pela mão-de-obra mais barata.

União Europeia

O grande destaque da Europa na atualidade é a efetivação da UE e a implantação da moeda única, o euro, que a partir de l? de janeiro de 2002 passou a ser adotado por doze dos quinze países membros. Reino Unido, Suécia e Dinamarca ainda estão reticen­tes. Em 2004, dez novos países Foram incorporados a UE, a maioria ex-comunistas do Leste Europeu. Em janeiro de 2007, passaram a fazer parte da UE Roménia e Bulgária.