Fusos Horários e Cartografia: Representação Gráfica, Escalas, Mapas e Curvas de Nível


A sucessão dos dias e das noites deve-se ao movimen­to de rotação da Terra. É esse movimento que determina que as horas sejam diferentes nos diversos locais do planeta. Considerando que a Terra executa seu movimento de rota­ção em 24 horas e, ao completar uma volta em tomo de seu eixo, ela completou um giro de 360°, foram estabelecidas faixas terres­tres com a largura de 15° e todos os pontos localizados em determinada faixa têm a mesma hora. É a chamada hora legal.

Fusos Horários e Cartografia

360° : 24 = 15°
Cada 15° de longitude correspondem a uma hora e o planeta está dividido em 24 fusos horários.
15° = l hora ou l fuso horário

Para facilitar a orientação pelos fusos horários, vários países e (ou) estados e províncias optam pelos fusos práticos, que coincidem com limites administrativos ou fronteiras. Alguns poucos países utilizam um horário intermediário, como a índia, cujo horário está 5h30min adiantado em relação a Greenwich.

Cidade A – 45° de longitude oeste: 10 horas. Cidade B – 90° de longitude leste. Que horas são na cidade B?
•  Como as longitudes são opostas, devem ser somadas. 45°+ 90° =135°
•  Dividem-se 135° por 15°. 135°: 15° = 9h
•  Como a cidade B, cuja hora se quer saber, está a leste, devem-se somar 9 horas às horas da cidade lOh + 9h = 19h

Representação gráfica da Terra Cartografia

Cartografia é a ciência e a arte de representar graficamente a Terra. É a disciplina que estuda os métodos mais adequados para a representação do planeta. Embora a melhor representação da Terra seja o globo, que reproduz a Terra tal como ela é, a forma de represen­tação mais usada é o mapa, tanto pela facilidade de utili­zação como pela riqueza de detalhes que pode oferecer.

O mapa é uma superfície plana feita para representar uma superfície esférica, por isso não representa fielmente a forma geoide do planeta, apresentando deformações, ao passo que o globo faz a representação exata.
• intervalo constante entre os meridianos e escala verdadeira no Equador;
• regiões de elevadas latitudes têm proporções exa­geradas.
• A mais conhecida é a projeção cilíndrica de Mercator. Historicamente muito utilizada para orientar os nave­gadores e nos mapa-múndi (planisférios).

Projeção cônica: Esse tipo tem por base a projeção de um globo ter­restre sobre um cone que o tangencia, sendo depois pla­nificado.

Projeções cartográficas: As projeções cartográficas consistem na representa­ção da Terra sobre um plano, isto é, uma rede plana de meridianos e paralelos, sobre os quais podem ser dese­nhados os mapas. Existem três tipos básicos de projeção: cilíndrica, cônica e azimutal, dos quais derivam todos os outros.

Projeção cilíndrica: Esse tipo de representação baseia-se na projeção dos paralelos e dos meridianos em um cilindro envolvente, posteriormente planificado.

Apresenta como características:
•         meridianos retos e convergentes;
•         paralelos em círculos concêntricos;
•         paralelos e meridianos separados por distâncias iguais.

A cônica é a projeção utilizada, principalmente, para representar regiões de latitudes médias.

Projeção azimutal: Também conhecida como projeção horizontal ou equi­distante. A projeção azimutal representa a superfície ter­restre sobre um plano.

Projeção cilíndrica: Suas principais características são: paralelos e meridianos retos que se cruzam em ângulos retos;

Projeção azimutal – Suas principais características são:
•         meridianos retos e divergentes; paralelos em cír­culos concêntricos;
•         distorções que aumentam a partir do centro (pon­to de tangencia).

Preferida para representar as regiões polares e ma­pas estratégicos quando se quer dar destaque ao ponto central. Pode-se destacar ainda a projeção de Peters – projeção cilíndrica equivalente conhecida como “Mapa para um Mundo Solidário”. O mapa-múndi, na projeção de Arno Peters, apresenta uma visão mais exata da Terra e valoriza o mundo subdesen­volvido. Cada centímetro quadrado (no formato 113 x 72 cm) representa exatamente 63 550 km2. Assim, as regiões temperadas do planeta não aparecem maiores do que as outras, como ocorre nos mapas tradicionais. A Linha do Equador apresenta-se equidistante dos polos. Essa projeção deforma os ângulos e as formas dos continentes, mas mantém as áreas proporcionais.

Escala

Escala é a proporção mantida entre o mapa e a dimensão do que foi representado. As escalas podem ser representadas de três formas diferentes: numérica, gráfica e explícita.
•         Numérica – é representada na forma de uma razão 01:1 000 000 ou de uma proporção 1/1 000 000.
•         Gráfica – é representada por meio de uma linha reta graduada.
• Explícita – ou centímetro por quilometro, l cm = 10 km

Nas três escalas, os valores representados são iguais: l cm = 10 km. Lembre-se:

Escalas por tamanho – Escalas podem ser classificadas, ainda, conforme o tamanho.
•         Grandes escalas – até 1:20 000 – plantas.
•         Médias escalas – até 1:250 000 – cartas topográficas.
• Pequenas escalas – acima de 1:250 000 até 1:1 000 000 – cartas corográficas; acima de 1:1 000 000 – cartas geográficas.

Mapas cartográficos

Para desenhar mapas cartográficos, depende-se de um sistema de localização com longitudes e latitudes, uma escala, uma projeção e símbolos convencionais. Convenções são os símbolos e as cores utilizados para representar os elementos desejados. Nos mapas de releva hipsométricos, as altitudes são representadas em cores: o verde representa baixas altitudes, o amarelo e o alaranjado, médias altitudes e o marrom e o avermelhado, elevadas altitudes.

Nos mapas oceânicos ou batimétricos, os vários tons de azul representam as profundidades: o azul claro, as pequenas profundidades e os tons vão escurecendo até chegar ao mais escuro, que representa as maiores pro­fundidades. Curvas de nível: Curvas de nível são linhas que unem pontos de mes­ma altitude, utilizadas para representar a topografia da superfície terrestre.

Sendo assim, qualquer objeto pode ser identificado por seu comportamento espectral. Com o uso dos satélites artificiais, podem-se fazer mapas mais precisos do potencial hídrico, dos solos, da vegetação, do desmatamento, da atmosfera. Pode-se con­trolar a poluição provocada por automóveis e indústrias. As possibilidades do uso do sensoriamento remoto são imensas. O Sivam (Sistema de Vigilância da Amazónia) é um exemplo do uso dessa tecnologia no Brasil. A meteo­rologia moderna faz o acompanhamento meteorológico usando as imagens de satélites.

As curvas de nível no Pão de Açúcar e no Morro da Urca

Observe que a distância entre as curvas mostra a declividade do relevo; se elas se aproximam, o declive (incli­nação) é maior e, se elas se afastam, a inclinação é menor.

Sensoriamento remoto

É a técnica que consiste na utilização da energia eletromagnética para detectar e medir as características dos objetos sem que haja contato físico.
Qualquer matéria reflete ou emite energia. A reflexão e a absorção de energia podem ser estudadas observando-se o seu espectro, isto é, a maneira como um elemento emite ou absorve energia. Esses comportamentos são dife­rentes e específicos para cada tipo de matéria, dependen­do exclusivamente de sua estrutura atômica e molecular.

S1G – Sistema de Informação Geográfica

Resultado da utilização do conjunto de mapas digi­tais, feitos com o auxílio do GPS e de bancos de dados informatizados, o Sistema de Informação Geográfica per­mite coletar, armazenar, processar e analisar diversas in­formações sobre o espaço geográfico, produzindo mapas e gráficos para múltiplos usos.