Geologia da Terra, Eras Geológicas, Estrutura da Terra, Rochas e Solos


Evolução Geológica Da Terra

A idade da Terra é de aproximadamente 4,6 bilhões de anos. Durante todo esse tempo, ocorreram várias e contínuas transformações físicas e biológicas.

Geologia da Terra

Deriva continental

O primeiro estudioso a formular uma Wegener (1880-1938). Em 1912, ele expôs confirmada por estudos científicos mo­dernos, é conhecida como Teoria da Tectônica das Placas. De acordo com Wegener, no final do Período Carbonífero, existia um úni­co continente denominado Pangéia (pan – todo; gea – terra). Esse conti­nente fragmentou-se há cerca de 200 milhões de anos, no início da Era Mesozoica. A primeira divisão formou dois novos continentes (Laurásia e Gondwana). Há 65 milhões de anos (início do Terciário), os continentes já estavam próximos de sua configuração atual: a América do Sul separou-se da África; a Groenlândia da Europa e a América do Norte da Eurásia.

Nos últimos 65 milhões de anos, os continentes e oceanos adquiriram a configuração atual. Não se pode es­quecer que a “dança” dos continentes continua; as massas continentais es­tão em movimento. teoria sobre as mudanças ocorridas no planeta foi o geólogo alemão Alfred sua teoria que ficou conhecida como Teoria da Deriva dos Continentes.

Teoria da Tectônica de placas

A Teoria de Wegener é confirmada pela Teoria da Tectônica das Placas, segundo a qual as massas continentais estão divididas em grandes placas, separadas por grandes falhas, como se pode observar no mapa a seguir.

Eras geológicas

Por meio do estudo das rochas e dos fósseis (remanescentes animais ou vegetais, ou evidências diretas de sua existência, preservadas na rocha) chegou-se à divisão básica do tempo geológico – as eras geológicas. Com a descoberta da radioatividade, tornou-se possível determinar com maior segurança a idade da Terra e suas transformações. Os elementos radioativos apresentam a propriedade de desintegração, isto é: ao emitirem radiações provenientes do núcleo, transformam-se em outros elementos mais estáveis. Os métodos de datação mais utilizados são: urânio em chumbo, carbono 14 em carbono 12, potássio em argônio e rubídio em estrôncio. Para facilitar o estudo das eras geológicas, inicia-se a abordagem pela mais antiga e acompanha-se sua evolução.

Estrutura da  Terra

A Terra é formada por camadas de densidades e temperatu­ras diferentes, que aumentam da superfície para o centro. O estudo do interior da Terra é realizado por meio de registros feitos por sismógrafos. As ondas que se irradiam a partir dos abalos sísmicos propagam-se com velocidades diferentes em meios de densidades desiguais.

Camadas terrestres: As camadas terrestres estão separadas por descontinuidades, isto é, locais onde há mudanças rápidas na velocidade de propagação das ondas.

Astenosfera: A parte interna da crosta é uma camada pastosa, for­mada por rochas magmáticas como o diabásio e o basal­to, conhecida como astenosfera por ser maleável e mais frágil que outras camadas.

Manto: Também denominado mesosfera, o manto vai de 60 a 3 000 km de profundidade e é nele que a atividade vulcâ­nica tem origem. Com temperaturas de até 3 400°C, é for­mado por silicatos ferromagnesianos.

Núcleo externo: O núcleo externo, camada que vai de 3 000 a 5 000 km de profundidade e que apresenta aspecto fluido, é formado de níquel e ferro, cujas temperaturas chegam a atingir 5 000°C.

Núcleo interno: O núcleo interno situa-se entre 5 000 e 6 370 km e é constituído por níquel e ferro em estado sólido em fun­ção das altas pressões (nife).

Crosta terrestre ou litosfera: Chama-se crosta terrestre ou litosfera a camada que vai da superfície até a profundidade máxima de 60 km. A crosta é mais profunda nos continentes e mais delgada nos mares, podendo chegar a menos de 10 km de espessura. A parte superficial da crosta é sólida, constituída prin­cipalmente de granito, cujos componentes químicos mais abundantes são a sílica e o alumínio, razão pela qual al­guns autores a chamam de sial.

Rochas

Rochas são agregados naturais formados por um ou mais minerais. De acordo com a origem, as rochas são clas­sificadas como magmáticas, sedimentares e metamórficas.

Rochas magmáticas ou ígneas: São resultantes da solidificação do magma pastoso e dividem-se em intrusivas ou plutônicas e extrusivas ou efusivas ou vulcânicas.
•         Intrusivas ou plutônicas – solidificadas no interior da crosta, sofreram resfriamento lento, dando ori­gem a minerais cristalizados. Exemplo: granito.
•         Extrusivas ou efusivas ou vulcânicas – formadas pela solidificação na superfície, portanto, sofreram solidifi­cação rápida, formando textura vítrea. Exemplo: basalto.

Rochas sedimentares

A ação destruidora dos agentes erosivos sobre as ro­chas e a deposição de sedimentos dão origem às rochas sedi­mentares, que se dividem em detríticas, orgânicas e químicas.
•     Detríticas, elásticas ou mecânicas – formadas pela destruição de rochas preexistentes, acumu­ladas posteriormente em outros locais. Exemplos: cascalho e arenito.
•        Orgânicas – formadas pela deposição de restos de animais e (ou) vegetais, em ambientes propí­cios. Exemplos: calcário e carvão mineral.
•        Químicas – resultam da deposição por meio de um processo químico, como a dissolução e pos­terior precipitação de organismos em suspensão
nas águas. Exemplos: sal-gema e gipsita.

Rochas metamórficas: As rochas metamórficas são o resultado da transfor­mação de rochas preexistentes submetidas a altas tempe­raturas e fortes pressões. Exemplos: mármore e gnaisse.

Solo

A camada superficial da crosta terrestre – o solo – é resultante da ação do intemperismo, ou seja, dos agentes físicos, químicos e biológicos que ocasionaram a desin­tegração e a decomposição das rochas. Os solos são formados de quatro elementos princi­pais: água, ar, matéria orgânica e minerais. É da variação desses elementos que surgem os tipos de solos, como o tchernoziom, da Ucrânia, ou o massapé, no Brasil.

Classificação: Os solos são classificados em três grupos: eluviais, aluviais e orgânicos.
•         Eluviais – resultantes da decomposição das ro­chas no próprio local.
•         Aluviais – solos que se originaram do transporte de rochas decompostas em outros locais.
•         Orgânicos – solos provenientes da decomposi­ção de organismos vegetais ou animais.

Perfil do solo ou horizontes do solo ou camadas

É possível verificar que a composição do solo varia com a profundidade. Basta fazer um corte num solo bem formado. O esquema a seguir mostra as diferenças na composição do solo em diferentes profundidades.