População: Distribuição, Estrutura, População Ativa e Inativa e IDH


Distribuição da população

A distribuição geográfica da população mundial é muito irregular, em função tanto das causas naturais (cli­ma, solo, água, recursos minerais) quanto das humanas (econômicas, culturais). No mundo moderno, os fatores humanos são os grandes responsáveis pela concentração da população em certas regiões.

População

Como se pode observar, as áreas de maiores concentrações humanas são:
•         Ásia das Monções;
•         Nordeste dos Estados Unidos;
•         Europa Ocidental.

Estrutura  da  população

As características estruturais da população diferem de um país para outro.

Estrutura etária

Normalmente, a distribuição de uma população por idade é feita considerando-se três faixas: jovem, adulta e idosa. Os intervalos de idade podem sofrer variação de um país para outro de acordo com os critérios adotados. As classificações mais utilizadas encontram-se relacionadas na tabela a seguir.

A representação gráfica da estrutura etária de um país é feita por meio de figuras chamadas de pirâmides etárias. Uma pirâmide etária mostra a interação entre dois elementos demográficos: o crescimento vegetativo e a expectativa de vida. A pirâmide etária dos países desenvolvidos apresenta o ápice com expressivo número de pessoas idosas. Os países subdesenvolvidos, por terem menor expectativa de vida e grande taxa de natalidade, apresentam uma base larga, com elevado número de jovens e um ápice estreito.

Países predominantemente jovens

Os países subdesenvolvidos nos quais a economia é agrária e o nível de urbanização é baixo fazem parte do grupo dos predominantemente jovens. A pirâmide etária, nesse caso, apresenta base larga, em função do elevado crescimento vegetativo, e topo estreito, em consequên­cia da baixa expectativa de vida. Vários países africanos pertencem a esse grupo.

Populações em fase de envelhecimento

A pirâmide etária das populações em fase de enve­lhecimento mostra um predomínio de adultos. Pertencem a este grupo os países desenvolvidos que alcançaram ele­vado nível socioeconômico mais tardiamente, como Ca­nadá, Estados Unidos e Austrália. A intensa urbaniza­ção, ocorrida na segunda metade do século XX, ocasio­nou a queda acentuada da natalidade e aumentou a ex­pectativa de vida, colocando vários países em desenvol­vimento nesse grupo. Brasil, Malásia, México, Chile, Argentina e Uruguai podem ser enquadrados nessa clas­sificação, uma vez que apresentam pirâmides com base de largura média e topo considerável.

População envelhecida

Os países desenvolvidos há mais tempo, que apre­sentaram baixo crescimento vegetativo já nas primeiras décadas do século XX, pertencem ao grupo dos países cujas populações são consideradas maduras ou envelhe­cidas. Pertencem a esse grupo, principalmente, os países do noroeste e do norte da Europa – França, Inglaterra, Alemanha, Suécia e Noruega, entre outros. Enquanto os países envelhecidos têm grandes gas­tos com a previdência social, os países predominante­mente jovens precisam fazer grandes investimentos em educação.

O envelhecimento da população

De acordo com a ONU, a estrutura etária de um país pode ser determinada em três etapas, tomando-se como base o número de pessoas com 65 anos ou mais. Nos países predominantemente jovens, o percentual des­sa população é inferior a 4%; naqueles cuja população é considerada madura, a taxa varia entre 4 e 7% e, na­queles classificados como envelhecidos, o índice é su­perior a 7%.

Estrutura  por sexo

Numa pirâmide etária, representa-se à esquerda a po­pulação masculina e à direita, a feminina. Existe, nor­malmente, um equilíbrio entre o número de pessoas do sexo masculino e do sexo feminino; contudo, entre os idosos a população feminina é mais numerosa, em razão da maior expectativa de vida entre as mulheres.

A posição das mulheres

Apesar do equilíbrio entre o número de homens e mulheres, elas não desfrutam de condições econômicas e sociais iguais às dos homens. Embora se afirme que a maior discriminação contra as mulheres é praticada nos países muçulma­nos, mesmo nos países desenvolvidos não há igualdade de oportunidades e de salários. Nos Estados Unidos, centro do capitalismo mundial, os salários das mulheres são 25% menores que os dos homens.

Exploração da mão-de-obra  infantil

As crianças, principalmente no mundo subdesenvolvido, são vítimas da exploração. Segundo o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), existem no planeta mais de 380 milhões de menores de 14 anos que trabalham sob regime de intensa exploração, recebendo os piores salários (aviltantes). As precárias condições socioeconômicas vividas pelas famílias faz com que a mão-de-obra infantil desempenhe importante papel na complementação da renda familiar.

População ativa e população inativa

A população economicamente ativa (PEA) inclui todos os que estão empenhados em uma ocupação remunerada, inclusive os desempregados, desde que estejam em busca de um emprego. Portanto, população ativa é a população disponível para o trabalho. A parcela da população que não exerce ocupação remunerada é chamada de população inativa (crianças, idosos, donas de casa, etc.). Os países desenvolvidos apresentam um percentual de população ativa mais alto que o dos subdesenvolvidos, como se observa no quadro a seguir.

Setores de atividade

Embora na economia globalizada exista cada vez maior interação entre os setores de atividade, tradicionalmente costuma-se dividi-la em três setores:
•         setor primário – compreende a agricultura, a pecuária e o extrativismo;
•         setor secundário – compreende as atividades industriais;
• setor terciário ou de prestação de serviços – engloba comércio, bancos, serviços públicos, transportes, comu­nicações, saúde, educação, etc. O quadro a seguir mostra a distribuição da população ativa por setores econômicos em alguns países.

Distribuição de renda

Embora também existam desigualdades nos rendimentos em todos os países, é nos subdesenvolvidos que elas são mais profundas, como se pode observar no quadro a seguir.

Nível cultural

Segundo a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), “analfabeto é todo indivíduo maior de quinze anos que não é capaz de redi­gir uma pequena história sobre sua vida”. Alguns países africanos atingem índices de analfabetismo superiores a 70%, ao passo que, no Japão, a percentagem de analfa­betos não chega a 1%.

índice de Desenvolvimento Humano  (IDH)

Para determinar a qualidade de vida dos vários paí­ses, a ONU elabora, anualmente, um relatório com três aspectos fundamentais: vida longa e saudável, conheci­mento e padrão de vida decente. Os indicadores esco­lhidos para representar essas condições são expectativa de vida, grau de escolaridade e renda per capita da po­pulação. O IDH é uma média simples dos três indicado­res, variando em uma escala de O a 1. No ano de 2005, a Noruega aparece em primeiro lugar na lista da ONU, com IDH de 0,96, e o Brasil em 63?, com IDH de 0,79.

Para facilitar o entendimento dos diversos relatórios demográficos, são definidos a seguir alguns indicadores econômicos e sociais importantes.
• Mortalidade infantil (MI) – é o número de crianças que morrem antes de completar o pri­meiro ano de vida entre mil nascidas vivas em um ano.
• Produto Interno Bruto (PIB) – é a soma do va­lor monetário final de bens e serviços produzi­dos dentro do país.
• Renda per capita – é o resultado da divisão do valor total do PIB pelo número de habitantes. Re­presenta, portanto, quanto cada habitante rece­beria se o valor do PIB de um país fosse distri­buído igualmente entre todos, sem considerar a concentração de riquezas.