Processo de Urbanização Brasileiro e Megalópoles


Processo de Urbanização

A urbanização é produto da mudança nas formas de organização e produção da sociedade. As cidades da antiguidade se formavam em torno dos centros de poder. Reuniam a classe política, a nobreza, os militares, artesãos, comerciantes e escravos.

A maior parte da população, no entanto, é rural, se reunindo em aldeias voltadas para a produção agrícola de subsistência. Esse modelo sofre poucas mudanças até o advento da Revolução Industrial. A partir da Revolução Industrial surgem novas oportunidades de trabalho, o que leva grandes contingentes a se deslocar para as cidades.

A sociedade urbana, assalariada e incluída no consumo, demanda novas atividades econômicas, como os pequenos comércios locais, empresas de prestação de serviços e bancos. Além disso, a demanda por novos bens de consumo faz com que a indústria experimente grande expansão.

Processo de urbanização brasileiro

O Brasil, até o final do século XIX, tinha a população predominantemente rural. A urbanização ocorre principalmente no Sudeste, centro de poder do Império e, posteriormente, da República. A substituição da mão de obra escrava pela assalariada na lavoura, que acontece no final do século XIX, faz com que ocorra uma maior demanda por consumo.

Essa nova mão de obra se estabelece no Sudeste e Sul. No Sudeste, centro da produção de café e leite, produtos que dominaram a economia no início da era republicana, o aumento da demanda por bens de consumo se amplia, abrindo caminho para a expansão da produção industrial. Consequentemente, embora não houvesse uma política de industrialização, essa atividade começa a ganhar corpo, com maior expansão a partir da década de 30.

As grandes cidades ganham impulso no século XX, sobretudo nas regiões litorâneas, como consequência da diversificação da atividade econômica, principalmente no Sul e Sudeste.

Megalópoles

Outro fator relacionado ao rápido crescimento das cidades no Brasil é a estrutura agrária. A concentração da propriedade agrária na mão de poucos produtores, aliada à violência no campo, leva grandes contingentes populacionais a se deslocarem para as cidades em busca de oportunidades de trabalho e melhores condições de vida.

Esse fenômeno se faz muito presente no Sudeste, principalmente no triângulo São Paulo – Belo Horizonte – Rio de Janeiro. Desse fenômeno social surgem as megalópoles. A megalópole é caracterizada por uma grande concentração populacional, com extensas áreas metropolitanas, em que diversas grandes cidades se interligam, seja fisicamente, seja por meio do compartilhamento de grandes estruturas de logística, transportes e serviços, formando uma espécie de unidade econômica, que inclui até mesmo a atividade rural.

No Brasil, estruturas urbanas com essas características se formaram, principalmente, entre as capitais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Em torno dessas capitais, formaram-se grandes cinturões industriais e populacionais. É o caso do chamado “ABC Paulista”.