Resumo Agrotóxicos


Nas últimas décadas, o processo de produção agrícola tem evoluído rapidamente. Nos anos 50 aconteceu a chamada Revolução Verde, que, ao inserir novas tecnologias, tornou a produção mais sustentável. Hoje as empresas produzem tendo em vista as commodities agrícolas que já levam em consideração o aspecto sustentável do segmento agrícola.

Resumo Agrotóxicos

As últimas descobertas do setor demonstram a necessidade de utilizar os agrotóxicos, para que haja um aumento de produtividade e, ao mesmo tempo, um controle de doenças. Isso é necessário devido à expansão do consumo. Hoje tecnologias que possibilitem uma cobertura das demandas sem nenhum prejuízo são necessárias tanto para as empresas como para a sociedade.

A legislação brasileira conceitua o agrotóxico como produto ou agente que proporciona processos físicos, químicos ou biológicos nas produções da agricultura. Eles garantem melhorias nos setores de produção, mas também no armazenamento e beneficiamento dos produtos agrícolas. Com eles, processos relacionados, como pastagens e proteção de florestas nativas ou plantadas, também são beneficiados. De um modo geral, até ecossistemas e ambientes urbanos, hídricos e industriais conseguem se beneficiar.

Resumo agrotóxicos: tipos

Os agrotóxicos foram desenvolvidos com o objetivo de alterar a composição da flora ou fauna. Era necessário achar um produto que ajudasse, principalmente, na preservação dessas vidas. A ação danosa de outros seres vivos, considerados nocivos, prejudicavam produções de larga escala.

Dadas essas conceituações, são considerados agrotóxicos também as substâncias e produtos utilizados como desfolhantes, estimuladores, dessecantes e inibidores de crescimento. Há duas categorias de agrotóxicos: agrícolas e não agrícolas. Veja as características de cada um:

  • Agrícolas: São utilizados por produtores com o intuito de beneficiar setores de produção. Eles contribuem para o armazenamento e a melhoria dos produtos agrícolas. Também são usados em florestas plantadas e pastagens. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é o responsável por fornecer registros para a utilização nesse quesito. Os ministérios ligados à saúde e o meio ambiente dispõem as diretrizes e exigências que eles devem seguir.
  • Não-agrícolas: O uso desse tipo de agrotóxico é feito em florestas nativas, com o objetivo de protegê-la. Também são aplicados em outros ecossistemas e ambientes hídricos. Os registros para esse uso são fornecidos pelo Ministério do Meio Ambiente por meio do Ibama. As diretrizes e exigências que devem ser seguidas são dispostas pelos ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Saúde. Os agrotóxicos não-agrícolas também são aplicados em ambientes urbanos e industriais, domiciliares, coletivos ou públicos. Servem para tratar a água, além de ajudar em outras ações realizadas pelo setor de saúde pública. Nesse caso, os registros para a utilização são concedidos pelo Ministério da Saúde, por meio da Anvisa, com diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

Resumo agrotóxicos: meio ambiente

Motivo de constantes debates nos segmentos especializados e na imprensa, o agrotóxico possui comportamentos variáveis e bastante complexos quando aplicados no meio ambiente. Normalmente eles têm uma grande chance de atingir o solo e as águas, independentemente do modo como é utilizado. Isso porque há ventos e águas da chuva, que acabam colaborando para a alteração dos produtos. Acontecem então situações como derivas, lavagem de folhas tratadas, lixiviação e erosão.

O que se sabe é que o agrotóxico sempre terá o homem como um receptor, não importe a forma como é aplicado e o caminho que ele seguirá. Qualquer estudo que tente avaliar o comportamento do agrotóxico após a aplicação precisa considerar a influência de outros agentes. Por isso a tarefa é bastante complexa, visto que há um deslocamento físico e uma transformação química e biológica no produto.

As mudanças ocasionadas por diversos processos biológicos, químicos e físicos alteram as propriedades das substâncias. Isso muda, inclusive, o comportamento do agrotóxico, fazendo com se formem subprodutos. Estes, por sua vez, têm propriedades totalmente diferentes das do produto inicial. Os efeitos no meio ambiente e na saúde também passam a ser diferentes.

No Brasil, a própria legislação demonstra como os agrotóxicos são importantes para o desenvolvimento da agricultura do país. O modelo adotado pelo governo brasileiro depende diretamente do uso dos produtos, e por isso o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos no mundo.

Tendo em vista essa importância dos produtos para a agricultura, e o relativo perigo que podem causar, há uma legislação ampla no Brasil. Foram criadas muitas normas legais para regularizar o uso e diminuir os danos causados pela alta taxa de toxidade. O processo de registro de um produto agrotóxico é regido pela Lei nº7802/89. Esse referencial legal é o mais importante do país, e foi regulamentado pelo Decreto nº 4074/02.

Para produzir, exportar, importar, comercializar e até mesmo usar os agrotóxicos, é preciso passar pelo processo de registro no órgão federal. O produtor deve cumprir as diretrizes e exigências dos setores ligadas à saúde, ambiente e agricultura. O órgão responsável por avaliar o potencial de risco ao meio ambiente de todos os agrotóxicos registrados no Brasil é o Ibama. Esse é o fim do resumo sobre agrotóxicos.