Resumo Erosão


Esse é um resumo sobre erosão, que é um processo natural, mas também um processo antrópico. Ele acontece de acordo com ações da própria natureza, que podem ser aceleradas pela ação humana. Um processo de erosão possui três etapas: Intemperismo (ou retirada) > Transporte > Sedimentação (ou depósito)

Resumo Erosão

Muitos estudantes caem no erro de considerar a erosão apenas como retirada, como todo o fenômeno fosse apenas um sinônimo de intemperismo. Mas esse termo se refere à primeira etapa do processo, quando terra é retirada. Depois ela é transportada até parar em algum lugar.

Há três tipos de intemperismo: o físico, químico e biológico. É comum considerar esse último como um tipo distinto, mas, na verdade, ele é apenas uma forma diferente de se apresentar. No entanto, é útil classificá-lo dentro do intemperismo.

O tipo físico acontece nos desertos, onde houve e há a quebra das rochas em pequenas partículas. O fenômeno não existe apenas nos desertos, embora seja a região onde mais ele acontece. Algumas vezes esse processo é chamado de desintegração mecânica das rochas.

É comum acharem que o intemperismo é puramente ação da temperatura. Mas isso é um erro. As rochas são quebradas com mais facilidade onde existem intensas variações de temperatura. Nessas condições o sólido da rocha possui seus minerais expandidos, o que em física é chamado de “dilatação do solo”.

O intemperismo químico, diferentemente, decompõem as rochas, e não apenas as quebram. A decomposição acontece porque a água entra em contato com os minerais que formam as rochas. Isso acaba gerando reações químicas que destroem as bases originais dos minerais. Portanto, vai além da quebra que acontece no intemperismo físico. Como nos climas mais quentes há uma maior ação da água e uma menor variação de temperatura, o intemperismo químico é mais frequente em países tropicais.

Já o intemperismo biológico é percebido quando um ser vivo interfere no processo. Um exemplo são as árvores, cujas raízes costumam quebrar calçadas. A árvore é então um agente biológico que altera um processo físico. Em razão do acumulo de água nas folhas que derruba, o agente biológico acaba acelerando o processo.

Resumo erosão pluvial e fluvial

A erosão pluvial é gerada pelas chuvas. Se há uma encosta formada por rocha, e sobre ela uma camada de solo, é possível que, quando chova, muita água se infiltre no solo, que acaba ficando muito carregado. Ao saturar, ele começa a escorregar sobre a rocha, indo para baixo. Esse problema é bastante comum, e costuma afetar pessoas que vivem na parte de baixo da encosta. Muitas vezes elas têm suas moradias destruídas.

Essa erosão depende de dois fatores: a declividade do terreno e a cobertura vegetal. Quanto mais íngreme o terreno, maior a chance de erosão pluvial. E quanto maior a quantidade de vegetais, menor a ação erosiva, porque eles funcionam como uma grade de proteção, com raízes que sustentam o solo. Isso não significa que não haverá erosão com os vegetais, mas é mais fácil que ocorram sem eles.

A erosão dos rios é chamada de erosão fluvial. Perto da sua nascente o rio é bem estreito e profundo, com pedras no fundo. Perto da sua foz ele é mais largo e não tão profundo, e no seu fundo há areia. Quanto mais as pedras rolam e quebram, mais elas se transformam em areia.

Se o rio possui uma velocidade muito grande, ele acaba cavando uma calha bastante profunda. Mas se é lento, ele deposita o material no fundo, decantando a areia. Dessa forma não fica tão profundo assim. O fenômeno delta, uma formação de ilhas de areia na foz de um rio, está relacionado à erosão dos rios.

Resumo erosão marítima, glacial e eólica

A erosão marítima é causada pela força das ondas. As áreas litorâneas têm duas feições: falésia e praia. A praia é uma extensão do território que foi aplainado pelas ondas quando entravam e saiam dessa região. Já a falésia perde as resistências de baixo quando as ondas se chocam contra ela.

A erosão glacial forma grandes vales em forma de U, que são abertos pelo gelo. Há uma fenda na qual entra um pouco de água, que congela e expande seu volume, forçando as paredes da fenda. Depois, ela derrete e leva embora os pedaços de rocha. Em seguida o processo repete até que o vale se alargue e se aprofunde, até atingir o formato de U.

A erosão eólica não está diretamente ligada à água, ao contrário das outras. Ela é gerada pelo vento, que manda jatos de areia constantemente em direção às rochas. Elas acabam se transformando através do choque de grãos de areia. É comum o fenômeno em regiões secas, mas pode existir também em locais que não são mais desérticos. É o caso do Parque Nacional de Vila Velha, em Ponta Grossa, no Paraná.