Temperatura, Pressão Atmosférica, Massas de Ar e Estudo dos Ventos: Tipos e Classificação


Medidas de temperatura

•         Temperatura máxima absoluta – maior tempera­tura registrada em uma região.
•         Temperatura mínima absoluta – menor tempera­tura registrada em uma região.
•         Médias térmicas – média aritmética das tempera­turas de um lugar. Podem ser diárias, mensais ou anuais.
•         Isotermas ou isotérmicas são as linhas que unem pontos da Terra de igual temperatura.

Temperatura, Pressão Atmosférica, Massas de Ar

Pressão atmosférica

É a força que o ar exerce sobre a superfície terrestre e que pode ser medida por meio do barômetro de mercúrio, inventado pelo cientista italiano Torricelli. A pressão atmosférica está sujeita à ação de fatores de variação, como a altitude e a temperatura.
•         Altitude – quanto mais próximo do nível do mar, maior será o volume de gases sobre a superfície; portanto, a pressão atmosférica será maior. As­sim, a pressão é alta nas regiões baixas e vai di­minuindo nas altitudes maiores.
•         Temperatura – o ar quente se dilata e fica mais leve, logo a pressão é mais baixa. Quando a tem­peratura diminui, o ar se comprime e fica mais pe­sado e mais denso, por conseguinte, a pressão é maior. Por essa razão, as regiões próximas ao Equa­dor apresentam baixas pressões e as regiões pola­res são consideradas de altas pressões. Chamam-se isóbaras ou isobáricas as linhas que unem pontos de igual pressão atmosférica.

Massas de ar

Massas de ar são porções da atmosfera com caracte­rísticas particulares. As massas polares são massas de alta pressão, que se formam nas regiões ártica e antártica. Podem ser continentais ou marítimas. As massas tropi­cais formam-se próximas às regiões tropicais (30°) e tam­bém são classificadas em continentais (secas) e maríti­mas (úmidas). As massas equatoriais apresentam eleva­das temperaturas e baixas pressões.

Frentes quentes e frias

As frentes representam os limites externos das mas­sas de ar, quando estas se encontram em expansão. Se a massa de ar for quente, ocorre uma frente quente; se for fria, ocorre uma frente fria.

Ventos

As diferenças de temperatura e de pressão do ar atmos­férico ocasionam a movimentação atmosférica. Daí, a defini­ção de vento como o ar em movimento. O aparelho que mede a velocidade dos ventos é o anemômetro, e a direção dos ventos é indicada pelo anemoscópio (ou biruta).

Mecanismos dos ventos

O cientista holandês Buys Ballot formulou a Primeira Lei da Circulação Atmosférica: os ventos sempre sopram das áreas de alta pressão (anticiclonais) para as áreas de baixa pressão (ciclonais). A Segunda Lei da Circulação Atmosférica foi formu­lada por Stephenson: a velocidade do vento está na ra­zão direta da diferença de pressão dos pontos entre os quais sopra o vento, ou seja, quanto maior for a diferen­ça de pressão entre duas áreas, maior será a velocidade do vento.

Tipos de vento

De acordo com suas características e áreas de atuação, os principais tipos de vento recebem a classificação apresentada a seguir.
• Ventos planetários ou regulares – Sopram durante todo o ano em extensas áreas do planeta.
•         Alísios – ventos que sopram dos trópicos para o Equador, com um desvio para oeste causado pelo movimento de rotação da Terra. No Hemisfério Norte, são denominados alísios de nordeste; no Hemisfério Sul, alísios de sudeste.
•         Contra-alísios – ventos alísios que chegam ao Equador, aquecem-se e sobem, esfriando e retor­nando aos trópicos, denominam-se contra-alísios.
•         Polares – são ventos que sopram dos polos para as latitudes médias.
•         Jet-stream ou corrente do j ato – são ventos que circulam entre as latitudes 40° e 60° de ambos os hemisférios, no sentido oeste-leste. É uma cor­ rente muito perigosa para a navegação aérea.

Ventos continentais ou periódicos

Sopram periodicamente do continente para o mar e vice-versa.
• Monções – são ventos que ocorrem na Ásia. Du­rante o inverno, ventos frios e secos sopram do continente para o Oceano Índico (monções de inverno). Durante o verão, sopram do Índico para a Ásia, formando as monções de verão, que pro­piciam abundantes chuvas, favorecendo o plan­tio de arroz.
•     Brisas – ventos que, durante o dia, sopram do mar para o continente (terra – baixa pressão, água – alta pressão) e durante a noite sopram da terra para o mar (terra – alta pressão, água – baixa pressão). No primeiro caso, denomina-se brisa marinha ou marítima. No segundo caso, brisa
terrestre ou vento terral.

Ventos ciclônicos

Devastadores pela sua violência, pois podem atingir até 300 km/h, ocorrem no final do verão e no começo do outono, no Hemisfério Norte.
•         Furacão – denominação dos ciclones que ocor­rem na América.
•         Tufão – denominação dos ciclones que ocorrem na Ásia.
•         Tornado – denominação do ciclone que apresen­ta diâmetro reduzido.

Ventos locais

Sopram em áreas restritas e resultam das várias con­dições dos locais em que atuam.
•         Mistral – vento frio e seco que sopra no sentido norte-noroeste, no sul da França.
•         Bora – vento frio e seco que sopra no sentido norte-nordeste, no litoral da Croácia.
•         Simum – vento quente e seco que sopra no Saa­ra, no sentido sul-norte.
•         Foehn – vento quente, seco e violento que sopra nas regiões alpinas.
•         Chinook – sopra nas Montanhas Rochosas, oriundo do leste.
•         Pampeiro – sopra nos pampas argentinos e no Rio Grande do Sul (onde se denomina minuano). É oriundo do Pólo Sul.
•         Harmatã – sopra do Saara para a África Ociden­tal. É quente e seco.
•         Siroco – sopra do Saara para o sul da Europa. É seco e quente.