Brasil Império: o Primeiro Reinado (1822-1831) e o Período Regencial (1831-1840)


A monarquia autoritária.

Oposição/ desgaste político e renúncia: A partir da dissolução da Assembleia Consti­tuinte, em 1823, e da outorga da constituição em 1824, a popularidade do imperador começa a cair. Simultaneamente, enfraquecia-se o Partido Português, que apoiava D. Pedro, e fortalecia-se o Partido Brasileiro. Com essa situação, D. Pedro tornava-se cada vez mais autoritário, dando caráter quase absolutista a seu governo. A repressão à Confederação do Equador (1824), o envolvimento do imperador na sucessão do Trono português, o envolvimento nna Guerra da Cisplatina (1825-1828) e a má situação econômica enfraqueceram o imperador! O resultado final dessa situação foi abdicação do trono de D. Pedro I, em 1831.

Brasil Império

1822: Proclamação da independência: Coroação de D. Pedro I como imperador.
1822-1823: Guerra de Independência.
1823: Dissolução da Assembleia Constituinte.
1824: Outorga da primeira Constituição bra­sileira.
–  Confederação do Equador.
–  Os Estados Unidos reconhecem a inde­pendência brasileira.
1824-1825: Empréstimo externo de 1.330.000 libras (início da dívida externa brasileira).
1825: Portugal  reconhece  a  independência brasileira.
–  Empréstimo externo de 2.350.000 libras.
1825-1828: Guerra Cisplatina.
1826: Morte de D. João VI.
–    D. Pedro I abdica do trono português.
–    Crescente envolvimento do imperador com a política portuguesa.
1827: Renovação dos Tratados de 1810, com a Inglaterra.
1828: Empréstimo externo de 770 mil libras.
1830: O Partido Brasileiro vence as eleições para a Câmara de Deputados.
1831: D. Pedro I abdica do trono brasileiro.

Brasil Império: o Período Regencial (1831-184O)

As elites no poder: uma experiência republicana. O Avanço Liberal
•      Com a abdicação de D. Pedro I as elites passa­ram a exercer o poder diretamente. sem a intermediação do imperador.
•      Isso permitiu que as elites consolidassem seu controle sobre o aparelho de Estado e impedissem grupos socioeconômicos de ter acesso ao poder
•      Ao mesmo tempo, o surgimento de grupos excluídos política e economicamente, bem como a persistência da crise econômica, geraram na época cons­tantes revoltas armadas contra o governo.
•      A primeira etapa do Período Regencial corresponde à Regên­cia Trina Provisória.
•      Nesse período, três partidos políticos disputa­vam o poder: o partido Restaurador (direita conservadora), Partido Moderado (direita liberal)
e os Exaltados (esquerda liberal).

Durante o Avanço Liberal, embora os moderados ocupassem o poder, toram feitas diversas concessões políticas à esquerda liberal. Dessas concessões, a mais importante foi o Ato Adicional de 1834, que descentralizava o poder.

CRONOLOGIA

1831-1836: Avanço Liberal.
1831: – Regência Trina Provisória.
–  Agitações civis e militares no Rio de Ja­neiro e em várias províncias do Nordeste.
–  Criação da Guarda Nacional.
1831-1835: Regência Trina Permanente.
1831-1832: Feijó (ministro da Justiça) comanda forte repressão contra os exaltados radicais.
1834: – Morte de D. Pedro I.
–  Aprovação do Ato Adicional.
–  Inicia-se o processo de recomposição partidária, que levará ao desaparecimen­to dos três partidos então existentes.
1835: – Eleição da Primeira Regência Una.
–  Início da Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul.

Brasil Império: o Período Regencial (1831-184O) – O Regresso Conservador. Explosão social: as revoltas do Período Regencial

•      Nessa etapa, o poder era disputado por apenas dois partidos: o Progressista (liberal) e o Regressista (conservador).
•      Das duas regências unas existentes nesse período, a primeira era chefiada por um progressista (Feijó); e a segunda, por um regressista (Araújo Lima).
•      Desde 1836, no entanto, o poder era controlado pelos conservadores, por meio do Partido Re­gressista, e começaram a ser anuladas as medi­das liberais adotadas anteriormente.
•      Diante disso, os liberais progressistas organi­zaram o Golpe da Maioridade, por meio do qual conseguiram voltar ao poder.
•      Apesar da volta dos liberais ao poder, as medi­das conservadoras adotadas durante o Regres­so Conservador foram mantidas, incorporan­do-se definitivamente ao sistema político-administrativo da Monarquia brasileira.
• Durante o Regresso Conservador ocorreu a maior parte das revoltas provinciais, tendo al­gumas dessas revoltas se prolongado até os pri­meiros anos do Segundo Reinado.

CRONOLOGIA

•    1835-1845: Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
•       1835-1837: Regência de Feijó.
•       1835-1840: Cabanagem, no Pará.
•       1836: O café passa a ocupar o primeiro lugar entre os produtos brasileiros de exportação.
•       1837: Renúncia de Feijó ao cargo de regente.
•       1837-1838: Sabinada, na Bahia.
•       1837-1840: Regência de Araújo Lima.
•       1838: Apresentados os projetos das leis de reforma do Código Criminal e de Interpre­tação do Ato Adicional.
•       1838-1841: Balaiada, no Maranhão.
•       1839: Empréstimo externo de 430 mil libras.
•       1839-1840: Campanha maiorista.
•       1840: – Aprovação da Lei de Interpretação do Ato Adicional. – Golpe da Maioridade.