Resumo Histórico-Econômico do Brasil


Para compreender os aspectos histórico-econômicos do Brasil, é preciso entender a existência de várias fases. Ainda assim, muitos especialistas acreditam ser possível identificar certa continuidade nessas etapas, sobretudo pelos efeitos deixados pela colonização portuguesa no país. Para tanto, os autores discutem as distinções entre colonização para povoamento e colônias de exploração. O resultado é a formulação de teorias, como da dependência, que ajudam a explicar o cenário nacional ao longo do tempo.

Resumo Histórico-Econômico do Brasil

Em se tratando da inserção brasileira na economia mundial, as primeiras atividades basearam-se em extrativismo. Nesse setor primário, os indígenas que viviam aqui eram muito habilidosos na pesca, caça e coleta. Quando eles entraram em contato com os europeus, houve um desenvolvimento do escambo (tipo de troca), bem como da extração sistemáticas nas áreas próximas da costa. Em seguida, as especiarias do sertão tiverem o seu momento de expansão, sendo substituídas pela agricultura de plantation conduzida por colonos portugueses.

Mais adiante no período colonial, estabeleceram-se os ciclos de mineração, especialmente em Minas Gerais. Com isso, apresentou-se um aumento na pecuária e no tráfico humano como práticas econômicas secundárias à mineração. Portanto, é importante salientar sempre que todo momento histórico-econômico do Brasil beneficiou grupos específicos em detrimento de outros. Esse favorecimento reproduz uma série de problemas sociais, além de causar mudanças sociais, culturais e políticas na nação. A industrialização tardia no país se deu pela falta de incentivo à produção de bens de consumo.

Já no fim do Império (1822–1889), alguns poucos commodities passaram a ser produzidos e exportados. Entre esses itens, destacaram-se o café, a borracha e, finalmente, o cacau. O começo do século XX, por sua vez, é marcado pela consolidação do setor terciário no Brasil e das funções ligadas à prestação de serviços. Porém, foi apenas após a Crise de 1929 que teve início o fortalecimento da indústria nacional. Saiba mais sobre os ciclos que definiram o modelo histórico-econômico do Brasil a seguir.

Os ciclos econômicos e a indústria no Brasil

Para avaliar o contexto histórico-econômico do Brasil, é necessário entender que o Brasil focou em culturas agrícolas atrativas para o mercado externo. Teve-se assim:

  • Ciclo da mineração (1709-1789)
  • Ciclo do café (1800-1930)
  • Ciclo da erva mate (século XIX-princípio do século XX)
  • Ciclo da borracha (1866-1913)
  • Ciclo da soja (1970-atualmente)

Tal dinâmica de produção e exportação durou do período colonial essencialmente até 1930, quando a crise internacional afetou o país. A partir desse período, o Estado passou a intervir de maneira ativa na economia da nação. Por sua vez, a industrialização recebeu investimentos sob o comando de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Ainda que os primeiros passos das indústrias em território brasileiro datem de fim do período colonial, ela só se solidificou no século XX. Atualmente, o Brasil é um dos países em desenvolvimento com mais fábricas no mundo inteiro. Contudo, essas iniciativas não se dão em escala nacional, pois se concentram em regiões metropolitanas e no sudeste.

A abertura econômica a partir de 1990

Desde a crise do petróleo, nos anos 70, até meados dos anos 90, o Brasil viveu um longo período de recessão econômica. Para agravar a situação, a moeda continuava instável e as dívidas contraídas durante o Regime Militar não puderem ser quitadas com os credores estrangeiros. Com o governo de Fernando Collor, na década de 90, teve um rompimento de um programa desenvolvimento como propulsor de crescimento socioeconômico. Especificamente, o presidente apresentou como exemplo os computadores e carros feitos no Brasil para apontar a incompetência governamental no mercado. Isso porque a carga tributária de artigos importados era bastante elevada para garantir a competitividade das mercadorias locais. Então, foram postas em prática medidas para abrir a economia durante o governo de Collor, junto com diversas privatizações. Muitas companhias foram à falência e aumentou a necessidade de se investir na qualidade dos produtos oferecidos.

Depois de um longo ciclo de turbulências políticas e econômicas, o Brasil ficou mais próximo de ter uma estabilidade monetária com a instauração do Plano Real, em 1994. Outro resultado positivo dessa implementação foi visto no controle da inflação e no aumenta de renda para as classes mais baixas. Outro aspecto importante foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, que contribuiu para um melhor controle dos gastos estaduais e municipais. Ainda assim, a busca pela manutenção do câmbio fixo permitiu um acréscimo na especulação, bem como originou um cenário desfavorável para o sistema fiscal. Teve ainda a aplicação do sistema de câmbio flutuante defendido pelo então ministro Armínio Fraga. Sobretudo no segundo mandato, foram implementadas políticas de redistribuição de renda como a Bolsa Alimentação e o Bolsa Escola, que foram ampliadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Da mesma forma, muitos aspectos econômicos do período de Fernando Henrique Cardoso foram replicados nos mandados de Lula, como as ações que priorizassem conter a inflação e o câmbio flutuante. Um aumento significativo na arrecadação garantiu um balanço comercial positivo mesmo com elevados gastos administrativos. É interessante apontar que os índices de crescimento econômico foram baixos, mas houve uma melhora inquestionável em indicadores sociais como a escolaridade e mortalidade infantil.