Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental: História, Conflitos e Queda do Muro de Berlin


As Duas Alemanhas

Após a derrota da Alemanha nazista em 1945, o país passou a ser controlado pelos vencedores da Guerra: os aliados. Pela CONFERÊNCIA DE POTSDAM, realizada em julho de 1945 pelos países vencedores, a Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação: francesa, britânica, americana e soviética. No ano de 1946 acordos firmados restabeleceram o controle das zonas americana e inglesa aos alemães.

Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental

Os soviéticos, em 1948, temendo que toda a Alemanha se tornasse capitalista, resolveram fechar todas as passagens para fora da cidade de Berlim. Este episódio ficou conhecido como O BLOQUEIO DE BERLIM. Desta forma, para manter contato com a cidade de Berlim, os ingleses e norte-americanos tiveram que realizar uma ponte aérea até a cidade, por onde chegavam todos os produtos necessários ao consumo, e servia de meio de transporte para as pessoas. Este bloqueio permaneceu até maio de 1949.

Depois de todos estes acontecimentos, a parte oeste da Alemanha permaneceu sob influência capitalista (ocidental) formado assim a REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA (R.FD). No lado soviético (oriental) sob os ideais socialistas foi fundada a REPÚBLICA DEMOCRÁTICA ALEMÃ (RDA). Estas Alemanhas seguiram diferentes destinos, a Alemanha ocidental (RFD) foi planejada segundo os moldes capitalistas, ficando o Estado obrigado a fornecer educação e saúde para a população. Criou-se uma moeda própria, o marco Alemão (Deutschmark).

A Alemanha Oriental (RDA) possuía pouco desenvolvimento e quase nenhum investimento, sendo formada basicamente por propriedades rurais. Com o tempo, a parte ocidental da cidade desenvolvida pelo capitalismo tornou-se mais atrativa, pois oferecia maiores oportunidades de vida à população. Assim, grande parte da população migrava para a parte ocidental buscando melhores condições de vida. Em 1955, a Alemanha Oriental é incluída no Pacto de Varsóvia, fato que ocasionou, em 1961, a construção do MURO DE BERLIM, que marcou a separação da cidade em duas zonas específicas, tudo para impedir a fuga dos alemães orientais para as áreas de atração capitalista da parte ocidental da cidade.

Em meio aos conflitos internos, e ao processo de abertura político-econômica da URSS, a Alemanha, dividida desde 1947, reúne esforços para uma possível reunificação, desejo de grande parcela da população de ambos os lados, sobretudo do lado oriental, que sonhava em novamente integrar-se e formar uma única nação.

Esse processo foi consolidado a partir da derrubada do muro de Berlim, o famoso “muro da vergonha” que dividia a Alemanha em duas, fato que ocorreu em 09 de novembro de 1989 e representou, para muitos, o marco final da Guerra Fria.A união das duas Alemanhas alterou mais uma vez a configuração do mapa da Europa. A reunificação definitiva aconteceu em outubro de 1990, mas não foi uma tarefa fácil, principalmente por conta das diferenças nos modelos econômicos vigentes nas duas partes. A Alemanha Ocidental apresentava elevado progresso industrial e consequentemente uma população com melhor padrão de vida.

A Alemanha Oriental, com baixo grau de desenvolvimento, apresentava altas taxas de desemprego, seguidas de carências nos setores de saúde, transporte e educação. A unificação gerou novos conflitos sociais, causados por pessoas contrárias ao processo. Assim, ocorreram atentados neonazistas, aumentou o número de desempregados no país, gerando um clima social tenso por algum tempo. Atualmente é possível verificar que existe um sentimento único, de pertencimento a uma única nação. Este sentimento ficou bem evidente durante a Copa do Mundo de futebol realizada nesse país em 2006. De todas as partes do país as bandeiras da Alemanha tremulavam em um sentimento único de nação.