Processo de Colonização e Descolonização na África e na Ásia


Processo de Colonização

O movimento de colonização de territórios da Ásia, África e Américas tem como centro gravitacional a realidade política e econômica dos países europeus.

Quando teve início o ciclo das grandes navegações, por meio do qual as potências europeias chegavam a territórios distantes, já era uma realidade a política mercantilista, com poder centralizado nos monarcas. O acúmulo de riquezas era o símbolo e sustentáculo dessas monarquias absolutistas.

Nesse período, talvez não seja tão adequado falar em colonização, exceto no continente americano, onde Portugal, Espanha, França, Holanda e Inglaterra estabeleceram verdadeiras colônias de ocupação.

Com relação aos outros continentes, a política foi, ao longo desse período, que vai até o final do século XVIII, de ocupação comercial. A presença britânica na Índia, iniciada em 1612, teve o estabelecimento de feitorias no sul do país, que serviam para as trocas comerciais.

A dominação territorial só aconteceu no final do século XVIII, com a conquista da província de Bengala e a tomada de Punjab, no norte do país, que consolidou o domínio britânico.

Foi esse o período em que se intensificou a presença das potências europeias e até dos Estados Unidos em países da África e da Ásia. Além dos produtos locais, esses países buscavam se apropriar de matérias primas para seus parques industriais.

Esse processo levou a que grande parte da Ásia e praticamente toda a África fossem partilhadas entre as nações europeias.

A descolonização

A Europa da primeira metade do século XX viveu o flagelo de duas grandes guerras, que enfraqueceram humana, material e economicamente as nações envolvidas naqueles conflitos.

Esse enfraquecimento encorajou movimentos de independência na Ásia e na África, que tiveram forte impulso na segunda metade do século XX. Muitos desses processos foram pacíficos, ainda que tenha havido conflitos violentos em alguns países.

Naquele momento, países do Hemisfério Norte já percebiam ser possível recorrer a formas mais sofisticadas de dominação, trocando os conflitos pela interferência na política e na obtenção de vantagens nas relações bilaterais.