Brasil antes de Cabral – Natureza e Cultura dos povos indígenas brasileiros


Brasil antes de Cabral

Os mais de quinhentos anos do Brasil datam a partir do início da colonização portuguesa, mas antes da chegada de Cabral em terras baianas, já existiam povos que habitavam toda a região. Com modo de vida mais simples que as sociedades astecas, maias e incas das Américas, os índios brasileiros vivam da caça, da pesca e da colheita, numa cultura de subexistência.

Foi Cristóvão Colombo quem deu o nome de índios, por acreditar ter encontrado o ansiado caminho das índias. Distribuído em diversos povos organizados em tribos, cada qual com sua cultura, língua e desenvolvimento distintos.

Os índios e a chegada dos portugueses

Quando os europeus começaram a colonizar a América, estima-se a existência de 100 milhões de índios, sendo 5 milhões só no Brasil. As tribos eram divididas a partir do seu tronco linguístico, cuja base era o tupi-guarani, aruaques e caraíbas. Os tupi-guaranis ocupavam basicamente toda a região litorânea e travaram os primeiros contatos com os portugueses. Já os aruaques e os caraíbas ocupavam a região amazônica.

O primeiro registro histórico sobre o povo indígena brasileiro foi descrito por Pero Vaz Caminha, escrivão de Pedro Álvares Cabral. Em seu conteúdo havia referências sobre as belezas da nova Terra, assim como a cor da pele do povo encontrado nas terras, o desenho de suas feições, nus e com arcos e setas nas mãos.

Também descrevia os cabelos lisos e negros, os artefatos que estavam presentes em seus corpos tal como ossos verdadeiros que furavam o lábio inferior. A princípio amistosos, os habitantes da terra descoberta receberam os invasores e apresentaram a região, com sua exuberante fauna e flora.

Os primeiros habitantes do Brasil

O termo pré=história vem sendo abolido por historiadores já que conceitua o início da história a partir da vinda dos Europeus, ignorando a importância de todo o ocorrido anteriormente. Os estudos do período anterior aos portugueses não possui documentações que possam direcionar os pesquisadores, que se baseiam principalmente em dados arqueológicos.

Sem métodos que possam ser considerados de escrita, os historiadores tentam reconstruir a linguística e a etnologia através de uma visão mais panorâmica dos materiais encontrados em escavações em sítios arqueológicos. Mas o principal alvo de controvérsias é a ocupação do território americano.

A teoria mais aceita é que houve um avanço humano da região da África, onde fica hoje a Mongólia, via Estreito de Bering. Descobertas arqueológicas recentes tem ajudado a reforçar essa teoria, mesmo sob questionamento de muitos historiadores. O fóssil humano mais antigo de todas as Américas foi chamada de Luzia, encontrado em Minas Gerais pela arqueóloga Annette Laming Emperaire.

A morfologia de seu crânio foi constatada como semelhante a de alguns povos africanos e dos aborígenes australianos, valorizando ainda mais a teoria original. Luzia tem aproximadamente 14 mil anos e comprova a existência de vida no Brasil neste período.

Já os índios encontrados pelos portugueses vivam de pesca, caça e do extrativismo, onde algumas tribos também realizavam a agricultura. Consumiam a mandioca e encontraram métodos para fabricarem sua farinha, assim como também encontravam temperos e muitos tinham técnicas de fermentação.

Em geral eram migrantes, buscando sempre locais com rios e natureza boa para sua subexistência. As tribos com cultura mais elaborada eram sedentárias, sem necessidade de buscar novas regiões para suprir suas necessidades.