Civilização Egípcia


O Egito é considerado uma das maiores civilizações da Idade Antiga. Desenvolvida na região nordeste da África, em um território conhecido como Delta do Nilo, a civilização egípcia foi constituída da mistura de diversos povos, que foram se estabelecendo no local ao longo de milhares de anos.
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O fato de que muitos povos escolheram a região do Delta do Nilo para viver é explicado pela presença do rio, que tornava o terreno fértil para a prática da agricultura. Com isso, a civilização egípcia foi se formando à medida que grupos se fixaram à beira do Nilo. A proximidade dos grupos fez com que, aos poucos, eles fossem se unindo entre si para criar formas de organizar a produção, constituída basicamente pelo cultivo de plantas e domesticação de animais.

Mas nem todos os grupos se uniram em um só. A formação da civilização egípcia enfrentou conflitos pela disputa das terras férteis próximas ao rio Nilo. Os pequenos grupos que se instalaram no local, ao se juntarem a outras formações, formaram grandes comunidades com unidades administrativas independentes (chamadas nomos) e começaram a disputar o controle do território. Após diversos anos de guerras e disputas, os reinos do Baixo e Alto Egito prevaleceram. Mas, em 3200 a.C, o Baixo Egito também foi conquistado pelo rei do Alto Egito, Menés. A vitória tornou-o o primeiro faraó da história da civilização egípcia e unificou os povos que viviam à beira do Nilo.

A fase da história da civilização egípcia que considera desde a formação dos nomos até a unificação dos reinos, com a vitória do rei Menés sobre o Baixo Egito é chamada de Período Pré-Dinástico. O período seguinte, quando passa a existir a figura do faraó, é chamado de Período Dinástico.

O auge da civilização egípcia foi durante o governo do faraó Ramsés II (1292 – 1225 a.C.). Ele derrotou diversos povos asiáticos, em batalhas pelo território. Após seu reinado o Egito se enfraqueceu e, em 525 a.C., os persas derrotaram os egípcios na Batalha de Pelusa, conquistando a região.

O domínio dos persas fez com que o Egito perdesse a independência por cerca de 2500 anos, permitindo que o território fosse ocupado por macedônios, romanos, árabes, turcos e ingleses.

O filho do imperador romano Júlio César com Cleópatra foi o último rei ptolomaico, dinastia macedônica que nasceu com as invasões do território egípcio. Depois disso, a região caiu foi dominada pelos romano e depois pelos árabes.

A sociedade egípcia

A estrutura social da civilização egípcia era rígida. Ela era comandada pelo o faraó, que era considerado não só o líder de um povo, mas também uma figura destinada pelos deuses para guiar a comunidade. Ele exercia as funções de comando dos setores administrativo, militar e juiz.

Depois do faraó a pirâmide social da civilização egípcia era composta pelos sacerdotes, nobres e funcionários reais. Artesãos, camponeses e escravos eram componentes das camadas mais baixas da sociedade.

Por conta da localização geográfica do Egito, próximo ao Nilo, a principal atividade econômica praticada naquela região era a agricultura. Eram cultivados, entre outros produtos, trigo, cevada, algodão, linho e frutas.

Muitas das práticas egípcias são levadas em consideração ainda hoje, tamanha a sabedoria daquela sociedade. Um dos exemplos mais significativos é o calendário dividido em 365 dias e os dias divididos em 24 horas, como conhecemos hoje.

Em relação à religião os egípcios eram politeístas, ou seja, tinham crenças em vários deuses. Os deuses eram representados pela figura de animais. Eles também acreditavam na vida após a morte, um dos motivos pelos quais a civilização egípcia desenvolveu a técnica da mumificação, para evitar que os corpos de deteriorassem. Isso ocorria porque os egípcios achavam que, após a morte, seriam julgados pelo deus Osíris, e se fossem considerados inocentes poderiam voltar ao corpo.

Medicina

Uma das maiores contribuições dos egípcios é a medicina. Muitas das práticas criadas por eles são utilizadas até hoje, na medicina moderna. Até mesmo a forma de organização do sistema de saúde no Egito já seguia um modelo parecido com o aplicado hoje por muitos países.

O governo do Egito era o responsável por controlar o acesso ao atendimento médico. Lá os médicos eram treinados por institutos, que seguiam um currículo, parecido com as faculdades de medicina de hoje. Além de registrarem as doenças e os tratamentos em manuais médicos, há evidências de que os egípcios tratavam operários após acidentes de trabalho e, se não pudessem voltar a exercer a profissão, recebiam pagamentos dos empregadores.

O procedimento de mumificação também permitiu que a civilização egípcia aprimorasse seus conhecimentos sobre anatomia humana. Isso permitiu o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas usadas até hoje, como a remoção de tumores. O uso de próteses era uma prática também utilizada no Egito, até mesmo para os mortos, já que eles acreditavam que o corpo deveria estar inteiro para ser enviado aos deuses.