Democracia, Cidadania e Escravidão: História, Conceitos e Formação


Democracia

A escravidão, em tese, deveria preceder a democracia e cidadania, estágio em que se espera da sociedade civilização e total respeito a existência do outro, independentemente de sua raça, cor, origem, etnia, filosofia de vida, religião ou ideologia política.

Democracia e escravidão

No entanto, o que se percebe é que a democracia é cheia de brechas e paradoxos, ao menos de acordo com a história crítica. Segundo Eric Hobsbawm, importante historiador crítico, a democracia foi inventada pelos gregos e pode ser entendida como um sistema de governo em que o povo, no sentido lato, é quem governa. No Brasil, país em que foi adotado a democracia como forma de governo, o povo elege seus representantes, que são os vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidente da república, para representar seus interesses.

Eric Hobsbawm afirma que a gênese da democracia já se apresenta com problemas, colocando assim em xeque a sua eficiência. Na Grécia Antiga (berço da democracia), por exemplo, nem todos podiam participar da sociedade. Crianças, mulheres, escravos e estrangeiros não tinham poder de participar das decisões políticas. Assim, entende-se que a noção de povo adotada pela Grécia Antiga é seletiva e excludente.

Além disso, na democracia, sistema que prega a liberdade política e de atuação laborativa, existia a escravidão (na Grécia Antiga). Problema que persiste até hoje e é fortemente combatida pelos órgãos de fiscalização, como o Ministério Público do Trabalho.

Pode-se entender por escravidão a prática social em que um ser humano se torna uma mercadoria nas mãos de outro, servindo-o sob força ou manipulação.

Democracia e cidadania

A democracia anda de mão dada com a cidadania. Pode-se dizer que ambas foram geradas juntas. Com a democracia, veio a cidadania, expressão genérica que carrega um forte peso político e jurídico no sentido de garantir aos cidadãos direitos e garantias, como o direito ao voto, seja homem ou mulher; à liberdade religiosa, política e filosófica; à se candidatar a cargos legislativos etc.

Hoje, no século XXI, os sociólogos defendem que a democracia está em crise. O principal argumento é que os representantes do povo não servem aos interesses públicos, mas aos do mercado privado.