EUA e OTAN contra URSS e Pacto de Varsóvia na Guerra Fria


A Guerra Fria

Com o término da Segunda Guerra Mundial (1945), o mundo se desenvolveu seguindo os padrões impostos por dois dos países vencedores do conflito: os Estados Unidos (capitalista), e a União Soviética (socialista). Essa divisão de poder entre os dois foi chamada de bipolaridade. Era o início da chamada Guerra Fria que se estendeu até 1991, quando a URSS se desintegrou e se transformou em Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Inseridos nesses dois grandes blocos estavam diversos países que, no decorrer da Segunda Guerra, tiveram suas reorganizações política, econômica e territorial marcadas pela influência de um desses países.

EUA e OTAN

Assim, de um lado, prevalecendo a propriedade privada e a economia de mercado caracterizada pela livre concorrência, estavam os países capitalistas liderados pelos EUA. Do outro lado, sob o comando da URSS, os países cujos principais ideais estavam fincados sob a égide da economia planificada, prevalecendo a propriedade pública, a igualdade social e o bem estar do povo.

Apesar da bipolaridade, uma outra divisão tornou-se conhecida e usada a partir da década de 1970:
1° Mundo: países capitalistas industrializados (países centrais): EUA, Canadá, Alemanha Ocidental, França, Inglaterra, Japão, Itália, Suíça, etc.
2° Mundo: países socialistas: URSS, Cuba, China e países do leste europeu.
3° Mundo: países capitalistas subdesenvolvidos (países periféricos): a maioria da Ásia, da África e da América Latina.

Os países do 3° Mundo passavam por diversos problemas de ordem econômica e social, sendo frequentemente assediados e, dependendo da situação, até recebiam ajuda financeira dos líderes que desejavam tê-los em seu bloco a fim de, ao mesmo tempo, garantir a supremacia do seu modelo econômico no mundo e enfraquecer o outro lado da disputa.

A Guerra Fria é marcada por uma intensa corrida armamentista. Assim, o conflito aconteceu somente no campo ideológico, sendo alimentado por uma constante troca de acusações de ambas as partes, e pelo uso intenso da propaganda a fim de intimidar o adversário. Dessa forma, o conflito envolvendo diretamente EUA e URSS nunca aconteceu de fato. Mesmo por que, possuindo armamentos nucleares, os dois países perceberam que um conflito dessa natureza traria consequências terríveis e indesejáveis não só para eles, mas para toda a humanidade. A partir desta percepção, as duas potências passaram a assinar acordos para redução de seus arsenais de guerra, reduzindo o risco de um conflito nuclear de proporções imprevisíveis.
No ano de 1949 cresce a tensão entre países capitalistas e socialistas. Os países capitalistas, sob a liderança dos EUA, assinam um tratado de aliança militar onde se comprometeram a se ajudarem mutuamente, em caso de ataque comunista. Este tratado ficou conhecido como ORGANIZAÇÃO DO TRATADO DO ATLÂNTICO NORTE (OTAN).

O bloco comunista por sua vez também se organizou e, em 1955, fundou o PACTO DE VARSÓVIA, que seria a resposta da URSS ao bloco capitalista. Desta forma ocorreu a união dos países da Europa Oriental sob a influência do socialismo. Fazendo parte deste pacto estavam países como: Polônia, Checoslováquia, Hungria, Albânia, Bulgária, Romênia e Alemanha Oriental. A partir da formação destas alianças militares aconteceu uma corrida desenfreada pelo desenvolvimento tecnológico de armas de destruição em massa, prevendo uma possível disputa pelo controle da hegemonia mundial.
Assim, a URSS desenvolve a bomba atômica em 1949. Os EUA, que já haviam usado a bomba atômica em 1945, fazem, em 1952, os primeiros testes com a bomba de hidrogênio, artefato ainda mais mortífero.

Em 1969, é a vez dos norte-americanos. Em uma missão tripulada, eles pousam no Mar da Tranquilidade, na superfície lunar, proeza transmitida via televisão para vários países. Enfim, a corrida espacial era utilizada como meio de propaganda pelas duas potências, que anunciavam orgulhosamente seus avanços tecnológicos para o mundo a cada nova conquista.

Essa corrida armamentista fez com que as duas grandes potências mundiais aumentassem seus lucros com a fabricação de armamentos, utilizando para isso grande quantidade de mão-de-obra, empregando inúmeros trabalhadores. Em 1957, os Soviéticos saem na frente e inauguram a corrida espacial com o lançamento do Sputnik I, o primeiro satélite artificial do mundo. Em 1961, a URSS novamente surpreende o mundo com uma nova façanha ao realizar o primeiro voo espacial tripulado por Yuri Gagarin, astronauta soviético.