Feudalismo: Sociedade Feudal, Hierarquia e Poder Político


Feudalismo

O feudalismo é um tipo de organização social e também política e cultural, que surgiu no fim da Idade Antiga e prosseguiu durante toda a Idade Média, mais precisamente entre os séculos V e XV. Com a crise da escravidão de Roma, o regime de servidão a um senhor feudal predominou entre a Europa.

Sua estrutura era de aldeias cercando um castelo, terras onde havia o cultivo agrícola e animal, além de grandes bosques. As camadas sociais se caracterizavam por nobreza, clero e servos, sem possibilidade de mobilidade social entre elas. Os servos trabalhavam e pagavam impostos para manter o senhor feudal e a igreja tinha um forte domínio sobre as duas classes.

Origem do Feudalismo

Com a queda do Império Romano e a sequência de invasões bárbaras, os nobres romanos e camponeses fugiram de sua cidade de origem, o que deflagrou uma grande dificuldade em estabelecer a escravidão como era nos moldes anteriores e propiciando o surgimento do feudalismo.

Mas o feudalismo não se estabeleceu de forma rápida ou fácil, demorando muitos séculos para se firmar. Um dos principais motivos eram as constantes invasões e guerras em busca de novas terras, levando os feudos a se firmarem em regiões mais afastadas dos principais centros.

Com a violência constante os nobres não conseguiam proteger sua cidade adequadamente e nem os militares em condições semelhantes aos exércitos invasores. Por isso, os grandes proprietários de terra procuravam regiões mais distantes para se estabelecer, levando a maior parte da população em busca de casa, comida e trabalho.

Os feudos se tornavam verdadeiras fortalezas, protegidas por muros e com guardas para impedir as invasões. Um castelo se fazia de moradia do senhor feudal, enquanto os camponeses vivam em servidão a ele, se sujeitando ao trabalho agrícola sem nenhuma chance de mudar seu patamar social.

Estrutura e declínio do sistema feudal

Os senhores feudais eram os donos das terras e detinham todo o sistema político daquele grupo. Por serem os provedores, recebiam muitos privilégios dos nobres, inclusive poder sobre seus servos e terras.

Cada servo era responsável pelo plantio, colheita e produção dos produtos básicos como farinha, assim como o pão, vinho, queijo, manteiga, azeite etc. Os servos caçavam, pescavam e se mantinham com uma estrutura artesanal e rudimentar, que servia a sua comunidade. Como os donos das terras eram os senhores feudais, os servos tinham como obrigação ofertar mercadorias produzidas, prestação de serviço a ele e à comunidade e ainda deveriam pagar impostos e taxas pré-estabelecidos.

Já os senhores feudais davam de retorno não só a própria terra para o cultivo, mas proteção do exército e fortalezas para dar mais segurança aos aldeãos. Eles administravam o local, cobravam impostos e tentavam manter o local livre de invasões.

Não havia práticas comerciais no sistema feudal e o que era colhido e produzido fazia parte do escambo firmado entre os servos. Ou seja, a agricultura era considerada de subsistência, que incluía a troca de mão de obra por uma casa para morar.

O declínio do sistema feudal começou quando ocorreu a expansão das cidades, a amplitude das relações comerciais entre Estados e toda a estrutura da sociedade foi sendo alterada. Dessa forma, trabalhos assalariados foram surgindo – o que permitiu a essas pessoas a possibilidade de investir, criando uma nova classe social chamada burguesia. Toda essa nova estrutura foi se moldando entre as sociedades e é a base do capitalismo dos dias atuais.