Mesopotâmia – Sociedade e Cultura


A Mesopotâmia é uma região que se localiza no extremo oeste da Ásia, entre os vales rios Tigre e Eufrates. O nome do território faz referência a essa geografia, pois “mesos”, em grego, significa “meio”, e “potamos” significa rios. A junção das palavras significa, então, “no meio de rios”, ou “entre rios”. Atualmente o território é ocupado, em parte, pelo Iraque.

Mesopotâmia – Sociedade e Cultura

Os rios Tigre e Eufrates nascem nas montanhas da Armênia e percorrem a Mesopotâmia para desembocarem juntos no Golfo da Pérsia. Os vários povos que moraram no território construíram uma grande rede de canais para aproveitar as enchentes dos rios. Dessa forma podiam cultivar cereais, frutas, e criarem gado.

A região em que ficava a Mesopotâmia é conhecida hoje como Oriente Médio. Não se deve confundir com Extremo Oriente, território onde ficam China e Japão. A região mesopotâmica tem como característica principal um solo extremamente fértil, sendo ele ideal para a prática da agricultura. Isso foi um propulsor para que muitos povos passassem por ali. Ao contrário da Mesopotâmia, os países ao redor da terra fértil eram pobres e desérticos.

Por estar numa região cercada por áreas muito áridas, o ambiente se tornou muito atrativo aos povos nômades que circulavam nas terras próximas. Alguns historiadores consideram a região mesopotâmica como a primeira do mundo a abrigar uma sociedade complexa, cujas funções sociais e econômicas são múltiplas e diversas. Conheça um pouco sobre as civilizações que se iniciaram ali.

Mesopotâmia: sociedade e cultura

Por volta do quarto milênio antes de Cristo já haviam populações com organizações sofisticadas no território. Os primeiros habitantes que se estabelecerem na região, e que construíram as primeiras cidades, foram os sumérios. Esse povo também construiu sistemas para controlar a água dos rios, com o objetivo de realizar obras de irrigação, diques e barragens.

Os sumérios também eram especialistas em aplicar técnicas de metalurgia no bronze. Eles ficaram conhecidos por uma invenção que influenciaria toda a história da humanidade: a escrita. Também foram os primeiros a criarem horóscopos com o objetivo de fazer previsões, interesse da astrologia.

Com o passar do tempo outros povos nômades se estabeleciam por ali. Os acadianos, um povo nômade que vinha do deserto da Síria, começou a entrar no território mesopotâmico pelo norte. Eles impuseram sua hegemonia nas principais cidades sumérias, dominando o local e transformando a cultura. O centro da Mesopotâmia era separado até 2.330 a.C., quando o rei Sargão, dos acadianos, faz a unificação. Surgia então o Império Mesopotâmico.

Entretanto, os próprios acadianos começaram a sofrer ataques de estrangeiros. Eles não puderam resistir ao inimigo, e caíram diante dos amoritas. A sociedade foi reorganizada e uma nova estrutura de poder se estabeleceu. A fundação do governo manteve o caráter imperial por muito tempo. O principal governante desse período foi Hamurabi, que elaborou as leis que ficaram conhecidas com O Código de Hamurabi. Tinha como característica essencial um só principio: olho por olho, dente por dente.

A queda da Mesopotâmia

O rei Hamurabi também expandiu o seu território, abrangendo a Síria ao norte e a Caldeia do sul. Unificou a língua e a religião em todo o território. Foi assim surgiu o primeiro Império Babilônico, ou Paleobabilônico, que tinha a Babilônia como centro administrativo e Hamurabi como o primeiro rei.

Uma nova reorganização aconteceu com os assírios, um povo de origem semita que vivia do pastoreio às margens do Rio Tigre. No final do segundo milênio antes de Cristo, eles começaram a se organizar em uma sociedade altamente militarizada e expansionista. Dominaram toda a Mesopotâmia e alargaram as fronteiras do seu império. Sua expansão atingiu até mesmo o Egito, ao norte da África.

Esse povo bélico, caracterizado por viver em luta, forçava os povos dominados a pagarem pesados impostos. Além disso, o serviço militar era obrigatório, e isso aumentava seu exército a cada conquista. No entanto, essa prática uma insatisfação crescente nos povos dominados.

O último dos assírios a governar foi Assurbanipal, responsável por diversos feitos bélicos dos quais se vangloriava. É lembrado como o criador da grande biblioteca de Nínive, responsável por grande parte do conhecimento que se tem sobre os povos da Mesopotâmia. A biblioteca tinha milhares de textos em escrita cuneiforme, como cartas reais, crônicas, decretos de governantes, textos religiosos e mitológicos e outros.

Após algum tempo os assírios também caíram. Um dos povos responsáveis pela sua decadência foi os caldeus. Com ajuda de aliados saquearam as cidades e organizaram o Segundo Império Babilônico. O soberano caldeu mais conhecido foi Nabucodonosor, criador dos Jardins Suspensos da Babilônia e da Torre de Babel, um conjunto arquitetônico para proteger a cidade de invasões.

No seu governo o império se expandiu e atingiu o tamanho máximo, chegando ao mar Mediterrâneo. Em 539 antes de Cristo, depois do governo de Nabucodonosor, que durou quase 60 anos, o Segundo Império caiu. Dessa vez, os povos da Mesopotâmia foram derrubados pelos persas, uma queda definitiva.