Os Hebreus e os Fenícios


Os hebreus eram um povo de origem semita que surgiu na região da Palestina. Veneravam como líder Moisés, que será o representante na Terra de um deus único, que os judeus chamavam de Javé ou O Senhor. A religião judaica estabelece rígidas normas de conduta, o que inclui obediência aos Dez Mandamentos, um dos primeiros códigos de conduta da humanidade, e preceitos encontrados em cinco livros conhecidos como Tora (que correspondem aos cinco primeiros livros do Velho Testamento da Bíblia). O judaísmo daria origem ao cristianismo e ao islamismo.

Os Hebreus e os Fenícios

O reino de Israel foi invadido e conquistado pelos assírios em 722 a.C, sendo a população hebraica escravizada. Em 587 a.C., Nabucodonosor destruiu Jerusalém e aprisionou os hebreus, levando-os para a Babilônia. Em 538 a.C., Ciro II, rei persa, conquistou a Babilônia, permitindo o regresso dos hebreus.

Os Fenícios

Os fenícios era um povo de comerciantes e navegadores; suas embarcações alcançavam todo o Mediterrâneo. Fundaram grandes cidade-estados autônomas, sendo as mais importantes Sidon, Tiro e Biblos. Sidon prosperou no comércio com o Egito. Ocuparam Chipre, fundando cidades. Exploraram metais, como ouro e cobre, e púrpura (extraída de conchas marinhas). Sidon foi destruída pelos filisteus.

Tiro prosperou no comércio com o lado ocidental foi Mediterrâneo: Sicília, Sardenha, Córsega, Baleares e Espanha. Os fenícios fundaram Cartago, uma das mais importantes cidades da Antiguidade. Os navegadores de Tiro atingiram o Oceano Atlântico, de onde traziam estanho. Chegaram também ao Índico. Tiro entrou em decadência no século VI a.C., com os ataques dos assírios e dos gregos.

A importância de Biblos é menor que a de Sidon e Tiro. Seu principal produto foi o papiro. No século VIII a.C. seus habitantes foram submetidos pelos assírios e em 586 a.C., pelos babilônicos. Em 332 a.C. Alexandre, o Grande, da Macedônia, conquistou toda a Fenícia. A principal atividade econômica das cidade-estados fenícias era o comércio, o que propiciou o desenvolvimento de técnicas de navegação marítima.

A posição social dos fenícios estava atrelada à condição econômica. A classe dominante era composta pelos comerciantes, funcionários e sacerdotes a serviço do rei; a seguir vinham os trabalhadores livres, os escravos domésticos e os marinheiros pobres. Uma das mais notáveis contribuições dos fenícios foi a invenção do alfabeto, que ocorreu por volta de 1000 a.C. A língua fenícia era representada na escrita por 22 símbolos, que correspondiam a determinados sons. Combinando-se estes símbolos, era possível escrever todas as palavras. O alfabeto fenício deu origem ao alfabeto grego e também ao alfabeto romano, hoje utilizado pela maioria das línguas ocidentais.