Os Principais Pensadores do Iluminismo e seus Ideais


O iluminismo é caracterizado como um movimento que teve início em território francês durante o século XVII. O principal intuito do mesmo era defender o pensamento de caráter racional acima do teocentrismo dominante principalmente no continente europeu desde o período Medieval, que dizia que Deus estava afrente de todas as outras coisas e explicações.

Os filósofos iluministas foram extremamente importantes para a disseminação desse pensamento ideológico, e o principal intuito dos mesmos era “irradiar” a grande parcela da humanidade que ainda estava sob as luzes das trevas. A crítica desse período também foi forte ao absolutismo, quando os filósofos defendiam a liberdade política, econômica e social de todos.

os ideais dos iluministas

Os ideais dos iluministas

O iluminismo foi um movimento extenso, cultural, político, intelectual, artístico, social e principalmente filosófico. A defesa do mesmo também incluía a educação e a liberdade no que diz respeito às próprias crenças religiosas. A razão, por sua vez, era o que movia os ideais do movimento, sendo essa a melhor forma de alcance para a autonomia, liberdade e a própria emancipação do pensamento.

Para os pensadores da época, o misticismo aliado com crenças religiosas muito fortes, bloqueava a própria evolução do homem. Foi então a partir desse momento que eles deveriam assumir o centro de tudo e buscar as respostas por si só sobre todos os questionamentos que, no período, eram praticamente só justificados pela fé.

O auge do movimento ocorreu durante o século XVIII, conhecido até hoje como o “Século das Luzes”. O iluminismo chegou até mesmo a influenciar a Revolução Francesa, apesar de ter garantido também a sua influência em outros movimentos, como é o caso da Inconfidência Mineira e a própria independência das colônias inglesas no norte da América.

E uma coisa é certa: o iluminismo só foi um movimento tão duradouro e forte por conta da presença de seus pensadores.

Os principais pensadores do movimento

Montesquieu – Montesquieu fez parte da primeira “geração” dos pensadores iluministas e viveu entre os anos de 1689 e 1755. Sua principal atuação foi sempre no ramo da psicologia, sendo a obra de maior renome a “O Espírito das leis”. Além de um dos maiores iluministas de todos os tempos, ele também foi considerado como um dos pais da sociologia em seus primórdios.

Voltaire – nascido em 1694, Voltaire foi um dos grandes críticos da monarquia e das crenças religiosas, sendo a sua imagem marcada como um símbolo da revolução iluminista. Polêmico, extremamente agito e com ideais iluministas bem explícitos, ele criticava muito a igreja católica, sendo totalmente intolerante com a religião. Ele defendia a liberdade dos pensamentos e sua obra mais conhecida é “Cartas Inglesas”. O pensador morreu em 1778.

John Locke – por muitos, ele é considerado como o pai do movimento iluminista. A obra mais conhecida do autor foi “Ensaio sobre o entendimento humano”, escrito por ele em 1689. Para ele, o poderoso Deus na verdade não tinha tanto poder assim sobre a grande maioria das coisas, como o nosso próprio destino. Por isso, acreditava também que a sociedade era a responsável pelo molde dos indivíduos, que podiam optar entre o bem e o mal. Esse pensador foi também um dos maiores críticos ao absolutismo, defendo a liberdade de expressão dos cidadãos.

Rousseau – Jean Jacques Rousseau, conhecimento popularmente só pelo seu sobrenome, é um dos maiores sociológicos de todos os tempos, que defendia também a pequena burguesia. Sendo uma de suas principais obras “O contrato social”, ele diz que o estado só pode tomar decisões conforme a própria vontade de seu povo. Dessa forma, Rousseau sempre foi um defensor de um estado democrático, que poderia oferecer aos seus cidadãos igualdade jurídica.

Adam Smith – Adam Smith também é considerado um dos grandes nomes do movimento iluminista, sendo ele também um dos maiores defensores de um conjunto de ideais chamado de liberalismo econômico.

Para ele, tudo pode ser facilmente explicado por um simples ciclo: o estado só pode ser realmente poderoso caso tenha muito dinheiro. Para enriquecer, ele precisa fazer com que as suas atividades econômicas e capitalistas sejam cada vez maiores. Para expandi-las, por sua vez, ele precisa oferecer liberdade tanto política, quanto econômica para alguns grupos em específico.

Diderot – Diderot, por sua vez, viveu entre os anos de 1713 e 1784 e grande parte da vida do pensador iluminista foi centrada na organização de uma primeira enciclopédia, grande contribuição para o período. Para criá-la, ele também contou com o auxílio de D’Alembert, um pensador que auxiliou tanto na escrita, quanto na organização da enciclopédia, que era composta por muitos pensamentos e conhecimentos desse período.

David Hume – o pensador, filósofo e historiador do movimento iluminista foi um escocês que viveu entre os anos de 1711 e 1776. Também muito polêmico, ele foi o responsável por defender o livre arbítrio na tomada de decisões dos indivíduos, além do ceticismo radical.