Reforma Protestante: História, Martin Lutero e Concílio de Trento


A Igreja Católica, ao condenar a usura (lucro exagerado, ganância, avareza), representou um entrave ao desenvolvimento do capitalismo, sistema que visa justamente o lucro máximo. Além disso, a Igreja, maior proprietária de terras da época, praticava a Simonia (venda de objetos tidos como sagrados) e a Indulgência (venda do perdão dos pecados). Essas posições da Igreja geraram um clima de insatisfação que causaram uma ruptura na unidade cristã, conhecida como Reforma Protestante.

A Reforma teve no alemão Lutero sua principal figura. Após uma viagem em Roma, em 1510, Lutero se decepcionou com o ambiente de corrupção que reinava na sede da Igreja Católica. Em 1517, o papa Leão X, a fim de reformar a Basílica de São Pedro, autorizou a venda de indulgências aos fiéis que ajudassem a Igreja financeiramente. Isso provocou a ira de Lutero que resolveu protestar contra a atitude do papa, publicando as famosas 95 teses. Era o início do rompimento de Lutero com a Igreja Católica, que culminou com a sua excomunhão (expulsão do seio da Igreja Católica), em 1520. Como resposta, e em sinal de desrespeito à autoridade do papa, Lutero queimou em praça pública a bula papal, documento que o condenava. Por fim, Lutero concluiu que a salvação seria alcançada somente pela fé e não pelas boas obras como queria a Igreja. Com o apoio da burguesia, que o ajudou nessa empreitada, ele divulgou sua doutrina na Alemanha, Noruega, Dinamarca e Suécia.

Reforma Protestante

Considerada como a maior expressão de transformação sócia) do século XVI na Europa ocidental, a Reforma religiosa representou a quebra do monopólio da fé exercido pela Igreja Católica e o advento da razão como instrumento de investigação científica. Isso representou um movimento de reação da Igreja Católica contra o avanço protestante. Após tentar punir os rebeldes, sem grandes resultados, a Igreja, a fim de recuperar a unidade perdida, adotou as seguintes medidas que ficaram conhecidas como Contra-reforma ou Reforma Católica:

Concílio de Trento: reunião de bispos que aconteceu na cidade de Trento (Itália), de 1545 a 1563, onde a Igreja reafirmou sua crença na salvação pela fé e boas obras, criou o catecismo e reativou os Tribunais da Inquisição. Em linhas gerais, o conhecimento ou ciência (do latim SCIRE: CONHECER) não é outra coisa a não ser a tentativa de reunir teoria e prática. A ciência evoluiu buscando sempre atender a esses dois componentes. A tecnologia, ou tratado dos ofícios em geral, se refere à explicação e aplicação da técnica que diz respeito a uma ciência e como tal é sempre pragmática, ainda que não possa prescindir de sua base teórica.

Na Grécia Antiga, salvo raras exceções, prevaleceu um tipo de ciência que não fazia uso da técnica e nem se preocupava em aplicar o saber na prática. Esta tendência prevaleceu também na Idade Média, quando a ciência era escrava da Teologia. Na Idade Moderna, mudanças importantes vão acontecer no mundo científico. O modo de produção capitalista exige um novo perfil de homem, baseado no esforço pessoal e na aptidão para o trabalho e não mais na tradição familiar medieval. O desenvolvimento das indústrias só será possível se a ciência estiver ligada à técnica. Por essa época, Copérnico e Galileu colocam o Sol no centro do universo e com isso sacodem o alicerce da Igreja Católica já abalado pela Reforma Protestante em curso.

O homem moderno quer explicar o mundo pela razão (antropocentrismo) e não mais pela fé medieval (teocentrismo). Junto com esse racionalismo que marca o pensamento moderno vem o interesse pelo método que conta com a adesão de pensadores como Descartes, Bacon, Locke e o próprio Galileu. “Galileu solicita o testemunho dos sentidos e o auxílio da técnica. Valoriza a experiência e se preocupa com a descrição dos fenômenos”.

Enquanto o homem antigo não questiona o mundo, o moderno, como Descartes (1596 – 1650), passa a duvidar de tudo, menos da própria existência Apenso, logo existo1}. A dúvida é inclusive adotada como ponto de partida do método de Descartes para identificar se um conhecimento é ou não verdadeiro.

A concepção de mundo divino seria ainda contestada por Giordano Bruno, que concebeu a Terra como um simples planeta tal qual o conhecemos hoje (e foi queimado vivo por isso, em 1600). A ciência dessa época também recebeu as contribuições de Kepler (1571 – 1630), que descobriu as leis do movimento planetário, e de Newton (1642 – 1727), que elaborou a teoria da gravitação universal.