Revolução Inglesa, Queda do Feudalismo e Revolução Industrial


A Revolução Inglesa foi marcada pelo enfrentamento entre o rei e o parlamento. No século XVII, a dinastia dos Stuart pretendia governar de maneira absoluta, mas a burguesia e a aristocracia rural – os gentry (ambos representantes do parlamento inglês) não concordaram com a centralização do poder real. O resultado desse embate foi uma guerra civil (1642 – 1648) que acabou com a vitória do parlamento, sob a liderança de Oliver Cromwell, e com a morte do rei Carlos I, guilhotinado em 30 de janeiro de 1649.

Outro acontecimento importante da Revolução Inglesa foi o episódio conhecido como Revolução Gloriosa (1688 -1689) que terminou com nova vitória do parlamento, desta vez contra Jaime II. Em seu lugar, assumiu o príncipe holandês Guilherme III, casado com a filha de Jaime II, que assinou a Declaração de Direitos (Bill of Rights), na qual o parlamento limitava os poderes do rei. Era a instalação da monarquia parlamentar inglesa em que “o rei reina, mas não governa”. A Revolução Francesa (1789) marca o fim da Idade Moderna e o início da Contemporânea.

Revolução Inglesa

O rei Luís XVI, visando solucionar a crise, tentou aumentar os impostos do Terceiro Estado que se revoltou e, inspirado pelos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade e contando com o apoio da burguesia, invadiu e tomou a velha prisão da Bastilha, símbolo do poder absolutista do rei.
A partir de então, o regime feudal foi abolido, bem como os privilégios do Clero e da Nobreza. Em 1791, uma nova Constituição foi aprovada e a França tornou-se uma monarquia constitucional, onde o rei não tinha mais os poderes absolutos de outrora. A Revolução Industrial causou uma série de mudanças na economia e na sociedade de vários países do mundo, sobretudo da Inglaterra, onde tudo começou a partir de 1750.

A urbanização é o resultado da transferência de pessoas da zona rural para a zona urbana, o que significa uma substituição das atividades agropecuárias pelas industriais. Historicamente, a urbanização está relacionada ao desenvolvimento do capitalismo, especialmente em sua fase industrial, e implica em crescimento das cidades, o que resulta numa maior pressão sobre o meio ambiente (devido ao consumismo). Embora as primeiras cidades datem do Neolítico, o processo de urbanização moderno teve início no século XVIII, por conta da Revolução Industrial e intensificou-se a partir de então. Para se ter uma ideia, a população urbana da Inglaterra ultrapassou a rural em 1840.

Já nos países subdesenvolvidos, a urbanização é um fenômeno recente, justamente pela industrialização tardia. No caso do Brasil, a urbanização foi rápida e desordenada, devido à inserção da tecnologia no campo, por volta de 1970, o que causou êxodo rural e consequente crescimento das cidades e do número de favelas. O pioneirismo inglês deveu-se ao acúmulo de capitais, ao controle capitalista do campo (que expropriou camponeses e garantiu farta mão-de-obra nas cidades), à posição geográfica privilegiada da Grã-Bretanha e à disponibilidade de minas de carvão em seus territórios.

A Revolução Industrial provocou mudanças radicais no estilo de vida das pessoas. Aumentou a produtividade do trabalho e diminuiu os custos de produção, criando novos meios de transporte e de comunicação. Com isso, o comércio mundial foi impulsionado, visto que novos produtos foram gerados e disponibilizados aos consumidores. Consequentemente, a Revolução Industrial acabou com formas tradicionais e primitivas de trabalho, como as manufaturas e as corporações de ofício. Além disso, também gerou conflitos e tensões sociais por conta do aumento da miséria, resultado direto da exploração capitalista que atingiu a recém-formada classe operária.

Para o desenvolvimento do capitalismo foram fundamentais tanto a Revolução Francesa, quanto a Industrial, ambas provocadas pela burguesia. No campo político, a Revolução Francesa marcou a ascensão da burguesia e a respectiva queda do Antigo Regime (absolutista), lançando, assim, as bases do capitalismo; no campo econômico, acabou com os últimos resquícios do feudalismo, criando condições para o total desenvolvimento do capitalismo, a partir da Revolução Industrial. De acordo com o senso de 2000, 81% da população brasileira vivem em áreas urbanas. Atualmente, quase metade da população mundial vive em cidades e há um crescimento desse processo.