Resumo sobre o povo Sumério


Os sumérios foram uma civilização que habitou a região sul da Mesopotânica, na área conhecida como crescente fértil, entre os Rios Tigre e Eufrates, entre os anos 4.000 e 1.950 a.C. A escolha da região está ligada, provavelmente, à abundância de água e comida, além da segurança contra invasões de outros povos oferecida pelas cadeias de montanhas ao norte e a oeste, pelo deserto da Síria a sul e leste e pelo Golfo Pérsico a sudoeste.

Resumo sobre o povo Sumério

As principais marcas dessa civilização foram a arquitetura bastante desenvolvida, a escrita cuneiforme, considerado possível primeiro esforço humano para atribuir identificação e significado às coisas através de símbolos, e o avançado sistema de controle de águas, erguendo barragens, sistemas de drenagem do solo, diques e canais de irrigação.

Os sumérios foram a primeira civilização a habitar o trecho onde hoje se localiza o sul do Iraque e o Kuwait. Acredita-se que as primeiras populações sumérias surgiram no quarto milênio antes de cristo na região da Caldeia, emigradas do planalto do Irã, provavelmente em razão da escassez de água e comida naquela região, onde, antes, viviam como nômades. A origem dos sumérios, todavia, ainda está envolta em mistério, tanto quanto a origem da cultura e do conhecimento avançado para aquele período, perante povos ainda bastante primitivos.

A cidade de Quish teria sido a primeira a ser fundada, seguida de Eridu, Nipur, Ur, Uruk e Lagash. No começo, as cidades da Suméria possuíam independência administrativa e autonomia política, cada uma governada por um sacerdote, que era assessorado por um conselho de anciãos. Com o passar do tempo, o modelo político sofreu mudanças com a migração para um formato mais centralizador, com o monarca assumindo o controle político e formando uma dinastia, com o herdeiro direto assumindo o trono.

A centralização do poder não serviu, todavia, para gerar harmonia entre os sumérios. Os conflitos foram constantes entre as cidades através dos pouco mais de dois séculos de história daquela civilização, motivados pela disputa pelas terras mais férteis, localizadas às margens dos rios. Acabaram servindo para precipitar o ocaso da Suméria, que foi ocupada por outros povos, até que a região viu surgir a cidade de Acad, que originou o Império Acádio, que viria a ser o primeiro grande Estado do que se tornaria a Mesopotâmia.

O esplendor da Civilização Suméria

A Civilização Suméria é um verdadeiro marco na história da Civilização Humana. Foram os sumérios os primeiros a erguer grandes obras arquitetônicas, como templos e palácios. Em períodos mais remotos, os sumérios utilizavam o junco e a argila como material para suas construções. O uso de pedra e madeira, ao longo do tempo, se incorporou à cultura arquitetônica, que evoluiu, por volta de 3000 a.C para os templos erguidos em altas plataformas, agora com uso de tijolo cozido em forno para formação de degraus, origem do Zigurate, templo que continha a combinação das formas retangulares com plantas circulares, através dos quais, acreditavam, o rei poderia estar mais próximo dos deuses.
A peculiaridade da religião suméria é a crença em que o Universo era governado por seres vivos imortais, invisíveis aos olhos dos mortais, que possuíam super poderes, mas tinham a forma humana. O Cosmo, acreditavam os sumérios, era controlado segundo um plano pré-estabelecido e leis criadas pelos Deuses.

Como grande parte dos povos antigos, os sumérios temiam os elementos naturais, aos quais prestavam reverência, o que explica seus quatro Deuses estarem ligados a esses elementos. An era o deus do céu, Ki, da terra, Enlil, do ar, e Enki, deus da água. Esses quatro elementos eram considerados a base do Universo. Abaixo desses deuses havia outros, que formavam o panteão.

Assim como no caso da arquitetura, a origem da arte babilônica é atribuída por muitos pesquisadores aos sumérios. A civilização suméria era pródiga na confecção de joias em ouro e prata, cerâmica, esculturas em cobre, gravuras e selos. Um dos marcos da arte suméria, datado de 5.500 antes de cristo, logo anterior à fixação no delta de Eufrates e Tigres, é o Estandarte de Ur, considerado a primeira imagem a representar uma ação de guerra na história, feita com arenito vermelho, lápis lazúli, conchas e mármore.

A escrita cuneiforme

São inúmeros os marcos da Civilização Suméria. O mais importante, talvez, seja a escrita cuneiforme, considerada uma das primeiras formas de comunicação através de signos de que se tem notícia. É assim chamada porque era produzida com o auxílio de artefatos em forma de cunha e foi criada por volta do ano 3.500 a.C. Os sumérios usavam tabletes de argila úmida para fazer seus escritos. O mármore e a madeira eram, também, usados com essa finalidade.

A escrita cuneiforme era constituída de mais de 2 mil signos. Começou com o uso de imagens e, no curso da história, evoluiu para símbolos pictográficos fonetizados, vindo, mais tarde, a constituir palavras. A escrita cuneiforme ganha familiaridade com a escrita atual a partir do momento em que deixou de ser inscrita em colunas e passou a ser disposta horizontalmente, da esquerda para a direita.

O estudo a escrita cuneiforme tem sido uma via de mão dupla, na medida em que os símbolos usados por aquela civilização não tinham familiaridade com os atuais. Era preciso conhecer a cultura, o pensamento e a história daquelas civilizações para entender os escritos, que, por sua vez, quanto mais conhecidos, mais revelavam sobre aqueles povos.

A maior dificuldade está em que o vocabulário, a gramática e a sintaxe daquele povo não tinha qualquer relação aparente com as línguas conhecidas. Havia entre os sumérios vários dialetos. O principal era o emergir, ou “língua principesca”.