Gregório de Matos e o Barroco Brasileiro

Gregório de Matos

Gregório de Matos é considerado o principal poeta do século XVII e também o mais importante da literatura colonial brasileira. Suas obras eram baseadas em uma poesia erótica, por isso, ficou conhecido como “Boca do Inferno”. Mesmo com toda a sua importância na época, Gregório teve as suas obras consideradas inéditas até o início do século XIX. Até então, eram mantidas em cópias manuscritas, escritas por admiradores e colecionadores do século XVIII.

Foi então no século XX que Gregório de Matos teve as suas obras publicadas por completo. Duas de suas principais são a edição da Academia Brasileira de Letras, composta por 6 volumes, e a edição de James Amado, composta por 7 volumes. Mesmo com essas publicações, o poeta se considera ainda insatisfeito e espera por uma nova edição, desta vez, com critérios mais rígidos. Essas novas edições devem seguir rigorosamente os manuscritos originais, conservados nas principais bibliotecas do Brasil e também de outros países.

Mesmo pertencente ao movimento barroco, Gregório de Matos apresenta outras várias faces de estilos diferentes. Além do barroco, suas obras também abordam a poesia lírico-amorosa e a poesia lírico-reflexiva.

Barroco Brasileiro

Considera-se que o Barroco foi o primeiro estilo literário do Brasil, com seu início marcado no século XVII. Até então, as manifestações literárias que aqui existiam se resumiam ainda a um caráter mais informativo, com características da Colônia e, por isso, não podiam ser consideradas como literárias de fato.

O fato que marcou o início do Barroco Brasileiro foi a publicação do poema escrito por Bento Teixeira, em 1601, chamado “Prosopopeia”. Durante todo o movimento, predominou a existência dos poetas e poemas, uma vez que o estilo prosa só se desenvolveu durante o Romantismo, no século XIX.

O Barroco Brasileiro tinha como modelo os escritos de Camões e alguns poetas barrocos espanhóis, como Góngora e Quevedo. O movimento durou até o início do século XVIII, quando começou o Neoclassicismo.