Modernismo – Segunda Geração: Características, Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Cecília Meireles e Jorge de Lima


Modernismo

A segunda fase do Modernismo no Brasil é a continuação e aprofundamento do movimento iniciado em 1922, por ocasião da Semana de Arte Moderna, evento que reuniu uma série de artista da música, artes plásticas e literatura. O movimento teve o propósito de romper com paradigmas artísticos vigentes e abrir caminho para novas propostas estéticas.

A primeira fase do Modernismo é o período entre 1922 e 1930. Se o que foi apresentado naquele período não foi tão bem aceito pela sociedade, da qual vieram muitos questionamentos à tentativa de ruptura estética, o mesmo serviu para pavimentar o caminho para um dos períodos mais ricos da produção literária no Brasil.

Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Cecília Meireles e Jorge de Lima são alguns dos expoentes desse período, que encontraram no ambiente mais arejado pelas novas ideias o insumo para desenvolverem grandes obras literárias.

A segunda fase do Modernismo é o período entre 1930 e 1945.

Carlos Drumond de Andrade (1902-1987)

O mineiro Carlos Drumond de Andrade foi um poeta da realidade, retratando em sua obra o ambiente urbano, as questões sociais e os acontecimentos. Drumond enxerga a poesia como instrumento de transformação da sociedade.

Algumas de suas principais publicações são: “A Roda do Povo” (1945), “Poemas” (1982), “Alguma Poesia”(1930), “Sentimentos do Mundo” (1942), “Claro Enigma” (1951), “O amor natural” (1992).

Mário Quintana (1906-1994)

Nascido em Alegrete, Rio Grande do Sul, Quintana é considerado um dos maiores poetas do século XX, agraciado com o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras em 1981. Mestre da poesia, é até hoje citado pelas suas frases e pensamento.

Algumas de suas principais obras são: “A Rua dos Cataventos” (1946), “Canções” (1946), “Sapato florido” (1948), “O aprendiz de feiticeiro” (1950), “Espelho Mágico” (1951), “Poesias” (1962), “Esconderijos do tempo” (1980), “Baú de Espantos” (1986), “Da preguiça como método de trabalho” (1987), “A cor do invisível” (1989).

Cecília Meireles – 1901-1964

Sua obra é caracterizada pelo intimismo, a introspecção e a imersão na fantasia como forma de expressão humana. Cecília Meireles foi também crítica no comportamento e das relações humanas, traço que está fortemente presente em muitos de seus poemas.

Algumas de suas principais obras são: “Espectros” (1919), “Romanceiro da Inconfidência” (1953), “Antologia Poética” (1963), “Ou isto ou aquilo” (1964).

Jorge de Lima – 1895-1943

O alagoano Jorge de Lima uniu em sua poesia a abordagem social e religiosa. A denúncia das desigualdades sociais no Brasil é feita de forma habilidosa, com elaborados jogos de palavras.

O traço curioso de Jorge de Lima é que começou sua carreira literária se valendo do estilo parnasiano, antes de se converter ao modernismo.

Algumas de suas principais obras são: “A túnica inconsútil (1938), “A mulher obscura” (1939), Encontro de Mira-Celi (1950) “Invenção de Orfeu” (1952).