Parnasianismo, Simbolismo e Pré-Modernismo – Características, Autores e Obras


Parnasianismo

O Parnasianismo e o Simbolismo possuem dois traços em comum: surgiram na França, tendo como marco a publicação da revista Parnasse Contemporain, e adotam o refinamento e rigor formal como paradigmas artísticos.

Tirando esses aspectos, as duas correntes se vão por caminhos opostos. Enquanto o Parnasianismo tem o mundo objetivo como matéria-prima, o Simbolismo tem no subjetivismo seu traço mais marcante.

São dois movimentos que buscam a beleza. Os parnasianos, representados no Brasil por Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, usam do perfeccionismo estilístico, lapidando os versos como diamante, buscando sempre as rimas ricas e raras, de modo a produzir o melhor resultado estético.

Na visão dos artistas que aderiram a esse movimento, a poesia não tem outra função senão ser um fim em si mesma, sendo esse fim produzir encanto, nisso se assemelhando a uma joia.

Os simbolistas, representados por Cruz e Souza, Alphonsus de Guimarães e Pedro Kilkerry, ainda que experimentem o rigor formal como componente estético, parecem valorizar mais o efeito que seus versos são capazes de causar. Valorizam temas como a morte e o mistério, misturando misticismo e realidade, buscando fluidez e musicalidade em seus poemas.

Parnasianismo e Simbolismo x Pré-Modernismo

O impressionismo simbolista está presente na obra de Augusto dos Anjos, mas esse pré-modernista é o que se pode chamar de autor único na poesia brasileira. O pessimismo de Augusto dos Anjos é retratado, não com figuras místicas, mas com traços do movimento realista, que teve entre seus atores marcantes os romancistas Machado de Assis e Raul Pompeia.

O pré-modernismo é um ponto de transição entre o Romantismo e o Modernismo. O movimento romântico, desde o princípio, se voltou para temas locais, mas em sua fase final, principalmente em razão do momento brasileiro, em que o movimento pela libertação dos escravos ganhava força e volume, incorporou a crítica social à sua temática.

As críticas à sociedade, aos valores da burguesia e às condições precárias de vida na cidade se tornaram tema dos pré-modernistas. Regionalismo, nacionalismo e adoção da linguagem coloquial como estética, são traços desse movimento, que teve entre seus maiores personagens Euclides da Cunha, Graça Aranha, Lima Barreto e Monteiro Lobato.

Mais à frente, o movimento modernista buscaria estabelecer uma estética e uma temática nacional, priorizando a valorização da cultura brasileira.