Resumo As Formigas (conto de Lygia Fagundes Telles)


A autora, com seu modo particular de narrativa, começa o conto como se fosse uma história como outra qualquer, mas em breve rompe com a realidade e nos mostra um mundo fantástico onde tudo é possível.

Resumo As Formigas (conto de Lygia Fagundes Telles)

Informações técnicas sobre o conto

Antes de falarmos mais especificamente a respeito do resumo As Formigas, vamos nos ater às informações técnicas a respeito do conto, e da própria autora. Lygia Fagundes Telles era paulista e se mudou diversas vezes com a família durante sua infância e adolescência.

Ainda jovem, aos 8 anos de idade, começava a criar suas próprias narrativas, que divide com a família. Sempre em contato com a literatura, a jovem Lygia lia sobre lobisomens, mulas e diversas outras criaturas que povoam o folclore popular. No ano de 1938, a autora publicava seu primeiro livro, uma coleção de contos que assina como Lygia Fagundes.

Este conto, As Formigas, foi publicado no livro Seminário dos Ratos, no ano de 1977. Além do conto que leva o nome do livro, o leitor ainda encontra 13 outros títulos, todos envolvidos em histórias fantásticas e totalmente fora da realidade. O livro é até hoje um dos mais lidos em todo o país, e seu conteúdo faz parte de diversas provas e avaliações que envolvem a literatura brasileira.

O conto As Formigas, assim como todo o universo literal da autora, deixam claro a supremacia feminina e a presença constante de protagonistas mulheres.

Resumo do conto As Formigas

O enredo do conto se passa em uma pensão simples, na qual duas estudantes, e primas, resolvem morar para ficar mais perto da universidade. Quem conta a história é a própria protagonista, portanto vemos o ocorrido através dos olhos de quem viveu tudo que aconteceu.

Logo de início, sabemos que tudo se passa à noite. A protagonista começa dizendo que já era quase noite, ou seja, que a luz do dia já estava indo embora. Aliás, durante todo o conto, pouco sabemos a respeito da vida diurna das protagonistas, uma estudante de medicina e outra de direito.

A pensão é um lugar decadente, apresentado a nós como um lugar velho, triste, sombrio e até um pouco assustador. As personagens obviamente não desejam ficar ali, mas infelizmente não há muito escolha, já que o lugar é o único que poderiam pagar. A narradora conta ainda que ainda antes de entrar, ambas ficaram imóveis, avaliando a fachada da pensão, que parecia um rosto entristecido.

Elas entram na pensão decadente, em salas escuras e móveis velhos. Até a mulher que as atende parece algo triste, envelhecido, vestida em pijamas.

Assim que as moças chegam ao quarto, percebem que o antigo morador esqueceu um pertence, um caixote deixado em um canto. Curiosas, resolvem avaliar o que tem dentro e percebem um conjunto de ossos. A estudante de medicina, logo se interessa, e avaliando mais de perto, percebe que o conjunto, apesar de estar totalmente completo, é bastante pequeno, e portanto que se trata de um raro esqueleto de anão.

Resolvem então dormir, e no meio da noite, e todas as noites que se seguirão, serão preenchidas com um forte cheiro de bolor e uma invasão quase inacreditável de formigas. O rastro dos animais segue sempre para debaixo da cama, mas especificamente para dentro do caixote de ossos, que fora guardado ali.

O que deixa tudo ainda mais intrigante e estranho, é que na primeira noite naquele quarto, a protagonista ainda nos conta que teve um sonho um pouco bizarro, no qual um anão de olhos azuis a fitava firmemente.

Ao perceberem as formigas, as primas se perguntam o que poderia ter chamado a atenção dos animais para os ossos. Uma delas então abre o caixote e percebe que os ossos mudaram de posição. Mesmo assim, resolvem simplesmente matar as formigas e voltar a dormir.

Na noite seguinte, as moças percebem o mesmo cheiro, a volta das formigas e mais uma vez, que os ossos mudaram de posição dentro do caixote. Por isso, na terceira noite, resolvem ficar acordadas até descobrir de onde e por onde, chegam as formigas. O problema é que elas se sentem muito cansadas e sem perceber, acabam adormecendo.

Quando acordam, ficam ainda mais assustadas, já que ao observar o caixote, encontram o esqueleto de anão quase totalmente formado, faltando apenas um osso da perna e um braço para ficar completo.

O medo então toma conta das duas estudantes, que resolvem que não irão ficar mais tempo para descobrir o que vai acontecer. Elas pegam suas coisas e deixam a pensão desesperadas, assustadas com toda a história e a montagem dos ossos de anão pelas formigas que só chegam a noite.

Como leitores, ficamos presos neste mistério. Jamais seremos capazes de descobrir a razão pela qual as formigas montavam o esqueleto, e o motivo pelo qual estava ali.