Resumo Ficção Científica


Esse é um resumo sobre ficção científica, um gênero conhecido, mas difícil de definir com precisão. Se no começo de sua divulgação ele se definia pela abordagem de eventos relacionados com as últimas descobertas da ciência, hoje isso não parece ser tão claro. Romances e filmes que quase não abordam o aspecto científico são enquadrados no gênero, sem nenhuma dúvida ou contestação.

Resumo Ficção Científica

O que se sabe é que a ficção científica sempre esteve ligada de alguma forma à fantasia. Desde as primeiras obras literárias podemos notar o aspecto fantasioso. A intervenção de seres e ações sobre-humanos eram constantes, algo que é intrínseco e essencial à ficção científica.

Um exemplo valioso são os contos de fadas, que ajudaram a formar gerações, ensinando-lhes os preceitos morais atemporais e transcendentais da cultura ocidental. Uma criança sadia certamente teve contato com tais narrativas, justamente pelo fato de que a necessidade do apelo à ficção é intrínseco a natureza humana.

Continue lendo nosso resumo ficção científica com um breve histórico.

Primórdios

Provavelmente, o primeiro a escrever uma história de ficção científica foi Luciano de Samósata, no século 2 d.C. Sua narrativa, chamada Uma História Verdadeira, conta a história de heróis que foram até a Lua depois que sua cidade foi atingida por um redemoinho que durou sete dias.

Na Lua, eles perceberam que o satélite era habitado por homens que galopavam sobre abutres de três cabeças. Notaram também que os guerreiros que moravam ali, viajavam sobre moscas que tinham um tamanho de 12 elefantes. Além disso, o Rei da Lua vivia em guerra com o Rei do Sol para dominar o Universo.

Esse tipo de narrativa foi constante no mundo ocidental. A própria descrição grega de seus deuses traz aspectos parecidos com os da ficção científica. É o caso de Hélio, deus do Sol, que cruza o céu em carruagens com sua irmã Sele, deusa da Lua. O astro satélite da Terra também está constantemente presente em histórias orientais. A História da Cortadora de Bambu é um exemplo, uma lenda japonesa do século 10, que narra a história de uma menina da Lua que vivia em um bambu.

Mas antes de surgir a ficção científica como conhecemos, muitos livros trouxeram traços do gênero. É o caso de Micromégas (1752), de Voltaire, e As Viagens de Gulliver (1726), de Jonathan Gulliver. Além disso, escritores do século XIX, como Edgar Allan Poe, Nathaniel Hawthorne e Fitz-James O’Brien também possuíam elementos de ficção científica em suas histórias.

Mas foi a Revolução Industrial que facilitou a ascensão da ciência moderna, que propulsionou a ficção científica como conhecemos. Em 1818, a escritora Mary Shelley publicou o célebre romance Frankenstein, obra considera inaugural do gênero literário. Os romances publicados por Júlio Verne, na mesma época, também possuíam aspectos da ficção científica, mas focando nas invenções.

Outro escritor considerado um dos pais do gênero foi H.G. Wells, cuja obra, voltada à crítica social, contribuiu para a popularização do estilo literário. Sir Arthur Conan Doyle, criador de Sherlock Holmes, também produziu ficção científica. Na França, Albert Robida e Jean-Marc Côté produziram livros importantes para o gênero.

A América Latina teve representantes de ficção científica logo no século XIX. Joaquim Felício dos Santos publicou uma sátira política chamada Páginas da História do Brasil, passada no ano 2000, mas publicada entre 1868 a 1872, no jornal O Jequitinhonha. Em seguida foram publicadas El Maravilloso Viaje del Señor Nic-Nac, do argentino Eduardo Holmberg, O Doutor Benignus, do brasileiro Augusto Emílio Zaluar, e Historia de um Muerto, do cubano Francisco Calcagno.

Resumo ficção científica: Aspectos críticos

Quando o conhecimento cientifico evoluiu, naturalmente cresceu a vontade de aplicá-lo, ainda que imaginativamente, dentro da realidade. Além de proporcionar uma fuga da vida cotidiana, as histórias de ficção científica ajudaram a imaginar as consequências desejáveis e indesejáveis do desenvolvimento tecnológico.

A modernidade é, até hoje, uma época incerta, pois não está baseada em princípios eternos. A ficção científica parece que se transformou em uma ferramenta de ilação do mundo. Através das deduções, podemos ter uma ideia do futuro para o qual estamos nos direcionando.

Por ser um gênero expandido e ramificado hoje em dia, a ficção cientifica já não é conceituada tão facilmente. Ao mesmo tempo em que temos contato com obras otimistas, do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico, vemos algumas que são verdadeiros alertas para o futuro. Sem dúvida, uma das coisas mais importantes mostradas pelo gênero é a necessidade de uma base moral fundamentada por valores transcendentais.

A modernidade evolui a passos largos sem saber para onde vai. Ao contrário da Idade Média, onde havia uma homogeneidade em torno da fé cristã, nosso tempo está à deriva em termos de valores. O mundo evolui, mas não sabemos os limites da ética, da moral e dos próprios sentidos. O gênero de ficção científica mostra-se não só como um gênero literário, mas como um laboratório da imaginação humana, que nos permite ter precaução com o futuro que nos aguarda.