Resumo Uma branca sombra pálida


Neste resumo você vai saber tudo sobre esta obra tão incrível de uma escritora reconhecida no mundo todo. Lygia Fagundes Telles, por meio de seus contos inacreditáveis, nos leva a viver histórias totalmente fantásticas, com anões, ratos e personagens não humanos que dividem a cena com seres humanos. Pelo resumo Uma Branca Sombra Pálida, você irá conhecer um pouco sobre as principais características desta autora e sua obra.

Resumo Uma branca sombra pálida

Informações técnicas

O conto Uma Branca Sombra Pálida é parte de uma coletânea especial, que junta diversos outros títulos da autora, chamado a Noite Mais Escura e Eu, lançado no ano de 1995. Na história, assim como em todos os outros textos de Lygia, somos levados à um ambiente de suspense, em um mundo que mistura o cotidiano com o fantástico.

Além do conto que vamos resumir neste artigo, o livro ainda conta com outros contos: Dolly, Você não acha que esfriou? O crachá nos Dentes, Boa noite, Maria, O Segredo, Papoulas em feltro negro, A Rosa Verde e Anão de Jardim.

Todos os contos da coletânea tem uma característica que, também aparece em outras obras da autora. O narrador é parte da história, e nos conta o que acontece através de sua visão de mundo. Além disso, personagens mulheres surgem como protagonistas, com exceção de dois contos, nos quais não há um ser humano como narrador.

Outra característica marcante de Lygia Fagundes Telles é a ênfase dos sentimentos e sensações dos personagens e não tanto para a descrição do ambiente e tudo que acontece ao seu redor. A autora abusa de ambiguidades e contrates a fim de deixar ainda mais forte a sensação que todos nós sentiremos algum dia, ao redor de nossas fraquezas e forças.

Lygia Fagundes Telles ficou conhecida por ser uma autora única, que aborda sempre a intimidade humana e gosta de abordar temas modernos e polêmicos como, por exemplo, a eutanásia, a solidão e a morte.

Aliás, a solidão é um dos sentimentos mais fortes em toda obra de Lygia Fagundes Telles, como se fosse algo impossível de se evitar.

Resumo do conto Uma Branca Sombra Pálida

Quem conta a história é a mãe de Gina, e ela nos conta a respeito da vida de sua filha através de passagens, flashes de momentos que acontecem entre as idas ao cemitério para depositar flores, sempre rosas brancas, no túmulo dela.

Ou seja, a filha de Gina, personagem cuja vida iremos conhecer, está morta. Descobrimos também que a moça tinha uma amiga fiel, Oriana, que a mãe vê como uma rival, uma inimiga. A amiga, assim como a mãe, também deposita flores no túmulo da morta, mas que são sempre vermelhas.

A mãe conta, portanto, através de sua mistura de sentimentos de amor, ódio e cumplicidade para com a filha, quais são suas impressões a respeito da vida da filha e o que acabou a levando a cometer suicídio. Ela apresenta a filha com carinho quando diz que era bonita, com andar de bailarina “com a graça de quem vai assim, flutando…”.

Segunda a mãe, Gina, a menina morta viveu todo o romantismo de sua infância junto de sua mãe e pai. Mas depois da morte dele, passa então a ver o mundo como algo mais sombrio e triste, vivendo em um isolamento, sempre atendendo aos caprichos e desejos de sua mãe.

É quando conhece sua amiga Oriana, que quebra um pouco toda esta tristeza e desestrutura o cotidiano entre mãe e filha. A amizade com Oriana muda a forma como Gina observa o mundo, como se comporta e ela passa a ser outra pessoa.

Interessa-se por música, leitura, passa a estudar letras e passar horas trancada no quarto, sem que a mãe, e portanto nós, como leitores, possamos saber o que se passava ali dentro. Um mistério gira em torno destes momentos e acabamos descobrindo um pouco do que acontecia pela narrativa da mãe, mas sem jamais ter a certeza.

O conto é cheio de elementos simbólicos, que representam através de uma narrativa tão enraizada de sentimentos, a sensação de solidão que vivia Gina, o sofrimento e a dificuldade de um relacionamento com homens por parte da mãe e até o medo de toda a mudança que a moça passava a apresentar depois da amizade com Oriana.

Com a morte da filha, a mãe, que já vivia em uma grande solidão, passa a sofrer ainda mais com este sentimento. Com isso, a única coisa que a mantém viva é o ódio e a rivalidade que tem para com Oriana, que deixa suas rosas vermelhas sempre ao lado das brancas, que ela deposita.

A mãe então passa a se alimentar dessa raiva e espera que um dia, Oriana cometa sua maior traição para com sua filha, que é deixar de levar as rosas e esquecê-la para sempre.