Semana de Arte Moderna: Mudanças e Características; Oswald de Andrade – Obras


Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna foi o grande marco do movimento modernista, um movimento artístico brasileiro que logrou revolucionar a visão da arte no país.

O evento reuniu no Theatro Municipal de São Paulo uma série de artistas das artes plásticas, da literatura e da música. Talvez, o grande nome daquele evento tenha sido Heitor Villa-Lobos, um músico cujo nome transpôs as fronteiras do Brasil, considerado um dos maiores artistas da história do país.

Não há dúvida, porém, de que o grande nome do movimento modernista foi o escritor e dramaturgo Oswald de Andrade. Foi o principal agitador cultural daquele movimento, sendo seguido por Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Guilherme de Almeida, Menotti Del Picchia e Villa-Lobos.

O movimento, que ficou conhecido como modernismo e acabou dividido em três fases, produzindo uma constelação de grandes artistas brasileiros, sobretudo na literatura, tinha como objetivo ampliar os horizontes da produção artística, ao mesmo tempo trazendo referências europeias e colocando na pauta temas relacionados à cultura brasileira.

Oswald de Andrade

Oswald entendia que o caminho para a criação de uma identidade nacional a partir da arte era se apropriar do conhecimento produzido fora do Brasil para usá-lo como ferramenta de construção de algo novo, que revelasse a identidade do povo brasileiro.

De família bem abastada e de intensa vida amorosa, Oswald foi considerado o mais polêmico de todos os modernistas, fosse pelo seu comportamento irônico, fosse pela disposição em enfrentar os valores da sociedade da época.

Oswald, nascido em 1890 e falecido em 1954, tem como principais publicações: “Os Condenados” (Romance de 1922), “Estrela do Absinto” e “Escada Vermelha” (também romances), “Pau-Brasil” (Poesia-1926), “Manifesto Antropófago”, o romance “Serafim Ponte Grande” e a peça “O Rei da Vela”.

Além de “O Rei da Vela”, Oswald produziu as peças “O Homem e o Cavalo”(1934) e “A Morta” (1937), além de ensaios e o manifesto “A Marcha das Utopias”.