A Importância da Interpretação e Construção do Texto e da Análise da Mensagem


A Importância da Interpretação

A Importância da Interpretação e Construção do Texto e da Análise da Mensagem

A linguagem escrita é uma forma de comunicação que se serve de uma quantidade expressiva de códigos, entre pontuação e palavras, que se apresentam nas mais diversas formas: verbos, adjetivos, substantivos, advérbios, pronomes, etc.

Para que essa comunicação se estabeleça dentro do propósito do autor da mensagem, há uma série de requisitos que se farão indispensáveis. Toda mensagem escrita visa alcançar um objetivo estabelecido pelo autor, mas depende irrevogavelmente do desempenho do leitor.

Assim como cabe ao autor elaborar o texto de forma que este seja capaz de transmitir a mensagem de forma precisa, cabe ao leitor a tarefa de decodificá-la. Isso implica dizer que as duas partes devem dominar os mesmos códigos.

Por exemplo, se o autor escreve em inglês e o leitor desconhece essa língua, significa dizer que não há conexão entre os códigos propostos pelo primeiro e dominados pelo segundo. Da mesma forma, um leitor pouco afeito a requintes linguísticos terá dificuldades para decodificar um texto rebuscado.

Há, ainda, uma questão relacionada ao contexto histórico, local, cultural e linguístico que se opõe à correta interpretação. Por isso, a tradução de um texto do Evangelho requer muito mais que conhecimento da língua em que foi escrito, mas do contexto, da cultura local e temporal.

Condições para a decodificação

– Construção do texto – A construção do texto é o elemento chave para a decodificação pelo leitor. O uso indevido de uma vírgula, por exemplo, pode mudar o sentido de uma frase. As ideias devem ser expressas claramente, mesmo que a intenção do autor seja enigmática, como ocorre na construção de muitos poemas. Por mais que a mensagem esteja intrínseca, até mesmo quando se recorre a figuras de linguagem, à ironia, é preciso que o texto estabeleça um caminho lógico para que o leitor tenha a oportunidade de chegar ao significado da mensagem.

– Domínio da linguagem escrita – O leitor não precisa dominar a escrita, n sentido do ato de saber escrever, mas é fundamental para que a decodificação ocorra, que ele domine os mesmos códigos que o autor, ou, pelo menos, a maior parte deles, assim como as funções das palavras e as formas de expressão. Isso implica na necessidade de que o leitor esteja treinado para a leitura, o que pressupõe muita leitura anterior.

– Contextualização – O leitor precisa estar preparado para analisar o contexto em que o texto foi escrito, pois essa é uma condição para que se chegue à compreensão do mesmo. Isso exige uma amplitude de conhecimentos e capacidade de relacionar fatos em diversos contextos históricos e locais. O leitor que se desafia a ampliar o conhecimento o tempo todo tem maior capacidade de contextualização.

– Capacidade de análise da mensagem – A capacidade de análise é a fase final da decodificação. Consiste em ter elementos suficientes para decodificar a intenção do autor, o que mais uma vez faz atentar para a necessidade de alguma bagagem do leitor, que também podemos chamar de massa crítica. É um conjunto de referências consolidadas que podem ser usadas na decodificação de novas mensagens.