Emprego dos tempos Indicativo e Subjuntivo no estudo dos Verbos


Percebe-se que essa canção de Chico Buarque foi construída a partir da utilização do contraste entre o presente e a dúvida sobre o futuro, mas principalmente pelo uso insistente de formas verbais no gerúndio (pri­meira estrofe) e no infinitivo (última estrofe). Há, ain­da, a possibilidade de se pensar a utilização verbal com base nas propriedades aferidas pelos modos indicativo, subjuntivo e imperativo e, assim, indicar com maior presteza a atitude da pessoa que fala em relação ao fato que anuncia.

Emprego dos tempos Indicativo

Emprego dos tempos do indicativo

O modo indicativo exprime, de forma geral, uma ação ou um estado tidos como certos, definidos. Veja, a se­guir, os tempos do indicativo.

Presente

O presente apresenta um processo simultâneo ao ato da fala; um fato costumeiro, habitual ou permanente.

ANOS DOURADOS
Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões no gravador
Vai ser engraçado se tens um novo amor

Como recurso expressivo, pode ser usado, nas nar­rativas, com valor de passado ou para marcar um fato futuro próximo. “Rosemilde não está preocupada com o futu­ro do país. Nem com o vestibular que vem aí, e no qual pretende defender uma vaga na Facul­dade de Comunicação. O que lhe põe vinco na testa é o sempre anunciado reaparecimento das saias curtas. – […] Eu tenho pernas longas, será que vão encompridá-las ainda mais?”

Passado ou pretérito

O passado, ou pretérito, exprime um fato ou proces­so que ocorreu antes do momento em que se fala.

Pretérito perfeito

O pretérito perfeito simples indica uma ação que se produziu em certo momento do passado, ou seja, uma ação completamente concluída, como você pode compro­var pelo fragmento que inicia esta aula. O pretérito perfeito composto aproxima-se do pre­sente, pois denota um fato repetido ou contínuo.

“ATÉ O FIM (fragmento)
Eu bem que tenho ensaiado um progresso Virei cantor de festim”.

Pretérito imperfeito

O pretérito imperfeito exprime um fato ou um pro­cesso passado, porém não concluído.
•     Transmite ideia de fatos contínuos ou permanen­tes, ações habituais ou repetidas.
“NA ILHA DE LIA, NO BARCO DE ROSA
Quando adormecia na ilha de Lia, meu Deus, eu só vivia a sonhar
Que passava ao largo no barco de Rosa e queria aquela ilha abordar”.

•    Indica, entre as ações simultâneas, a que estava ocorrendo quando outra sobreveio.
“O MEU GURI
Quando, seu moço, nasceu meu rebento Não era o momento dele rebentar Já foi nascendo com cara de fome E eu não tinha nem nome pra lhe dar”.

•         Situa, vagamente no tempo, contos, lendas, etc. “Era uma vez…”

•         Pode ter valor de futuro ou presente. “Se eu não fosse menor de idade, ia (iria) também. Eu queria (quero) um pedaço de bolo”.

Pretérito mais-que-perfeito

•    Exprime um processo anterior a um processo passado. “O caso tornara-se tão complicado que o réu ago­ra parecia vítima”.
•    Anuncia um fato vagamente situado no passado. “Formara-se em Direito, obtivera sucesso, mas não encontrou o amor”.
•    Indica que uma ação futura estará consumada antes de outra. “Quando chegares, já terei saído”.

Futuro do pretérito

•         Situa ações posteriores à época de que se fala. “Depois do sermão, suas atitudes seriam melhores”.
•         Indica surpresa ou indignação. “Quem diria! O próprio pai orientando o filho para o mal!”
•    Indica incerteza sobre fatos passados. “Cadê Você?”

Emprego dos tempos do subjuntivo

O modo subjuntivo expressa incerteza, possibilidade ou dúvida. Os tempos não apresentam época tão defini­da como os do indicativo.

Futuro do presente simples

•     Exprime o processo posterior ao momento da fala.
TODO SENTIMENTO
Depois de te perder
te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza

Pretérito imperfeito

Futuro

com valor de imperativo; Formar! gritou o sargento. precedido de de se exercer função de comple­mento nominal de fácil, possível, bom, etc.;
Os alunos julgam fácil de entender as lições de gramática. regido de preposição e seguindo verbos como estar, andar, ficar e viver, equivalendo a gerún­dio;

Emprego do imperativo

O modo imperativo exprime ideia de ordem, solici­tação ou súplica, conselho ou convite. Tem valor de fu­turo, porque a ação expressa está para se realizar.