Concordância Nominal: Regra Geral, Exemplos e Casos Especiais


O primeiro passo para compreender o que é concordância nominal, certamente, é entender os objetivos dessa regra da língua portuguesa. Em primeiro plano, você deve compreender que essa regra se trata de um elemento padrão de escrita. Em seguida, deve entender que o mesmo é essencial para proporcionar uma escrita com qualidade.

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O que é

A concordância nominal acontece quando existe uma concordância em gênero, ou melhor, em feminino ou masculino, e um número no plural ou no singular em meio a uma frase. A sua colocação geralmente está entre o adjetivo e o substantivo que caracteriza o mesmo.

Também é possível encontrar concordância entre um numeral de caráter substantivo e um pronome, com outros termos de oração, como é o caso de particípios, artigos e numerais.

Um exemplo é:

“O estudante estudioso garantiu sua vaga no vestibular”. Ou então, “As garotas estudiosas garantiram suas vagas no vestibular”.

Certamente, a principal regra de concordância nominal é fazer com que um determinado adjetivo combine com o substantivo tanto em número quanto em gênero. Um exemplo é: “Os seus cabelos castanhos me atraem”. Ou então “Aquela calça marrom é minha”.

Assim, a regra da concordância nominal é fazer com que o adjetivo em questão, o pronome adjetivo, numeral e artigo estejam sempre concordando com o substantivo pelo qual se referem no que diz respeito tanto ao número, quanto ao gênero.

Um exemplo é: “Dois copos de vinho junto com um salto alto deixam as mulheres extremamente altas e irresistíveis”.

Assim, não fica difícil compreender o fato de que a concordância nominal nada mais é do que a combinação natural que ocorre na frase. Toda frase deve nos dar a sensação de conversa, de entendimento. E é aí que entra a concordância nominal, para fazer com que cada um dos itens presentes na frase se completem, visando o entendimento pleno da frase.

Assim, a relação que ocorre entre os nomes é o principal fator que faz com que a concordância nominal aconteça. Afinal, é logo após a ligação das palavras e a formação de sentido da frase que tudo começa a fazer sentido, certo?

Mas é claro que muitos dos casos fogem um pouco da regra, criando então regras específicas para que a concordância nominal também possa ser aplicada nos mesmos.

Casos especiais

Um dos casos especiais é quando o adjetivo se encontra depois de alguns substantivos.

Exemplo:

Primo, pai e tio recém-chegado(s) passaram por aqui.

Outro caso especial é quando o adjetivo está anteposto a uma série de substantivos: “comi um saboroso almoço, suco e sobremesa”.
Quando um substantivo conta com mais de um adjetivo, também contamos com um caso especial.

Neste caso, devemos colocar o substantivo dessa frase no plural ou, então, anteceder os adjetivos por meio de um artigo.

Além disso, também devemos destacar que, quando falamos de concordância nominal, os pronomes de tratamento devem sempre concordar com a terceira pessoa.

Palavras diferenciadas

Algumas palavras também levam um tratamento diferenciado no que diz respeito à concordância nominal.

As palavras: próprio, incluso anexo e obrigado, por exemplo, são palavras que devem concordar com o próprio substantivo pelo qual se referem. Um exemplo é: “a cerveja está inclusa”. Ou então, “o conteúdo está anexo”.

No que diz respeito às palavras “é bom, é proibido ou é necessário” também existem algumas variações na concordância nominal. Neste caso, devemos destacar que as expressões não variam mesmo quando o sujeito não vem precedido de outros determinantes. Assim, tanto na frase “é necessário comprar bebida” quanto em “é necessária a compra de bebida” a concordância nominal está correta.

Entre as palavras “pouco, muito ou caro” também encontramos algumas variações nessa regra ortográfica na língua portuguesa. Quando estas palavras são utilizadas como advérbios, elas são consideradas como invariáveis. Já quando são utilizadas como adjetivos, podem simplesmente seguir as regras regais da concordância nominal.

As palavras ‘bastante’ e ‘meio’, por sua vez, são palavras que devem seguir a regra da concordância quando estão na frase como pronomes. Porém, em caso de advérbios tudo fica ainda mais fácil, já que elas são invariáveis.

No que diz respeito às palavras alerta e menos, elas são consideradas invariáveis em todas as situações e, por isso, são facilmente utilizadas de forma natural pelos indivíduos. Além disso, a palavra “meio”, quando presente na frase como advérbio, também é considerada invariável. Em casos em que ela é considerada um numeral, ela segue a própria regra da concordância nominal.

As dúvidas também são grandes no momento de usar a palavra “só”, principalmente pelo fato de que ela tem dois diferentes significados. Quando ela quer dizer sozinho, ou melhor, se transforma em um adjetivo, a concordância pode ser variável. “Eles estiveram sós hoje à noite”. No que diz respeito à palavra “só” no sentido de somente, ou de apenas (advérbio, no caso), a sua função se torna invariável. “Só foi possível comprar dez pães”.