Orações Coordenadas, Adjunto Adnominal e Adverbial, Aposto e Vocativo


Adjunto adnominal

Quando se relaciona aos termos essenciais e aos ter­mos integrantes – substantivos e verbos que exercem as principais funções sintáticas – alguns adjetivos, advérbios e outros substantivos a fim de determiná-los, delimitá-los, esclarecê-los, atribuir-lhes circunstâncias, têm-se os chamados termos acessórios, que são dispensáveis ao sentido básico. Denomina-se de adjunto adnominal o termo que modifica um substantivo, qualquer que seja a função exercida por ele na oração. Os adjuntos adnominais podem ser representados por:

Orações Coordenadas

•         artigos – Os alunos entenderam o conteúdo.
•         adjetivos – Assisti a um belíssimo filme.
•         locuções adjetivas – Encontramo-nos num dia de chuva.
•         numerais – Três alunos reclamaram da prova de ontem.
•         pronomes adjetivos – Você leu esse livro?

Quando o adjunto adnominal é constituído de uma locução adjetiva, às vezes pode ser confundi­do com o complemento nominal. Para evitar essa confusão, é importante ter em mente as informa­ções a seguir.
•    O complemento nominal completa o sentido de um substantivo abstraio, de um adjetivo ou de um advérbio. Quando o nome a que ele se re­fere exprime uma ação, o complemento nomi­nal é o paciente (alvo) dessa ação e nunca in­dica posse. O garoto ficou decepcionado com a atitude dos colegas. A mãe tem grande admiração pela filha.
•    O adjunto adnominal só se refere a substanti­vos (concretos ou abstratos). Quando o nome a que se refere exprime uma ação, o adjunto adnominal é agente dessa ação, podendo, em certas frases, indicar posse. Ele comprou alguns livros de literatura. A ofensa do torcedor irritou o juiz.

Adjunto adverbial

Os advérbios podem acompanhar um adjetivo, um verbo ou outro advérbio, acrescentando ideia de intensi­dade, lugar, tempo, negação, modo, etc. Sintaticamente, o advérbio é classificado como ad­junto adverbial, pois é o termo que se relaciona com o verbo, não para servir-lhe de destinatário da ação ver­bal, nem para completar-lhe o sentido, mas para acres­centar a ele uma circunstância qualquer.

Talvez as regras gramaticais nos ajudem a escrever melhor.
Amanhã, o jogo será às seis horas.
Muitas pessoas foram correr no parque ontem à tarde.
Com certeza, amanhã haverá prova de Língua Por­tuguesa.

Aposto

A função do aposto é explicar, esclarecer, identificar de maneira mais exata ou resumir um nome ao qual se refere. O aposto é empregado, principalmente, para ex­plicar, esclarecer ou resumir um termo anterior.

Curitiba, capital do Paraná, é conhecida como ci­dade sorriso.
Ele mora em um lugar tranquilo: o sítio do avô.
Dois países não assinaram o acordo: Estados Uni­dos e China.
Os amigos, os professores, os parentes, todos o ho­menagearam.

Vocativo

É o termo da oração usado para chamar, pelo nome, pelo apelido, ou pela característica, o ser com quem se fala. Na escrita, o vocativo aparece sempre isolado por vírgulas.

Sossega, coração, não desesperes.
Fernando Pessoa
Rapazes, ao fazer dezoito anos todos devem se alis­tar no Exército brasileiro.

Na estrutura da oração, o vocativo é um termo à parte, isto é, não pertence nem ao sujeito nem ao predicado. A vida, meus amigos, deve ser vivida intensa­mente. Um período terá tantas orações quantos forem os verbos e (ou) expressões verbais nele expressos.

Orações coordenadas

Observe que as orações que compõem as falas do Rato Ruter são sintaticamente independentes uma da outra, pois têm todos os termos necessários para estarem completas. Você pode namorar minha irmã Rita Ruter, mas vou ficar por perto.

Primeira oração
•         sujeito – Você
•         predicado – pode namorar minha irmã Rita Ruter
Segunda oração
•         sujeito – desinencial (eu)
•         predicado – vou ficar por perto

Entre a primeira e a segunda oração há a conjunção mas, que coordena os sentidos do período, uma vez que a relação de independência das orações coordenadas se estabelece quanto à estrutura sintática e não quanto à relação semântica (de significado). Vale lembrar que se as orações são independentes, elas sozinhas podem for­mar um período: Engoli toda a comida e nada respondi a ela. Engoli toda a comida. Nada respondi a ela.

Orações coordenadas assindétieas

Toda frase verbal é considerada um período e, de acordo com o número de orações, ele pode ser
•         simples – quando apresenta apenas uma oração.
•         composto – quando apresenta duas ou mais ora­ções. Há três tipos de período composto: por co­ordenação, por subordinação e por coordenação
e subordinação ao mesmo tempo.

São aquelas que não vêm introduzidas por conjunção. Os torcedores gritaram, aplaudiram, vibraram. Nesse período há três orações coordenadas assindéticas.

Orações coordenadas sindéticas

São orações coordenadas ligadas por conjunções (ele­mentos de coesão). Elas são classificadas conforme a ideia que expressam e com a conjunção que as une. Podem ser
•         aditivas – dão ideia de adição, de soma;
•         adversativas – dão ideia de oposição;
•         conclusivas – dão ideia de conclusão;
•         alternativas – dão ideia de alternância, de esco­lha;
•         explicativas — expressam motivo, razão, expli­cação.

As coordenadas são sempre separadas por vír­gulas. Observe os exemplos a seguir.
•    Assindéticas: Andou, procurou por algum caminho seguro, não chegou a lugar nenhum.
•    Sindética (exceto com e): Procurou-o por todos os lugares, mas não o encon­trou.

Use a vírgula antes do e se
•        os sujeitos das orações forem diferentes – Ele irá, e ela ficará;
•        o e for repetido — E anda, e corre, e se deses­pera.

A conjunção “e” (aditiva) pode ser adversativo. O amor é ferida que dói e não se sente. A conjunção “mas” (adversativa) pode ser aditivo. Era um homem trabalhador, mas principalmente ho­nesto. A conjunção pois tem valor de explicação quando anteposta ao verbo, e de conclusão quando posposta ao verbo. Estude bastante, pois o vestibular está próximo, (explicação). O preço da carne está muito alto, conheça, pois, a comida vegetariana, (conclusão).