Período Composto por Subordinação


Chamamos de período composto, quando uma oração, possui duas ou ainda mais orações, ou seja, mais de uma ação verbal. Estas podem ser compostas por coordenação ou por subordinação.

Já o período composto por subordinação apresenta dois tipos de oração:

I. Oração principal: rege-se por si, não exerce função sintática em relação à subordinada.
II. Oração subordinada: exerce função sintática em relação à principal, é oração dependente dessa.

subordinação

As subordinadas podem ser desenvolvidas (com conjunção ou pronome relativo) ou reduzidas (sem conectivo, com verbo no infinitivo, gerúndio ou particípio). As conjunções e os relativos funcionam como operadores de encaixe, isto é, encaixam a subordina à principal.

Em suma, quanto à forma, a oração subordinada pode ser desenvolvida, reduzida ou justaposta. Quando à função, pode desempenhar:

A. O papel de substantivo: orações subordinadas substantivas.
B. O papel de adjetivo: orações subordinadas adjetivas.
C. O papel do advérbio: orações subordinadas adverbiais.

Podemos portanto dizer, que subordinada é a oração que mantém uma relação de dependência com uma outra, denominada oração principal. Entre as orações, há paralelismo sintático, a ausência de uma delas promove uma quebra de paralelismo, o texto então fica sem coesão.

Período composto por subordinação

Orações subordinadas substantivas: recebem esse nome, pois exercem funções sintáticas comparáveis às do substantivo.

Exemplo:
[Quero a tua saída.] [Quero] [que saias.]

O objeto direto de ‘quero’ é, no primeiro período, o substantivo ‘saída’ (núcleo do objeto direto). No segundo, o objeto direto é a oração ‘que saias’. No primeiro período, temos apenas um verbo, uma única oração (oração absoluta), trata-se de um período simples. No segundo, temos dois verbos, duas orações, trata-se de um período composto por subordinação.

As substantivas podem ser divididas em dois grandes grupos:

Ligadas ao verbo: subjetiva, objetiva direta e objetiva indireta.
Ligadas ao nome: completiva nominal, predicativa e apositiva.

Para o reconhecimento da oração substantiva e de sua classificação, pode-se usar o demonstrativo isto (ou isso, essa, etc.).

É proibido fumar. = É proibido isto.

Como o pronome isto exerce a função de sujeito (isto é proibido), a oração substituída pelo pronome, fumar, é subordinada substantiva subjetiva (reduzida de infinitivo). As subordinadas substantivas desenvolvidas são introduzidas pelas conjunções integrantes que e se por pronomes e advérbios interrogativos (que, quem, qual, quanto, onde, quando, como, porque). Estes últimos (pronomes e advérbios interrogativos) aparecem principalmente nas objetivas diretas.

Orações subordinadas adjetivas

Elas funcionam sintaticamente como adjunto adnominal e, quando desenvolvidas, são introduzidas pelos relativos que, o qual (e suas flexões), quem, cujo (e suas flexões), quando, onde e como. Os relativos têm a função de retomar um termo anterior pertencente à oração principal, o antecedente.

As orações subordinadas adjetivas podem ser de dois tipos: restritivas e explicativas.

Restritiva: delimitam o antecedente, funcionando como um subconjunto deste. Não recebem vírgula.

Exemplo:
[As mulheres] [que trabalha] [gozam de maior independência]
A B C
Or. Principal or. sub. adj. Restritiva oração principal

A oração que trabalham delimita o antecedente mulheres. Ou seja, gozam de maior independência apenas as que trabalha, as demais (fica implícito) são mais dependentes. As orações adjetivas, diferentemente das subjuntivas, podem sofrer redução nas três formas nominais: infinitivo, gerúndio e particípio.

Explicativa: encerra uma explicação sobre o antecedente, compartilha um saber sobre esse. Aparece sempre com virgula e não é indispensável para o entendimento da mensagem. Quando o antecedente for mais de um, generaliza a característica para todos os seres.

[Os filhos da vizinha], [que frequentam a escola], [são muito simpáticos]
A B C
Or. Principal or. sub. adj. explicativa oração principal

Orações subordinadas adverbiais: o uso das adverbiais está associado principalmente ao desejo do enunciador em transmitir determinado raciocínio por meio de orações que expressam as ideias pertencentes aos adjuntos adverbiais. É o caso da consequência, da causa, da condição, da finalidade, etc. Em boa parte dos casos, essas ideias servem de argumento.

Existem nove tipos de adverbiais: causal, consecutiva, conformativa, comparativa, temporal, proporcional, concessiva, condicional e final.

Causal: estabelece uma causa do que é dito na oração principal.

Consecutiva: estabelece a consequência (uma posteridade) do que é dito na oração principal.

Comparativa: estabelece uma comparação com o que é dito na oração principal, onde há um confronto entre dois seres.

Conformativa: estabelece uma concordância, uma conformidade, com o que é dito na oração principal.

Condicional: estabelece uma condição, uma hipótese, para o que é dito na oração principal; entre a subordinada e a principal há uma dependência semântica.

Concessiva: estabelece uma oposição, uma quebra de expectativa em relação ao que se diz na oração principal, ao contrário das coordenadas adversativas, introduz um argumento mais fraco, uma ressalva apenas.

Temporal: indica o momento em que ocorreu a ação da oração principal.

Final: estabelece a intenção, a finalidade do que é dito na oração principal.

Proporcional: estabelece uma relação de proporção, aumento ou diminuição, com a oração principal.