Verbos Irregulares e Verbos Derivados


Verbos Irregulares

Principais Vertas Irregulares

Os casos mais frequentes de conjugação de verbos irregulares nos exames vestibulares envolvem os verbos ser, ir, ter, fazer, pôr, trazer, ver, vir, querer e haver. O fundamental é saber conjugar esses verbos em quatro tempos: pretérito perfeito do indicativo, pretérito mais-que-perfeito do indicativo, pretérito imperfeito do subjun­tivo e futuro do subjuntivo.

Verbos Irregulares

Verbos irregulares são verbos que não seguem o padrão de conjugação da maioria dos verbos. Há mais de um tipo de irregularidade verbal. Certos verbos apresentam irregularidades enormes, inclusive com mudanças no próprio radical. Esses são chamados verbos anômalos. É o caso, por exemplo, do verbo ser. Outros, como reaver, não apresentam algumas formas da conjugação (não se conjuga eu reavo, tu reaves…). Esses são chamados de defectivos. Outros, ao contrá­rio, apresentam mais de uma possibilidade para a mes­ma forma nominal ou pessoal. O verbo entregar, por exemplo, possui dois particípios, um regular (entregado) e outro irregular (entregue). São verbos abundantes.

Verbos Derivados

Muitas vezes não são exatamente esses os verbos que aparecem nos exames vestibulares. É comum que figurem na prova verbos derivados destes que estuda­mos. Um verbo derivado é construído com base em outro verbo menor que lhe deu origem. Não é muito viável, nem é realmente necessário, estudar separadamente cada um dos verbos derivados. Como regra geral, o inte­ressante é perceber que verbos derivados se conjugam como os verbos primitivos.
Por exemplo, o verbo intervir (muito frequente em vestibulares) é derivado do verbo vir. Desse modo, inter­vir se conjuga como vir. Se o correto é quando eu vier, o correio também será quando eu intervier.

[Observação: uma forma inadequada comum em exames vestibulares é interviu. Como vimos, o verbo in­tervir se conjuga como vir. No pretérito perfeito, dizemos ele veio. Então o correto é ele interveio.] Pessoas com bom grau de escolaridade costumam conjugar corretamente os verbos primitivos. Entretanto, em certas situações se atrapalham na conjugação dos verbos derivados. Se você sentir dificuldade, faça o exer­cício com calma. Conjugue primeiro o verbo primitivo e lembre-se de que o verbo derivado será conjugado do mesmo modo.

As formas do modo subjuntivo, especialmente o pre­térito imperfeito (por exemplo: se eu amasse) e o futuro (por exemplo: quando eu amai) têm seu uso condiciona­do pela presença, na frase, de uma conjunção, normal­mente uma conjunção temporal (quando, enquanto, depois que, antes que…) ou condicional (se, caso, desde que, contanto que…).

A maior distância entre essa conjunção e a forma verbal relacionada a ela pode favorecer a ocorrência de erros de conjugação que não são tão frequentes quando a distância é menor. O seguinte trecho faz parte do exame da UNICAMP de 1991. Nele há um erro de conjugação do verbo “repor” no futuro do subjuntivo.

A palavra grifada no trecho acima, entre­tanto, não está flexionada de acordo com a maneira culta de conjugação do verbo “repor”. O correto seria:”… se o \governo… repuser perdas salariais.”. Na frase, o verbo “repor”deve ser flexionado no futu­ro do subjuntivo. Isso porque ele está relacionado à con­junção se (“se o governo…”), de valor condicional.

Ocorre, porém, que a forma verbal está muito dis­tante da conjunção “se”. Isso favorece a “distração” do redator, que comete um erro que não cometeria em outras situações. Dificilmente um jornalista, redator de um dos grandes jornais brasileiros, escreveria uma frase como:
(1) Lula aceita negociar, se o governo repor perdas salariais. Além disso, o jornal dispõe de revisores, o que signi­fica que, para o erro ter sido publicado, sua ocorrência não foi percebida por pelo menos dois profissionais es­pecializados.

Este erro, portanto, não pode ser justificado pela ig­norância da forma culta. Trata-se mais de uma “distra­ção”, de um “ato falho”, um “desvio de performance”. Sua ocorrência deve ser associada a fatores contextuais, isto é, a características da frase que favoreceram a ocorrên­cia do desvio.
Além da distância entre a conjunção e a forma ver­bal, devemos considerar também que a frase traz uma sequência de formas verbais. As duas primeiras são “retirar” e “suspender”. São formas corretamente conjuga­das. A forma “repor” é semelhante a “retirar” e “suspender”. Essa proximidade e essa semelhança auxi­liaram a “distração” do jornalista. Lula e Meneguelli divergem sobre o pacto. Concor­dam em negociar, mas Lula só aprova um acordo se o governo retirar a medida provisória dos salários, suspen­der os vetos à lei de Previdência e repor perdas salariais.