Camada de Ozônio: Funções, Importância e Problemas


Camada de Ozônio

As pessoas têm ouvido muito falar da destruição da camada de ozônio e dos riscos que isso representa para a vida no planeta Terra. Da mesma forma, parece haver uma consciência global de que é a atividade humana a principal responsável por esse fenômeno, o que coloca nas mãos da sociedade humana a responsabilidade pela sobrevivência do planeta.

Até aqui, parece que se está tratando de senso comum. O que vem a ser, no entanto, a camada de oxônio? Como ocorre essa destruição e como é possível evitá-la? Essa é a questão que deve ser respondida para quem quer ter um entendimento do problema.

O que é a camada de ozônio?

A camada de ozônio é uma concentração desse gás (O3), composto por uma molécula (O2) e um átomo de oxigênio (O), que se forma na estratosfera, a até 35 km de altitude. O papel dessa camada é filtrar a radiação ultra violeta tipo B, que é nociva aos seres vivos.

No caso do homem, por exemplo, a exposição a essa radiação pode provocar envelhecimento precoce, danos à visão, supressão do sistema imunológico e câncer de pele. Entre muitos danos ao meio ambiente, a exposição a esse tipo de radiação reduz o fitoplâncton, que é a base da cadeia alimentar aquática, prejudicando a vida nesses ambientes e provocando desequilíbrios.

A destruição do ozônio é um processo natural, só que há um equilíbrio entre a destruição e a regeneração, que foi quebrado pela atividade humana. O lançamento de elementos químicos na atmosfera pela indústria estão fazendo com que ocorra a redução da camada de ozônio.

Entre esses metais estão o hidrofluocarbono, brometo de metila, tetracloreto de carbono, clorofluocarbono, halon. Gases contendo átomos de cloro, flúor e bromo permanecem por longo tempo na atmosfera e, quando liberados na estratosfera, liberam radicais livres, que destroem as moléculas de ozônio.

Qual a solução?

A sociedade vem monitorando o chamado “buraco na camada de ozônio”, localizado na Antártica. Todos os esforços são no sentido de evitar que tal condição se agrave.

O Protocolo de Montreal, em vigor desde 1989, estabelece procedimentos para a eliminação dos processos que levam à emissão dos gases poluentes responsáveis pela degradação da camada de ozônio.

A expectativa é de que até o ano de 2060 haja uma recuperação da camada de ozônio aos níveis do início da década de 80.