Ligação Covalente, Orbital Molecular e Teoria da Hibridação


Ligação Covalente

Ligação Covalente

A ligação covalente se caracteriza pelo compartilhamento de um ou mais pares de elétrons entre átomos, geralmente não metais, que buscam se tornar estáveis de acordo com a regra do octeto.

Nesse tipo de ligação, ao contrário do que ocorre na ligação iônica, não há transferência de elétrons de um elemento para outro.

Existem quatro diferentes tipos de ligação covalente:

• Ligação covalente simples: os átomos, para alcançar a estabilidade, dividem apenas um elétron. Exemplo: gás cloro (Cl2);
• Ligação covalente dupla: semelhante ao primeiro tipo, com a diferença que agora os átomos dividem dois elétrons de cada elemento. Exemplo: água (H2O);
• Ligação covalente tripla: como nos casos anteriores, os átomos dividem os elétrons, mas nesse caso são três de cada elemento. Exemplo: gás nitrogênio (N2);
• Ligação covalente coordenada ou dativa: ocorre quando apenas um dos elementos da ligação fornece os elétrons. Exemplo: íon amônio (NH4).

Orbital Molecular

A região do espaço onde há maior probabilidade de encontrar o elétron é conhecida como orbital. De acordo com a teoria do orbital molecular, um par de elétrons de spins opostos ocupa o orbital atômico, sendo que, quando ocorre a ligação covalente, estes orbitais se unem formando um só.

Essa união que forma os chamados orbitais moleculares pode ser bastante diversa, dando origem a diferentes tipos de orbital, seja em relação à quantidade ou ao seu posicionamento. Isso define a geometria molecular.

Teoria da Hibridação

Segundo a teoria da hibridação (ou hibridização), alguns átomos, como o boro, o berílio e o carbono, não utilizam orbitais puros para realizar suas ligações sigma. Ao invés disso, os elementos usam uma fusão dos orbitais puros, o que leva à criação de um novo tipo de orbital, conhecido como híbrido.

Nesse caso, orbitais dos subníveis atômicos s e p se unem, formando os orbitais híbridos sp, sp² e sp³.