Propriedades Aperiódicas dos Elementos Químicos


Você, certamente, já deve ter ouvido falar da Tabela Periódica nas aulas de Química lá do colegial, certo? Ela nada mais é do que a disposição de forma sistemática dos elementos químicos em forma tabelada, separada por suas propriedades e funções.

Propriedades Aperiódicas dos Elementos Químicos

As propriedades, por sua vez, são as características que os elementos poderão revelar segundo a posição em que se enquadram na tabela. Elas ocorrem à medida que tais números atômicos do presente elemento aumentam e, por sua vez, assume valores que podem diminuir ou aumentar a cada período narrado nessa tabela.

Dentre as propriedades principais apresentadas, estão:

  • O raio atômico (que nada mais é do que a distância média entre o núcleo e sua última camada eletrônica);
  • O potencial de ionização (que é uma energia que deve ser oferecida ao átomo em seu estado gasosos para que ele consiga perder um elétron);
  • A eletronegatividade (que é a habilidade que um determinado átomo tem de puxar para si um outro par eletrônico através de uma ligação covalente);
  • A eletropositividade (que são as propriedades que possibilitam que um átomo perca elétrons);
  • A afinidade eletrônica (que é a energia que um átomo acaba liberando para capturar o elétron);

Porém, tais habilidades só podem ser configuradas com o auxílio de uma tabela periódica. Utilizamos, de forma essencial, a tabela periódica para observar as propriedades periódicas que os elementos possuem. Mas e as propriedades aperiódicas?

Por sua vez, a tabela aperiódica é utilizada para relacionar as características dos elementos com suas estruturas atômicas. Ao fazê-lo, conseguimos perceber algumas diferenças entre definições.

Assim sendo, como colocamos acima, as propriedades periódicas são, de forma bem simples, o crescente valor do número atômico de cada átomo, assumindo os valores que podem decrescer ou crescer a cada período equiparado da tabela. A partir do momento que assumimos isso como verdade, os valores dessas acabam ficando específicos e variam de acordo com o aumento do número atômico apresentado. Contudo, isso não irá interferir em sua posição na tabela periódica.

Ou seja, por aqui, não teremos um padrão delimitado. Elas são poucas:

Propriedades Periódicas dentro da Tabela Periódica

Raio atômico: para realizar esse cálculo, nós iremos analisar, basicamente, a distância do núcleo até a sua eletrosfera. Contudo, vale a pena ressaltar que o átomo em si não é rígido e, por isso, para tal efeito, devemos calcular o raio atômico com o auxílio de outro elemento através de uma ligação química: o seu raio atômico será medido através das distâncias entre os núcleos.

Eletronegatividade e Eletropositividade: quando falamos em eletronegatividade, precisamos entender que é a perda de elétrons que um átomo tende a ter através das ligações químicas. Assim sendo, não consegue se analisar essa propriedade de forma isolada. Dentro da escala proposta por Pauling, a eletronegatividade cresce de baixo para cima, recebendo influências do grau de cada família, partindo da esquerda para a direita. Por sua vez, a eletropositividade também contabiliza a perda de elétrons por um átomo. Contudo, a diferença entre elas é que essa contabiliza suas perdas de cima para baixo e da direita para a esquerda.

Potencial de ionização: ele deverá calcular o potencial de energia que está sendo removida de um elétron de um átomo que seja considerado neutro, em estado gasoso ou fundamental.

Afinidade eletrônica: por sua vez, é o contrário do potencial de ionização. Aqui, medimos toda a energia que foi liberada por um átomo que esteja em estado gasoso ou fundamental quando este recebe elétrons.

Propriedades Aperiódicas da tabela periódica

Calor Específico: mede a quantidade de calor que uma grama do elemento deverá consumir para que consiga aumentar a sua temperatura em pelo menos 1 grau sem que o seu estado físico seja alterado.

Massa atômica: unidade de peso de um simples átomo, que é medida e comparada à grandeza que está previamente determinada. Ela poderá aumentar em consequência do número de átomos que agem de forma independente da sua localização na TP.

Dureza: é uma característica sobre os materiais sólidos, apresentando certa resistência dos materiais quando estes acabam sendo expostos ou quando demonstram riscos de serem penetrados quando submetidos a pressão. Essa propriedade varia muito de acordo com o estado físico que o elemento irá se encontrar.

Índice de refração: podemos chamar de índice de refração a razão dada entre a velocidade da luz olhada através de dois meios diferentes e que sejam pré-estabelecidos. Quanto maior for o número atômico, maior será a sua chance de aumentar a refração.

Por fim, para encerrar os conceitos, o volume atômico, a densidade atômica, a temperatura de ebulição e a temperatura de fusão também podem (e são) considerados aperiódicos, muito embora eles estejam amplamente relacionados e incluídos nas propriedades periódicas e em suas definições. Agora que você sabe um pouquinho do que isso significa, conta para a gente se ficou com alguma dúvida e no que nós podemos te ajudar!