Química Orgânica: Histórico e Estudo do Carbono


Química Orgânica

É chamada de Química Orgânica uma área específica da química que se dedica aos estudos dos compostos orgânicos (encontrados nos seres vivos), que possuem o elemento Carbono em sua composição. Existe uma grande quantidade dessas substâncias em nosso organismo (como a ureia e a glicose) e no nosso dia a dia, especialmente na alimentação. O ácido cítrico, presente em frutas cítricas, é um composto orgânico com carbono.

Histórico da Química Orgânica

Desde a Idade Média, os químicos (na época chamados de alquimistas), se empenhavam na tentativa de extrair um “elixir da juventude” a partir de extratos naturais e desde então já percebiam a diferença de comportamento entre eles e os compostos de origem mineral. Anos mais tarde, na década de 1770, a Química Orgânica foi definida como a “química dos seres vivos” e, posteriormente, como a “química da força vital”.

Foi apenas em 1828 que se descobriu que os compostos orgânicos também poderiam ser obtidos em laboratório. O responsável por isso foi o químico alemão Friedrich Wholer, que deixou uma solução de cianato de amônio descansando em um recipiente e percebeu a formação de ureia um tempo depois.

Sobre o Carbono

O carbono é, portanto, o elemento essencial da química orgânica e uma das suas propriedades é o fato de realizar quatro ligações covalentes, por isso, ele é considerado como elemento tetravalente. Além disso, os átomos de carbono se ligam entre si, formando longas cadeias. E dentro dessas cadeias, temos a seguinte classificação:

* Carbono primário: liga-se a um outro carbono;
* Carbono secundário: liga-se a dois outros carbonos;
* Carbono terciário: liga-se a três outros carbonos;
* Carbonos quaternários: liga-se a quatro outros carbonos.

Além do carbono, outros elementos comumente encontrados em compostos orgânicos incluem: hidrogênio, oxigênio e nitrogênio (junto com o carbono, esse grupo de elementos são chamados de organógenos), além de fósforo, enxofre e outros metais.