Teoria Ácido-Base e Conceitos de Base


Teoria Ácido-Base

No final do século XIX e início do XX, as teorias ácido-base foram desenvolvidas com o objetivo de definir o comportamento de ácidos e bases, substâncias que, além de serem muito comuns em laboratórios, são importantes para a manutenção da vida.

As três principais teorias formuladas nessa época não se anulam, mas buscam explicar de maneira diferente o conceito de ácidos e bases.

A seguir, conheça cada uma delas:

1. Teoria de Arrhenius (1887)

Svante August Arrhenius, químico, físico e matemático sueco, utilizou seus experimentos com condutividade elétrica em meio aquoso para definir ácidos e bases.

Segundo a teoria, ácido é um composto que, quando em solução aquosa, produz apenas o íon positivo H+ (cátion hidrogênio). Dessa forma, o cátion H+ reage com a água (H2O), formando H3O+, conhecido como íon hidrônio ou hidroxônio.

Base, por sua vez, é um composto que libera apenas o íon negativo OH- (ânion hidróxido) no processo de dissociação iônica sofrido pela substância em meio aquoso.

2. Teoria de Brønsted-Lowry (1923)

A segunda teoria ácido-base foi formulada pelo químico dinamarquês Johannes Brønsted e pelo químico inglês Thomas Lowry, com base na transferência de prótons (íon hidrogênio H+) entre ácidos e bases.

Nesse caso, ácido é toda espécie química capaz de doar um próton (H+) e base é aquela que recebe esse próton (H+).

A diferença para a primeira teoria está na não necessidade de se trabalhar com as substâncias em meio aquoso, mas ainda requer a presença do hidrogênio. Por esse motivo, surge a próxima teoria ácido-base.

3. Teoria de Lewis (1923)

No mesmo ano, o químico americano Gilbert Newton Lewis desenvolveu essa teoria com base na anterior. Segundo ele, ácido é toda espécie química que aceita receber um par de elétrons, enquanto a base oferece um par de elétrons.

A teoria elimina as limitações anteriores, o que permite aplica-la a qualquer espécie química.