Tipos de tratamento de efluentes


A água é o bem mais precioso para qualquer ser vivo nesse planeta, indo desde as criaturas microscópicas, passando pelo ser humano e chegando a grandes animais e plantas. Quando o assunto é esse bem vital para a manutenção da vida, o Brasil se destaca.

Tipos de tratamento de efluentes

O país conta com 55.467 km² de bacia hidrográfica, ou seja, possui a maior quantidade de território em rios de todo o mundo, que produz grandes belezas naturais. Como, por exemplo, o rio Amazonas, que possui a maior vazão de todo o mundo, e o pantanal, a maior superfície alagada de todo o planeta.

Infelizmente devido à ação do homem não só a bacia hidrográfica do Brasil, como a de todo os países do mundo, se encontram ameaçadas. Os motivos dessas ameaças são muitos, como o desmatamento que deixa o solo exposto, causando o assoreamento dos rios.

No entanto, atualmente um dos motivos de danificação de águas mais preocupante é o despejo dos resíduos da atividade humana, não tratados, que são jogados diretamente nos rios, fazendo com que os mesmos fiquem poluídos e, em muitos casos, levando mesmo à morte de rios. É o caso de um trecho do rio Tietê, na região metropolitana de São Paulo, considerado como morto, pois devido à poluição não há oxigênio suficiente na água para que qualquer espécie sobreviva.

Devido a isso, neste artigo será tratado de um assunto de extrema importância e cada vez mais em pauta na rotina de ambientalistas e de órgãos ambientais das esferas de governo federal, estaduais e municipais: o tratamento de efluentes, mais especificamente, os tipos de tratamento atualmente disponíveis e utilizados.

Importância do tratamento de efluentes

A primeira coisa que deve ser esclarecida é o que se entende por efluentes. Na verdade, apesar do nome pouco comum, trata-se de um conceito bastante simples, pois corresponde à água que contêm resíduos, quer sólidos, líquidos ou gasosos, resultantes da atividade humana. Para uma classificação mais precisa, os especialistas separam os efluentes entre aqueles provenientes de residências e de indústrias mais preocupantes.

Para se ter ideia de como as indústrias são grandes poluidoras das águas, as chaminés industriais são as que mais produzem efluentes atmosféricos, pois as partículas poluentes são lançadas na atmosfera e, quando chove, elas se misturam à água que, percorrendo seu caminho natural, acaba sendo despejada em rios e mares.

Um exemplo claro do efeito desse tipo de poluição pode ser encontrado no já mencionado rio Tietê, em especial no trecho dele que se encontra na região metropolitana. Uma solução para contornar esse problema é investir na despoluição dos rios, algo que vem sendo feito no Tietê. No entanto, trata-se de uma medida pouco eficaz e extremamente cara.

Assim, a coisa mais sábia e barata a ser feita tanto pela esfera governamental quanto pela esfera privada é investir no tratamento de efluentes, para que os resíduos presentes nos efluentes despejados nos rios sejam as mínimas concentrações possíveis. É justamente os tipos de tratamento desses poluentes que serão abordados abaixo.

Opções de tratamento disponíveis

Os tratamentos mais comuns para efluentes são aqueles que utilizam processos físicos, algo que ocorre por vários motivos. O primeiro deles é que tais processos não necessitam de tecnologia aplicada. Dessa maneira, está disponível para um número maior de empresas e órgãos públicos a um preço acessível. Dentre os tratamentos mais comuns nessa modalidade, destacam-se:

-Decantação, que consiste em deixar a água parada para que os sedimentos contidos nela vão para o fundo e possam ser removidos;
-Filtração, por meio do uso de filtros com telas e membranas capazes de reter parte dos elementos poluentes;
-Separação centrífuga, que pode ser considerada como o contrário da decantação, uma vez que os sedimentos são separados por meio da agitação constante e em alta velocidade da água;
-Flotação, que funciona por meio das forças de atração, uma vez que as partículas poluentes são separadas da água por meio de bolhas de ar, para que posteriormente possam ser retiradas;
-Membranas de filtração, consistindo em um tratamento novo, mas altamente eficaz. Quando a água é forçada a passar pela membrana semipermeável, ocorre a separação das substâncias solúveis das insolúveis, tendo como principais pontos positivos a baixa necessidade energética, a fácil aplicação em contextos diversos e a dispensa da necessidade do uso de produtos químicos.

Outro tipo bastante comum de tratamento de efluentes consiste na utilização de substâncias químicas para realizar a retirada dos poluentes, e por isso são conhecidos como processos químicos. São exemplos desses métodos a neutralização e estabilização, a oxidação e a permuta iônica.

Por fim, existem os tratamentos biológicos, que figuram entre os mais eficientes e sustentáveis de todos, pois consistem no estímulo do crescimento de micro-organismos que utilizam a matéria orgânica como substrato, retirando as impurezas sem necessidade de nenhum aditivo químico. Além disso, dependendo da situação, os microrganismos também são capazes de remover nitrogênio, metais pesados como o mercúrio, nitrogênio e sólidos em suspensão da água, o que reduz drasticamente os impactos ambientais causados pelos efluentes.