Mudanças Históricas: da Revolução Científica às Revoluções do Século XVIII


Revolução Científica às Revoluções do Século XVIII

As revoluções históricas que marcaram a humanidade entre o século XVII e XVIII são consequências diretas do ambiente criado pelo Renascimento Cultural na Europa, um movimento que aconteceu entre o século XV e XVI.

O Renascimento marca a transição da Europa feudal da Idade Média, onde o pensamento esteve submetido aos dogmas da Igreja Católica, para uma nova realidade, em que o principal traço é o resgate da Antiguidade Clássica.

A mudança de perspectiva se faz presente, sobretudo, no pensamento e na arte, multiplicando as possibilidades de interpretação do mundo. Nesse ambiente aberto à investigação, à interpretação e ao experimento, a razão e a ciência se impõem como forças transformadoras da sociedade.

Na Antiguidade Clássica, a ciência se relacionava diretamente à tentativa de interpretar e relacionar os fenômenos entre si, além da preocupação de estabelecer contatos entre esses fenômenos terrestres e a metafísica.

Entre o século XVI e o XVII, retomou-se a tentativa de explicar os fenômenos da natureza a partir da experiência científica. Esse período põe em cena personagens como Galileu, Kepler, Tycho Brahe e Newton, que revolucionaram a visão de mundo então predominante, pelo menos no continente europeu.

Da Revolução Científica às Revoluções do Século XVIII

A Revolução Científica abre caminho para o pensamento iluminista e para a Revolução Industrial.

A Revolução Industrial se alimenta do domínio de novos princípios e experiências proporcionados pela Revolução Científica. O ideal iluminista, com base na experiência científica, passa a questionar no campo filosófico, no século XVIII, os paradigmas então estabelecidos. O principal campo é a política, que inclui a influência e poder da Igreja Católica. Questiona-se a forma como a sociedade se estrutura e o poder divino dos monarcas.

O período que compreende do século XV ao final do século XVIII é o mais revolucionário da história da humanidade, no sentido de ter proclamado uma nova visão de mundo, que abriu caminho para a sociedade dos séculos que se seguiram, de intensa produção de conhecimento e multiplicação de riquezas.