Geografia Europeia: Relevo, Clima, Hidrografia e Território


O relevo europeu é altimetricamente baixo: dois terços do território possui altitudes inferiores a 200 m e a sua altitude média é de apenas 375 m, a mais baixa do mundo. Ao norte e nordeste, encontram-se áreas de rochas cristalinas muito antigas (montanhas e planaltos) que sofreram forte erosão e foram cobertas por sedimentos das eras Mesozoica e Cenozoica e apresentam hoje modestas altitudes, além dos vales glaciais transformados em fiordes (vales profundos escavados por geleiras – foto pág. 6), principalmente na Noruega. Os Alpes Escandinavos, o Maciço da Bretanha, o Maciço Central, o Maciço da Floresta Negra, da Boémia e o Renano, são exemplos dessa formação.

Geografia Europeia

o norte do continente e entremeando as formas montanhosas, surgem as principais planícies europeias: a Bacia de Londres, a Planície dos Países Baixos, a Bacia Parisiense; a Planície Germano-Polonesa e a Planície Russa (com altitudes modestas raramente ultrapassando 400 m) de origem fluvial e glacial (Era Quaternária). No sul e sudeste dominam as cadeias montanhosas (dobramentos modernos) muito acidentadas alinhadas no sentido oeste-leste, como os Pirineus, os Alpes (que contém o Monte Branco, o mais alto do continente, com 4.800 m), os Apenínos, os Cárpatos, os Alpes Dináricos, o Cáucaso e os Bálcãs. Essa região é sujeita a abalos sísmicos e vulcanismo (Santorin na Grécia, Etna, Vesúvio e Stromboli na Itália e Islândia).

não chove durante o verão, pois a alta pressão permanente do Saara expande-se até o Mediterrâneo e assim os ventos secos predominam na região, não penetrando na porção central, devido à barreira alpina. No inverno, com o resfriamento do hemisfério norte, os ventos de oeste atingem todo o litoral desde o norte da África até a Escandinávia, provocando chuvas. No interior da Europa, a massa polar continental provoca baixas temperaturas, ocorrendo à precipitação em forma de neve. Por usa localização geográfica a Europa é um continente temperado por excelência. No entanto, deve-se considerar a ação de vários fatores que interferem no espaço europeu:
1.         Posição geográfica – latitudes entre 35° a 75° Norte (predominantemente na zona temperada norte).
2.         Litoral muito recortado – e em consequência a maior influência do mar (maritimidade).
3.         A corrente quente do Golfo (Gulf Stream) – banha as costas das Ilhas Britânicas e da Noruega, fazendo-se sentir até às costas da França e
Península Ibérica. Essa corrente possibilita que os ventos úmidos do Atlântico provoquem altas pluviosidades no litoral ocidental e ameniza a ação das baixas temperaturas típicas das altas latitudes.
4.         As formas e a disposição do relevo — são de baixas altitudes e posicionados de forma a permitir tanto a entrada de ventos polares ao norte e ventos oceânicos a oeste. Ao sul, a cadeia Alpina dificulta a circulação dos ventos no sentido norte-sul (ventos polares) e sul-norte (ventos quentes da África).
5.      Massas de ar – no verão, as massas de ar atlânticas, aquecidas, provocam chuvas desde o norte da Península Ibérica até a Noruega. No sul

Clima subpolar e/ou de montanha – com invernos longos e frios. Atinge o norte da Escandinávia e da Rússia, os Alpes e Cárpatos. Chega a congelar áreas marítimas, exceto nas áreas de influencia da corrente do Golfo. Nesse ambiente hostil a tundra responde pela cobertura vegetal. Caracteriza-se como uma paisagem de curta duração composta por musgos, fungos e liquens. Nos curtos períodos de degelo essa vegetação rasteira serve de alimento aos ruminantes locais em especial à rena.

Clima temperado continental – Caracteriza-se por apresentar inverno seco e rigoroso (-20°C) e verões quentes (23°C) com chuvas abundantes. É o tipo climático dominante na maior parte do interior da Europa. Nos locais de maior umidade é abundante a vegetação conhecida como Taiga. Nos ambientes mais secos surge a estepe, vegetação predominantemente herbácea, semelhante aos campos, do sul do Brasil, porém, mais bem adaptadas às secas prolongadas. Recobrem descontinuamente as regiões próximas aos mares Negro e Cáspio.

Hidrografia

Os rios europeus, embora não sejam de grande extensão, são abundantes e bem distribuídos, e têm como principais dispersores d’água os Alpes, o Planalto de Valdai e os Pirineus. São muito utilizados para navegação e produção hidroelétrica. Os principais cursos são:

• Rio Volga (3.560 km), a maior via fluvial do continente, corre na planície Russa e desagua no Mar Cáspio, com grande potencial hidrelétrico. Rio Reno em território alemão

•            Rio Reno (1.326 km), corta a Alemanha onde se localizam importantes centros industriais como o do Vale do Rio Ruhr (afluente) e atravessa a Holanda para desaguar em Roterdã, o maior porto do mundo, no Mar do Norte. Apesar de sua pequena extensão, o rio Reno possui grande importância política, estratégica e econômica, pois serve de via de escoamento integrada com outras hidrovias e outros meios de transportes da produção de cereais, carvão e produtos industrializados da Europa Ocidental.
•            Rio Danúbio (2.900 km), é considerado um rio de importância política da Europa, pois banha terra de nove países e três capitais internacionais como Viena, Budapeste e Belgrado. É o 2° maior rio da Europa, nasce na Floresta Negra na Alemanha e desagua no Mar Negro.
•            Rio Ródano nasce na Suíça atravessa a França e desagua no mar Mediterrâneo em Marselha. Integra-se a intensa rede de canais europeus.
•            Rio Pó, localizado ao norte da Itália, atravessa importante área industrial e agropecuária.

A Europa possui ainda numerosas regiões lacustres. Algumas possuem lagos de origem glaciaria como os da Península Escandinava, com destaque para a Finlândia e a planície russa (Ládoga e Ónega) e outras, de origem mista, proveniente de tectonismo e geleiras, caso dos lagos a/p/nos, como: Genebra, Como e Constança na Suíça.

A Europa possui um território relativamente pequeno e abriga quase 50 países, além de uma população de cerca de 750 milhões que usufruem de um alto padrão de vida, resultado do elevado grau de desenvolvimento socioeconômico atingido ao longo de sua história. A Europa é um continente cuja população vem diminuindo segundo o Fundo de População das Nações Unidas (Fnuap) a uma taxa de cerca de – 0,09% ao ano, de acordo com projeção para o período 2001/2015. O envelhecimento da população, associado à baixa natalidade exige a absorção de imigrantes e paradoxalmente, os imigrantes não são bem quistos pelos europeus. Alguns países já recorrem a campanhas pró-natalidade.