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Conhecimento Científico

O ser humano detém diferentes espécies de conhecimento, que vão desde os mais rudimentares, comuns a todos os indivíduos, até os mais complexos e aprofundados. Essa segunda categoria corresponde ao conhecimento científico. Em um primeiro momento, é útil perceber que o senso comum é amplamente utilizado no dia a dia, mesmo que a pessoa não se dê conta. Ele está presente na realização de tarefas cotidianas, e a maioria dos sujeitos não questiona se o procedimento está correto ou errado.

Conhecimento Científico

Características do conhecimento científico

Uma das características fundamentais do conhecimento científico é a chamada sistematização. Isso porque o saber em questão é ordenado e tem como fundamento um conjunto de preceitos que formam uma teoria.

Outro elemento importante desse saber é a verificabilidade. Ou seja, qualquer ideia ou teoria apresentada precisa ser comprovada a partir dos recursos da ciência para ser aceita como conhecimento científico.

Aqui, é válido apontar que o conhecimento científico é falível. Sendo assim, os resultados não são definitivos e determinadas premissas podem ser derrubadas ou substituídas por outras. No geral, essa substituição ocorre a partir de novos experimentos e estudos.

Pode-se dizer então que o conhecimento científico opõe-se ao senso comum por ser questionador. Ou seja, o senso comum só apresenta o motivo, porém não determina os caminhos que levaram às conclusões relatadas. Ele é pautado sobretudo nas crenças populares e nas noções que são transmitidas por várias gerações por meio de heranças culturais.

Outros fatores relacionados ao conhecimento científico e requerem atenção. Veja:

• Objetividade;
• Racionalidade
• Factualidade;
• Analiticidade;
• Comunicabilidade;
• Explicabilidade;
• Acumulabilidade;

Os passos a serem seguidos pelo método científico são os seguintes:

• Experimentação;
• Elaboração de hipóteses;
• Repetição da experimentação por outros cientistas;
• Repetição da experiência para testar as hipóteses;
• Formulação das leis e generalizações.

Quando os estágios mencionados acima não são atendidos, o pensamento representa unicamente um conhecimento filosófico. Nesse cenário, as verificações devem estar atreladas à lógica dos experimentos científicos e passíveis do escrutínio dos demais especialistas.

Uma breve história da ciência

Há variadas concepções do conhecimento científico ao longo do tempo, cada uma delas com as suas especificidades. Contudo, elas podem ser listadas do seguinte modo:

• Ciência Grega (do século VII AC até o fim do século XVI)
• Ciência Moderna (do século XVII até o fim do século XIX)
• Ciência Contemporânea (início do século XX até o momento atual)

Ciência Grega

Conhecida também como filosofia da natureza, tinha como interesse primário a natureza das coisas e do ser humano. Esse conhecimento estava vinculado à filosofia, disciplina hoje separada da ciência. Os pré-socráticos afastaram-se da mitologia, que creditava os fenômenos a forças espirituais, em particular os deuses. Eles inseriram a concepção de que existe uma ordem no universo que não depende da intervenção divina.

Nos moldes de Platão, o real não se encontra nas ocorrências e fatos tomados pelos sentidos. O mundo de verdade está nas ideias, e é desvendado na busca pela verdade, por meio de diálogo ou da criação de teses.

Para Aristóteles, o conhecimento está ligado a um argumento lógico que sustente os princípios defendidos. Afinal, todo o efeito deve suceder um atributo ou causa.

Ciência Moderna

Entre os marcos fundamentais para a ciência moderna está o trabalho de Galileu Galilei, que introduziu a geometria e a matemática como ferramentas científicas. O estudioso ainda aplicou o teste quantitativo experimental para se chegar à nomeada verdade científica. A perspectiva acerca do universo oferecida por Galileu distinguia-se significativamente do pensamento aristotélico, ainda impregnado por crenças religiosas e mitológicas. Por conseguinte, ele alcançou um domínio do debate científico, bem como do diálogo experimental. Esse diálogo implicava o emprego da inteligência e da razão para desenvolver um entendimento matemático do real. A natureza, por sua vez, tinha com incumbência concordar ou não com o modelo sugerido.

Ciência Contemporânea

Já na ciência contemporânea, os expoentes citados com mais frequência são Einstein e Popper. No começo do século XX, as ideias de ambos foram vistas como revolucionárias. Durante esse período, houve uma grande mudança nos parâmetros de ciência e do método científico. As normas antigas, consideradas incontestáveis antes, deram espaço a uma abordagem mais crítica. Como consequência, desmistificou-se a compreensão de que o método científico é algo guiado por regras rígidas que todos os pensadores devem obedecer para produzir uma tese científica. Dado o contexto, estabeleceu-se que existem tantas metodologias possíveis quanto há problemas identificados e cientistas em atividade.

Na ciência atual, a tarefa do pesquisador começa com a detecção de alguma dúvida, combinada à necessidade de se inquerir e formular respostas para elucidá-la. O processo progride em decorrência da demanda por resoluções para um dilema, que surge de certo fato ou conjunto de teorias.

De acordo com o conhecimento científico contemporâneo, não há diretriz para uma descoberta relevante. Por isso, a ocupação do cientista assemelha-se a do artista. Os caminhos percorridos até uma resolução podem ser os mais distintos, desde que acate às convenções já descritas no presente artigo.

Em suma, é correto afirmar que a ciência coloca-se como uma investigação, uma busca constante por respostas para os questionamentos propostos. Basta olhar para a história da ciência para se constatar que inúmeros fundamentos foram alterados ou revistos por causa de padrões novos. Um exemplo foi quando Galileu aprimorou áreas da mecânica de Aristóteles e Einstein conseguiu o mesmo com Newton.

Responsabilidade Civil

Um dos aspectos relevantes da estruturação da sociedade humana são os conflitos. Os conflitos são decorrentes da percepção individual ou coletiva daquilo que é correto, que é uma das bases da formação do direito enquanto disciplina e instrumento de regulação das normas de conduta do indivíduo e dos grupos.

Responsabilidade Civil

A responsabilidade civil é um dos elementos do direito, que se insere nesse arcabouço social, que envolve a defesa daquilo que é correto, a propriedade, os direitos individuais e o tratamento da responsabilidade e da culpa perante o bem alheio, podendo ser esse material ou imaterial.

A função da responsabilidade civil é garantir que cada indivíduo tenha direito a reparação quando atingido por ações de terceiros que lhe imponham perdas materiais ou de cunho moral, emocional ou psicológico.

Para sair da teoria e tornar o tema mais acessível ao cidadão comum, um bom caminho é trabalhar em cima de uma situação recorrente, um exemplo capaz de nortear o aprendizado sobre a questão.

É prática consagrada entre os proprietários de automóveis a contratação de um seguro. Preliminarmente, o seguro é a contratação de um direito, que antecipa a transformação de riscos em fatos. Por exemplo, garante o seguro que um segurado, ao ter o carro roubado, uma vez que esteja esse fato comprovado pelos meios legais, tem direito a uma indenização no valor do bem suprimido.

Outras garantias do seguro contemplam direitos acessórios, como a disponibilização de um veículo reserva para que o proprietário não fique desprovido da função a que se propunha o bem suprimido, assim como em caso de acidente, garante indenizações ao titular em caso de danos físicos.

Nesse contexto, se insere a responsabilidade civil, como garantia a terceiros. Essas garantias se estendem aos ocupantes do veículo, porventura atingidos em sua integridade física por qualquer evento em que a responsabilidade seja imputada ao segurado. Estende-se, ainda, a terceiros que, porventura, sofram prejuízos em consequências de ação ou omissão do titular do seguro.

Parte-se do princípio legal de que aquele que acarreta prejuízos morais, físicos ou materiais a terceiros é responsável, perante a lei, pelo reparo desses danos. Sendo assim, se, porventura, o proprietário do veículo segurado avançar o sinal e colidir com um outro veículo, está caracterizada a responsabilidade do condutor, acarretando a obrigação de reparar na mesma monta o prejuízo causado ao veículo do terceiro.

A responsabilidade civil de passageiros garante, ainda, aos ocupantes do veículo o custeio de eventuais despesas médicas, caso essas sejam decorrentes do acidente.

O seguro é a forma pela qual o contratante se protege contra os riscos, inclusive o de ter que indenizar terceiros em função de atos danosos de sua responsabilidade. O fato de não possuir seguro não exime, todavia, o causador desses danos do devido reparo, que seja proporcional ao prejuízo causado. Cabe a ele arcar com os mesmos prejuízos, dispondo de recursos próprios.

Outro aspecto da responsabilidade civil diz respeito aos lucros cessantes. Um danos causado a um bem de produção, que funciona como meio para gerar lucro à vítima, causa-lhe um prejuízo claro. Por conta disso, cabe ao causador do dano o ônus de indenizar o terceiro pelas perdas acarretadas por seu ato ou omissão, especificamente o lucro que deixa de ser aferido. Portanto, essa indenização deve ser equivalente ao prejuízo diário causado pela perda do meio de subsistência pelo número de dias pelo qual essa privação se perpetua.

Não se restringe a responsabilidade para com terceiros a danos ocorrentes em consequência de atos ilícitos. Se um caminhão trafega carregado e, por algum incidente, parte da carga cai na pista e danifica um outro veículo, não está, à priori, caracterizado um ilícito, mas está presente o fato jurídico do qual derivam as obrigações da responsabilidade civil. Portanto, mesmo que o dano seja involuntário e não decorrente de uma ação ilícita, a responsabilidade para com terceiro não cessa, cabendo o devido reparo.

Vale ressaltar que a Justiça é o órgão aparelhado para dirimir dúvidas a respeito e caracterizar a responsabilidade, bem como estabelecer o valor do reparo, respeitando fundamentos jurídicos como a proporcionalidade do mesmo e o nexo causal, sendo esse último a comprovação da relação entre o fato gerador do dano e o dano propriamente dito.

Pressupostos da responsabilidade civil

São três os pressupostos dessa figura jurídica: a ação, a omissão e a imputabilidade.

A ação e a omissão são os pressupostos que caracterizam a condição para que haja a punição. O dano pode ser decorrente de uma ação, ilícita ou não, que cause um dano a alguém. Pode, também, ser decorrente de uma omissão. Suponhamos que o desabamento da carra do caminhão citado acima tenha ocorrido em função da não atenção a cuidados consagrados para evitar que acidentes ocorram em consequência do fato em questão. Nesse caso, o causador do acidente está obrigado ao reparo em função de sua omissão.

A culpabilidade é a variável que caminha no sentido oposto, sendo aquela que pode eximir o indivíduo da obrigação perante a responsabilidade civil. A situação mais comum é aquela que envolve prejuízos causados por um menor de idade. O menos é inimputável.

Outro fator de inimputabilidade é a condição mental do autor. Em ambos os casos, o que implica uma responsabilidade para uns não o é para outros, eximindo desses últimos a culpa.

Danos materiais e imateriais

Como já foi abordado no começo, os danos podem ser materiais ou imateriais.

Os danos materiais são aqueles que atingem bens jurídicos, aqueles que possuem valor econômico e indenizável. Danos econômicos causados á vítima em virtude do evento proporcionado pelo culpado, mesmo que físicos, também são considerados danos materiais, desde que dele recorram despesas, caso específico do atendimento médico.

Os danos imateriais abrangem um arcabouço mais complexo, pois estão dispostos sobre bens intangíveis, com valores subjetivos, como honra, imagem e liberdade.

Como indenizar um cidadão que fica preso em virtude de um erro jurídico? Como quantificar o dano moral causado por um boato ou infâmia? Nesse caso, é mais complexa a atuação da Justiça, mas a responsabilidade civil está caracterizada e, comprovado o dano, estará o autor passivo do respectivo reparo à vítima.

Potência de base inteira

A matemática costuma ser a matéria mais temida por estudantes da educação básica, quer seja por estudantes do ensino médio ou quer seja por aqueles do ensino fundamental. De fato, ela pode ser complicada, uma vez que é necessário obedecer uma série de regras para que os cálculos fiquem corretos.

Potência de base inteira

Dentre essas regras, existem por exemplo as condições de existência. Vamos supor que estamos tentando resolver a seguinte operação, bastante simples: 9 / 0. 9 é divisível por números racionais, inteiros, racionais e mesmo irracionais. No entanto, nenhum número é divisível por 0, e é justamente essa a condição de existência dessa operação, ou seja, a conta não pode ser realizada.

Este é apenas um dos muitos exemplos de operações em que é necessário checar a condição de existência e assim poder ou não efetuar a operação. Neste artigo, trabalharemos com uma temática fundamental em matemática: a potenciação, mais especificamente a potenciação de base inteira.

Entendendo o conceito

A potenciação, também chamada de exponenciação, é uma operação matemática que consiste na multiplicação de fatores iguais ou, em outras palavras, quando um número presente na base é multiplicado pela quantidade de vezes determinada pelo expoente. Vamos fazer um exemplo bastante simples: 2 elevado à segunda potência (2).

Segundo a definição acima, número da base deve ser multiplicado pela quantidade presente no expoente. Assim, 2 x 2 = 4, portanto, 2 elevado à segunda potência é igual a 4. Se o expoente fosse 3, deveríamos fazer 2 x 2 x 2 = 8. Portanto, 2 elevado à terceira potência é igual a 8. 2 elevado à quarta potência é igual 16, elevado à quinta potência igual a 32, e assim por diante.

Vale ressaltar que existem algumas condições de existência que devem ser checadas sempre que se trabalha com exponenciação. Quando qualquer número é elevado à potência 1, o resultado sempre será o próprio número pois, para continuar em nosso exemplo, 2 x 1 = 1. Quando o número da base é elevado a 0, o resultado sempre dará 0 pois 2 x 0 = 0. No entanto, quando a base for 0 elevado a 0, o resultado será 1 ou indeterminado.

Outra importante observação que deve ser feita é em relação às operações exponenciais que possuem incógnitas. Quando a incógnita está na base, a operação pode ser facilmente resolvida. Como exemplo, podemos citar a operação x elevado à terceira potência é igual a -8. Já vimos que o número 2 elevado à terceira potência é igual a 8, e como o resultado está 8 negativo, pode-se facilmente concluir que x corresponde a -2, pois -2 x -2 x -2 = -8.

No entanto, a mesma coisa não pode ser dita quando a incógnita corresponde ao expoente, pois quando temos -2 elevado à potência x igual a -8, a solução sempre será inexistente, independente de qual número esteja na base.

Operações com potências de base inteira

As operações com expoentes são uma das dúvidas mais comuns dos estudantes, e isso se deve ao fato de cada tipo de potenciação requerer uma regra específica para que o cálculo seja realizado. São elas que veremos na sequência.

-Quando existe a multiplicação por duas bases iguais com expoentes diferentes. Exemplo: supondo que seja necessário fazer a operação 2 elevado à terceira potência multiplicado por 2 elevado à quinta potência, o resultado deve ser calculado conservando a base e somando os expoentes. Assim, o resultado dessa operação será 2 elevado à oitava potência, que é igual a 256;

-Multiplicação de uma base com dois expoentes: é muito comum se deparar com contas do tipo 2 elevado à segunda potência elevado à terceira potência. Nestes casos, é necessário conservar a base e multiplicar os expoentes. Assim, 2 x 3 = 6, portanto o resultado será dado por 2 elevado à sexta potência, que dará 64;

-Multiplicação de duas bases diferentes com expoentes iguais. Neste caso, a base deve ser multiplicada e o expoente mantido. Portanto, 2 elevado a 3 e 3 elevado a 3 será dado por 2 x 3 elevado à terceira potência, que será igual a 6 elevado a 3, igual a 72;

-Quando na base é uma fração com números diferentes: outra situação bastante comum é contas exponenciais nas quais existe uma fração na base elevada a determinado expoente. Neste caso, ambas partes da fração devem ser elevadas ao expoente, como em 4/2 elevado a 2, que será 4 elevado a 2 dividido por 2 elevado a 2, resultando em 8 dividido por 4, que é igual a 2;

-Quando a base é uma fração de partes iguais e expoentes diferentes: existem casos como 4 elevado a 4 dividido por 4 elevado a 2. Nestes casos, o número da base deve ser mantido e o segundo expoente ser subtraído por primeiro, que no caso do exemplo será 4 – 2 = 2, portanto o resultado será dado por 4 elevado a 2, igual a 8.

Resumo La Casa de Papel – Série da Netflix

Leia neste artigo tudo sobre o Resumo La Casa de Papel, Série da Netflix.

Resumo La Casa de Papel - Série da Netflix

A história de um roubo inusitado e muito bem elaborado se tornou um dos maiores sucessos da Netflix de todos os tempos. A minissérie espanhola La Casa de Papel conquistou os brasileiros com tamanha comoção, que obrigou ao serviço streaming a readaptar os episódios e dividir a história em duas temporadas.

Febre das redes sociais e atraindo até mesmo pessoas pouco afeitas a acompanhar séries, a trama se desenrola quando oito pessoas entram na Casa da Moeda espanhola, fazem reféns e ficam dias trancados com eles no local para fabricar seu próprio dinheiro. Eles seguem os planos do Professor, que do lado de fora arquiteta inúmeras situações para despistar a polícia e mantê-los informados para evitar surpresas.

O sucesso surpreendente de La Casa de Papel

Enquanto oito ladrões se trancam com reféns na Casa da Moeda espanhola, o líder do grupo fica do lado de fora manipulando a polícia de acordo com seu interesse. A proposta é realizar o maior roubo da história, mas é também o mais arriscado de todos.

Até o fim o expectador se surpreende com uma trama bem amarrada, montada com planos inovadores e situações imprevisíveis causadas especialmente por um dos reféns. Com personagens factíveis e complexos, é impossível não torcer para que consigam atingir o sucesso da empreitada, mesmo que não seja a atitude correta a se fazer.

O gênero de filmes de assaltos utiliza fórmulas muito semelhantes para conquistar o expectador, que muitas vezes desenvolve uma forte empatia pelos ladrões diante de um enredo quase sempre surpreendente e de personagens espertos e criativos. A proposta clássica mostra um crime perfeito sob o ponto de vista dos ladrões.

Em La Casa de Papel não é diferente e o enredo leva a muito mais do que um simples roubo. Eles estão questionando o sistema, criticando o capitalismo e se enchem de boas intenções para desempenhar seus papeis de ladrões benfeitores. Em alguns países esse contexto gerou polêmicas, como na Turquia onde um político de Ancara a definiu como um incentivo a rebeldia social.

Ao apresentar detalhes sobre a história de cada um dos ladrões, o expectador vai criando laços emocionais com eles e compreendendo o que fez com que se tornassem os malfeitores e alguns ainda são vistos como justiceiro. Eles demonstram suas fraquezas, desventuras e vão estabelecendo um relacionamento com os reféns que só engrossam essa empatia. Os nomes de cada um com nome de cidades é uma homenagem ao filme “Cães de Aluguel” onde cada um tem um nome de cor.

Outro ponto alto da série é como ela se desenvolve, muito mais semelhante a um filme dividido em capítulos do que um seriado tradicional. O orçamento é bem mais enxuto que cada episódio de uma série americana de sucesso, o que só demonstra a qualidade de roteiristas, fotografia, elenco etc. Inclusive o roteiro consegue amarrar drama, tensão, intriga e romance numa equilibrada mistura.

O enredo é desenvolvido quase em tempo real, ideal para plataformas como a Netflix e o perfil de seus consumidores. AS séries vistas em TVs são exibidas em capítulos semanais, enquanto na Netflix o expectador pode assistir quantos episódios desejar, até mesmo toda a temporada num só dia.

Resumo La Casa de Papel - Série da Netflix

Criada por Alex Pina e exibida anteriormente num canal aberto espanhol com uma discreta audiência, La Casa de Papel é uma bela demonstração da qualidade de filmes apresentados pela nova geração espanhola, que começa a ganhar a América Latina.

A febre global só aconteceu após sua compra pela Netflix, que a dividiu em duas partes e incluiu mais detalhes em seus episódios. Embora seja falado originalmente em espanhol, a série tem sido sucesso em várias língua como EUA, Índia, Arábia Saudita e Turquia, ampliando a lista de fãs dos ladrões com máscaras de Salvador Dali e macacões vermelhos.

Esse traje exclusivo da série foi sucesso no carnaval e vem ajudando a enfeitar até mesmo festas infantis, onde o gosto dos pais se torna o mais importante. Diante de tamanha procura e repercussão, a Netflix se adiantou em produzir a terceira temporada, que será exibida exclusivamente no canal virtual.

A nova temporada tem sido mantida em segredo, para aguçar ainda mais a curiosidade dos fãs. Não se sabe ao certo quais os personagens que se manterão no elenco e nem como será a nova história. O mais provável é que a história siga outro caminho e mantenha os personagens principais, sem deixar de incluir grandes surpresas.

Resumo da primeira temporada de La Casa de Papel

A série foi lançada originalmente na Espanha com quinze episódios e na Netflix ganhou uma edição que a transformou em duas temporadas com treze episódios cada. O que poderia se tornar um produto desmembrado deu muito certo e a primeira etapa mostra como foi a elaboração do plano do Professor em roubar a Casa da Moeda espanhola.

Misterioso, o Professor planeja o maior assalto do século e para isso recruta oito pessoas arrojadas, com habilidades específicas e sem nada a perder. Elas devem entrar na Casa da Moeda para imprimir 2,4 bilhões de euros, ou seja, fabricar o próprio dinheiro do roubo. A missão está programada para demorar onze dias e eles ainda precisam lidar com sessenta e sete reféns, a intensa força militar, seus próprios conflitos internos e as surpresas que vão surgindo pelo caminho.

Resumo La Casa de Papel - Série da Netflix

O professor é um brilhante estrategista e do lado de fora vai manipulando a polícia conforme o interesse de seus planos. Tudo o que acontece, por mais que parece surpreendente, foi racionalmente arquitetado por ele. Essa mente se reflete na escolha pelos criminosos e a missão que cada um deles cumpre em cada etapa do plano. Como nada é por acaso, a própria tomada de reféns e a provocação do cerco policial fazem parte da estratégia.

A série começa apresentando Tóquio fugindo da polícia em crimes anteriores ao assalto. Logo é abordada pelo professor, que a apresenta o plano e os outros participantes que se designam como nome de cidades como Berlim, Denver, Rio, Nairóbi, Moscou, Helsinque e Oslo. As ações a serem realizadas têm como intuito enganar a polícia para que se consiga imprimir o dinheiro e fugir com sucesso ao final da empreitada.

Algumas etapas são mais específicas, como a que engloba a inspetora Raquel e equipe de investigadores, tratada diretamente pelo Professor. Ela e o professor vão desenvolvendo uma relação contraditória de confiança aliada a paixão, que tem em Angel, ex-marido de Raquel, um obstáculo a ser quebrado.

Ao entrarem na Casa da Moeda, os assaltantes fazem reféns, dentre eles a filha do embaixador do Reino Unido, que é a melhor forma de barganha para mantê-los salvos enquanto produzem as notas. Por causa dela os policiais cumprem todas as exigências como levar comida a todos e a evitar qualquer tipo de invasão que possa arriscar os inocentes.

Uma das estratégicas dos assaltantes é fazer com que reféns vistam os mesmos macacões vermelhos e máscaras de Salvador Dali, para que aos olhos da polícia sejam confundidos e impeçam uma ação mais violenta. Dessa forma, eles podem negociar na parte de fora com os policiais, que não conseguem distinguir ladrões de inocentes.

Os reféns mais fortes acabam trabalhando também para eles, cavando um túnel que supostamente será feito como fuga. Na verdade, com o desenvolvimento da série o expectador vai entender que esse túnel é apenas uma das formas de despistar a polícia e o verdadeiro plano de fuga é desenvolvido sem que ninguém perceba.

Para que o plano saia rigorosamente conforme o planejado, o professor também estabeleceu regras aos assaltantes, para que a relação entre eles pudesse se manter focada na ação. Dentre elas era proibida a relação afetiva entre eles e deveriam evitar ao máximo saber qualquer informação sobre sua vida fora daquela situação.

Como são falíveis como seres humanos, como todos são, eles não conseguem manter essa regra. A primeira delas é a paixão entre Tóquio e Rio, que se envolvem ao ponto de causarem riscos ao plano em vários momentos da trama. Inclusive, essa relação acaba permitindo aos policiais identificarem suas verdadeiras identidades.

Na convivência, Rio vai se mostrando bastante ciumento, tem reações tempestivas com Denver e uma amizade muito próxima com Nairóbi. Mas ainda assim é possível conviver amistosamente entre eles, que nutrem total desprezo apenas por Berlim. É Berlim quem comanda a operação na parte de dentro da Casa da Moeda, mantendo uma comunicação estreita com o professor e que logo deixa claro que eles já se conheciam de forma mais íntima anteriormente.

Só não fica claro inicialmente que tipo de ligação afetiva eles nutrem, que pode ser de um casal homossexual, amigos de infância ou até mesmo irmãos. Berlim é o mais cruel e agressivo de todos, com ações mais frias e sarcásticas ao longo do sequestro.

Resumo La Casa de Papel - Série da Netflix

Dentre os reféns, os amantes Monica e Arturo se destacam e são o principal complicador do plano. Arturo é um homem egoísta, resistente aos sequestradores e que toma atitudes muito duvidosas, que colocam em cheque o seu caráter ambíguo. Como o fato de descobrir a gravidez de sua amante Monica e ainda assim não aceitar a ideia de se separar da esposa.

A decepção de Mônica com Arturo acaba a aproximando de Denver. Rompendo mais uma das regras de não se envolver também com os reféns, Denver conta sua história de vida e acaba se apaixonando por ela. Mas diante de uma atitude equivocada de Monica e que coloca todos em risco, Denver é obrigado a matá-la para que nenhuma outra vítima tenha alguma atitude semelhante.

Como Denver não consegue seguir a ordem de Berlim, ele arma um plano com Monica para fingir tê-la matado. Escondida em um cofre, todos acreditam que ela está morta e é criada uma reação em cadeia tanto para os sequestradores quanto os reféns. Moscou, o pai de Denver, fica arrasado ao acreditar4 que seu filho é um assassino, enquanto Arturo não acredita que ela esteja realmente morta, agindo de forma ainda mais incontrolável.

Numa dessas situações impulsivas, Arturo acaba agindo de forma exaltada na área externa da casa e é alvejado pelos policiais, que o confundem com um dos sequestradores. Arturo não morre e os sequestradores requisitam um médico para retirar as balas alojadas no refém, aproveitando para implantar uma escuta em um dos agentes disfarçados de enfermeiro, Angel.

Moscou se deprime tanto com a suposta ação do filho, que ameaça se suicidar de desgosto e acaba descobrindo a verdade sobre a situação. Denver e Arturo ainda passam por inúmeras situações de conflitos, pela disputa de Monica.

Outra regra que não foi cumprida é a da não violência contra os reféns e quando o Professor descobre que Berlim mandou matar Mônica, como castigo acaba expondo sua identidade aos policiais. Numa situação de distração, Oslo, um dos assaltantes, é ferido mortalmente enquanto alguns reféns conseguem escapar, o que cria uma divisão entre a equipe de sequestradores e provoca ações mais contundentes de Berlim para que o grupo se mantenha ligado ao seu comando.

Na parte externa da Casa da Moeda, o Professor começa a se envolver amorosamente com a agente Raquel, enquanto se aproxima cada vez mais dela como sequencia de seu plano. A forma meticulosa como o Professor age é um dos pontos altos da trama, capaz de desestabilizar os agentes e a modificar completamente os rumos das investigações.

Na linha tênue da estratégia e do risco de ser descoberto, o Professor chega a se disfarçar de mendigo para fugir da força policial. Mas é especialmente genial ao manipular a relação entre Raquel e Angel, que descobre sua verdadeira identidade, mas acaba sofrendo um acidente grave de carro e adia sua revelação.

Ao final da primeira temporada, o Professor acompanha Raquel à fazenda onde foi traçado todo o plano. Os investigadores recolhem inúmeras provas sobre os integrantes do grupo, mas tudo ali foi minuciosamente preparado pelo Professor.

Resumo da segunda temporada de La Casa de Papel

O início da segunda temporada é no mesmo ponto onde terminou a primeira: na fazenda que serviu de quartel general do grupo de ladrões. E logo no primeiro capítulo é demonstrado que tudo ali foi preparado para despistar os policiais e não para de fato desvendar o crime.

 

Resumo La Casa de Papel - Série da Netflix

A segunda temporada tem um foco maior nas relações pessoais, ainda mais do casal externo formado pelo Professor e a investigadora Raquel. Enquanto ela não sabe que está se apaixonando pelo chefe da quadrilha, o Professor fica entre manter a estratégia de enganá-la e se entregar a paixão que também sente.

O ritmo meio amalucado e intenso permanece, mas não tão voraz quando na primeira temporada. O ritmo ainda é de videoclipe e mescla o assalto no interior da Casa da Moeda com as ações externas protagonizadas pelo Professor. O Professor continua sendo um verdadeiro ninja na arte de ocultar provas segundos antes de serem desvendadas, deixando o expectador sem fôlego.

Outro destaque é a relação sempre provocativa de Tóquio com Berlim, que chegam a brincar de roleta russa durante o assalto, até que ela seja expulsa do local e presa pela polícia. Berlim é destituído do papel de líder, dando a vez para Nairóbi no comando. Mas Berlim abraça os holofotes e decide aparecer sem máscaras, dando entrevistas que batem recordes de audiência.

Dentre as tramas que ocorrem nessa temporada estão o resgate de Tóquio num carro de polícia e que a leva de volta à Casa da Moeda, numa demonstração que até mesmo sua expulsão fazia parte de uma das estratégias do Professor. Raquel enfim descobre que o Professor é o criminoso cabeça da operação e acaba sendo acusada de cúmplice por não conseguir prendê-lo.

O final emocionante inclui a entrada do Professor na Casa para contar o dinheiro fabricado, a tentativa frustrada de Raquel em prendê-los, a morte de Berlim para ajudar os comparsas e uma fuga eletrizante que vai deixar os expectadores fixados na tela.

As Cruzadas e o desenvolvimento do comércio

A criação das cruzadas tem como sustentação o avanço do cristianismo em terras islâmicas, mas por trás da religiosidade está o interesse em expandir o território europeu e alcançar novos domínios, especialmente no Oriente Médio.

As Cruzadas e o desenvolvimento do comércio

Alguns importantes centros comerciais como Veneza e Gênova, estimulavam os mercadores a financiar o movimento das Cruzadas, com dinheiro, embarcações e outros recursos materiais. Tudo pelo interesse em ampliar seu fluxo comercial, para trazer ao cotidiano europeu produtos antes exclusivos do oriente.

A importância de Jerusalém e o início das Cruzadas

Os árabes tiveram um período de grande prosperidade e conquistas na Era Medieval, onde os muçulmanos dominavam nações para implantar sua religião no máximo de territórios possível. Dentre eles está a conquista da Terra Santa, especialmente a cidade de Jerusalém, cidadã importantíssima tanto para judeus quanto para os cristão que cada vez aumentavam mais na Europa.

Considerada uma das cidades mais antigas do mundo, Jerusalém está localizada nas montanhas da Judeia entre o Mar Morto e o Mar Mediterrâneo, sempre sendo disputada de forma política, religiosa e comercial. Há séculos é considerada sagrada pelas principais religiões chamadas de abraâmicas (que se iniciaram pelos ensinamentos de Abraão), o judaísmo, islamismo e cristianismo, onde ate os dias de hoje é reivindicada por elas.

Cercada por muralhas que hoje a dividem em quatro bairros destinados aos armênios, cristãos, judeus e muçulmanos, no século XI Jerusalém foi dominada pelo mundo islâmico que se estabeleceu plenamente em todo território da Palestina. No início de sua expansão, os muçulmanos ainda permitiam a visita de cristãos para conhecer a cidade mais importante na vida de Jesus Cristo. Mas logo essas visitas foram proibidas e o tráfego religioso e comercial da região se fechou para o ocidente.

A cidade de Jerusalém foi fundada pelo Rei Davi e seu filho, Rei Salomão, construiu o Primeiro Templo a Deus e que transformou a região como o local mais importante para o judaísmo. Descrita no Velho Testamento que compõe a Bíblia e o Torá, Jerusalém foi a cidade onde Jesus Cristo passou seus últimos dias na Terra e onde foi crucificado, morto e ressuscitado, segundo os cristãos.

Já para os muçulmanos, Jerusalém é a terceira cidade sagrada do Islamismo, e onde Maomé teve sua ascensão ao paraíso. Na cidade, há a Mesquita de Al-Aqsa e a Pedra Fundamental onde se considera o ponto exato que Maomé foi para o céu.

Diante da proibição da peregrinação à região, o papa Urbano II convocou cristãos europeus para lutar contra os muçulmanos em Jerusalém, para que o acesso a Terra Santa fosse liberado. Esse exército religioso recebeu o nome de Cruzadas e foi designado aos seus soldados o perdão de seus pecados para que pudessem ir para o céu.

A denominada Guerra Santa entre os soldados cristãos da Cruzada e os muçulmanos, durou dois séculos, um grande número de mortos e regiões inteiras devastadas. Os muçulmanos eram mais sofisticados em suas técnicas e foram os vencedores, mantendo seus domínios e determinações na região. Porém, a proposta das cruzadas foi muito além do esperado e houve um ganho inquestionável na cultura europeia.

O comércio e as cruzadas

Em paralelo a guerra religiosa, havia o interesse europeu em expandir suas terras e buscar novas fontes comerciais. Nesse período houve uma diminuição drástica nas invasões bárbaras, que levaram as nações a criar uma maior estabilidade, produzir mais produtos agrícolas, mas também a crescerem muito mais do que a capacidade.

Como começou a surgir muito mais procura por terras e pouca oferta, o sistema feudal entrou numa crise, onde os nobres começaram e buscar mais espaços para suprir sua necessidade de poder e riqueza. Como cessaram a divisão de poder até mesmo entre os filhos, a herança ficava apenas para o mais velho enquanto os outros deveriam buscar suas próprias fontes através de casamentos monetariamente vantajosos, ingressar na carreira militar, entrar para o comércio ou partir para uma vida amoral de crimes ou ilegalidades.

Com a proibição pelos muçulmanos de entrar em Jerusalém e a eminência de fechar todas as fronteiras orientais, a Europa procurou ações para mudar o quadro e obteve a ajuda do papa Urbano II. Durante o Concílio de Clermont ele inflamou os ânimos cristãos, que se viram impedidos de manter suas peregrinações na Terra Santa, para que lutassem contra os ditos “infiéis”. Além do estímulo da fé, o Papa Urbano II também deu a todos os combatentes o perdão após a morte, para que pudesse ir direto ao paraíso e se salvasse do inferno e do purgatório.

Com a formação de um exercito religioso, com um foco emocional e motivador, os senhores feudais e a nobreza viu uma oportunidade de acabar com o poderio muçulmano e atingir seu objetivo de alçar novas fronteiras.

Logo no início das Cruzadas houve a conquista da Síria, do Império Bizantino e da Palestina, onde senhores feudais rapidamente se estabeleceram , mas foram contra-atacados e vencidos pelo sultão Saladino. Aos cristãos acabaram restando apenas poucos territórios sem expressão e que ao fim não realizou o intuito da missão tanto para os fins religiosos quando comerciais.

Mas, ainda assim, houve um grande ganho para a cultura ocidental, já que por um breve período os europeus puderam usufruir de especiarias e produtos exclusivos das arábias, que marcaram seu cotidiano. Cidades como Veneza enriqueceram com o luxo oriental e propiciou novas expedições mercantis e acabou instigando outras gerações a expandir sua navegação em busca de novas rotas e terras, marcando o fim da Idade Média e o início da Moderna.

Sob o ponto de vista científico, os árabes foram pontuais em oferecer novas perspectivas aos cientistas europeus.

O Surgimento das Células Eucarióticas

O surgimento das células eucarióticas teve início há quase 2 bilhões de anos, e teve sua origem diretamente ligada aos organismos anaeróbios procariontes. O surgimento dessas células acabou contribuindo para que a estrutura molecular acabasse se tornando mais complexa e especializada.

O Surgimento das Células Eucarióticas

Muitos pesquisadores e especialistas consideram o surgimento das células eucarióticas um dos maiores e mais relevantes fenômenos da história do planeta Terra. Isso se justifica por conta das novas possibilidades que essas células deram aos organismos vivos.

Com o surgimento das células eucarióticas, os organismos da Terra conseguiram se tornar ainda mais complexos durante o processo de evolução e, consequentemente, adquirir novas funções, características e formas de interação, possibilitando o surgimento de novas adaptações que tornaram novas formas de vida possíveis em nosso planeta.

Principais características

É possível dividir os organismos formados pelas células eucarióticas, os eucariotos, em unicelulares, representados principalmente pelas amebas, e em pluricelulares, como as plantas e animais. Como o próprio nome diz, os organismos unicelulares são formados por apenas uma célula e os pluricelulares um conjunto de células eucarióticas.

Os eucariotos são formados por uma membrana plasmática, pelas organelas e pelo hialoplasma, além de possuírem um núcleo totalmente individual. O surgimento desses organismos se deu por conta do desenvolvimento de diversas dobras membranosas que possibilitaram a proteção de todo o material genético presente na membrana nuclear.

As organelas foram responsáveis por dar uma maior dinamização para o processo de evolução do metabolismo celular. As principais organelas são os lisossomos, os peroxissomos, o complexo de Golgi, o retículo liso, o retículo rugoso, as mitocôndrias e os plastos.

Durante todo o processo de evolução, diversos tipos de bactérias primitivas acabaram desenvolvendo a capacidade de tirar um proveito energético maior durante a respiração. Essa característica as tornou bactérias aeróbicas.

Por outro lado, outros tipos de bactérias optaram pelo processo de transformar substâncias inorgânicas em substâncias orgânicas, iniciando o processo de quimiossíntese, de fermentação e de fotossíntese, transformando-se em bactérias autotróficas.

Tanto as bactérias aeróbicas quanto as bactérias autotróficas acabaram imersas nos eucariotos simples, mantendo diversos tipos de interações e funções que trazem benefícios para os dois lados. Enquanto as bactérias conseguem receber nutrientes e proteção para a sua sobrevivência, os eucariotos passaram a utilizar todo o processo fotossintético e aeróbico realizado pelas bactérias em seu favor. Essa situação tornou possível a presença dos cloroplastos e das mitocôndrias no interior dos organismos eucarióticos.

Um pouco mais sobre as nossas células

As células são consideradas as menores unidades de vida existentes em nosso planeta. Todas as características e funções realizadas por todos os seres vivos dependem dessas unidades de vida. Mas o que causa essa dependência? Essa situação se justifica pelo fato das células serem consideradas as unidades fisiológicas e morfológicas de todos os organismos vivos existentes.

É possível dividir as células em duas categorias. A primeira é o grupo das células procarióticas, formado pelas células que não possuem um núcleo verdadeiro. No lugar desse núcleo, essas células apresentam um nucleoide, região que armazena todo o seu material genético.

O segundo grupo de divisão das células é formado pelas células eucarióticas, que como dito anteriormente, possuem um núcleo verdadeiro, muito bem definido e formado por uma membrana. No caso dessas células, todo o material genético é envolvido na carioteca, um envoltório nuclear com membranas.

Outra diferença entre as células eucarióticas e as células procarióticas é o citoplasma. O citoplasma está presente nas células eucarióticas e é formado por várias organelas que realizam funções fisiológicas fundamentais para os seres eucariontes. Porém, nas células procarióticas, essas organelas membranosas estão ausentes e não fazem parte da sua composição.

Além dessa característica, outra situação que diferencia as células procarióticas das células eucarióticas é o citoesqueleto. O citoesqueleto é uma estrutura totalmente exclusiva das células procarióticas. Essa estrutura é formada por diversos microfilamentos proteicos que possuem como principal responsabilidade manter a integridade das células. Além disso, o citoesqueleto também realiza o transporte das organelas e por todo o movimento celular realizado pelos eucariontes.

De uma forma geral, as células eucarióticas estão presentes em nosso universo de uma maneira muito especializada e difundida. Sem elas, a existência de todos os organismos multicelulares e complexos não seria possível.

Um dos principais exemplos dessa possibilidade de formação de organismos complexos que as células eucarióticas permitem é o corpo humano. As células eucarióticas que formam o corpo humano são responsáveis por estruturar diversos tipos de tecidos e de realizar diversas funções essenciais para o funcionamento do nosso organismo. Estima-se que existem trilhões de células eucarióticas formando o corpo humano.

Por conta dessa grande quantidade de células eucarióticas formando o nosso organismo, também existem milhares de mitocôndrias que acabam produzindo a energia que necessitamos para realizar diversas atividades que fazem parte do nosso cotidiano. Já nas células vegetais, os cloroplastos dominam e realizam a produção de alimentos nas plantas, tornando-se responsáveis pela cadeia alimentar.

Fenômenos Naturais

A primeira questão a ser esclarecida sobre o tema é que não se deve confundir fenômenos naturais com desastres naturais.

Fenômenos Naturais

Por uma questão cultural, as pessoas associam a palavra “fenômeno” a episódios grandiosos, que possuem a condão de trazer grandes consequências, como ciclones, terremotos, vulcões, maremotos e tantos outros.

Grande parte daquilo que o senso comum entende como fenômeno natural é, na verdade, um desastre natural. O importante a salientar é que todo desastre natural é um fenômeno natural.

Fenômenos naturais são todos os eventos da natureza. Assim como a chuva, a transformação de uma lagarta em borboleta ou o nascimento de um bebê urso na Coreia do Norte fazem parte desse conceito.

Fenômeno natural e fenômeno artificial

As relações e as diferenças entre fenômenos naturais e artificiais são bem fáceis de entender.

Apenas para reforçar o conceito, o fenômeno é um evento que pode ser identificado, observado, descrito e explicado.

Segundo o filósofo Immanuel Kant, todavia, a percepção do fenômeno é apenas o registro da experiência humana, que não se assemelha às coisas naturais como elas são de fato.

O fenômeno artificial é todo aquele provocado pela ação do homem. A luz elétrica, a roda que move veículos, a internet, todos são exemplos de fenômenos artificiais, embora seja necessário observar que esses últimos estão tão condicionados às leis naturais quanto os últimos.

Há casos, porém, em que os efeitos da ação do homem e da natureza se misturam. Embora haja uma corrente científica que garanta que o efeito estufa, no estágio atual em que se encontra, é um fenômeno 100% natural, sem qualquer interferência humana, a estudos outros que afirmam o contrário, qual seja que os gases causadores do aumento do efeito estufa são aqueles emitidos à atmosfera pela atividade humana.

O nascimento de um novo ser humano é um fenômeno natural, mas pode ser induzido artificialmente, através de um processo cirúrgico. Na verdade, o homem desenvolveu técnicas para fertilização e fecundação artificial. O curso de um rio é um fenômeno natural, mas o homem constrói barragens e muda esse curso de modo a atender suas próprias necessidades, gerando energia ou levando água a regiões secas, melhorando a qualidade de vida das populações locais.

Pode-se entender que, sendo o homem um fenômeno natural, também o sejam suas ações, ainda mais sendo essas condicionadas pelas leis naturais. Trata-se de um mamífero, que se reproduz como os demais. Não obstante, o homem é o único entre os seres conhecidos sobre a terra que possui consciência e capacidade de aprendizado não instintivo e permanente. O homem é o único animal capaz de transformar a natureza, em que reside, também, a maior ameaça ao planeta e à própria existência humana.

A própria consciência da ameaça pode ser um processo transformador, pois tem aumentado a percepção de que a raça humana é parte da natureza e responsável pela harmonia nas diversas relações naturais. A defesa do meio ambiente, da biodiversidade, do desenvolvimento sustentável e até mesmo de melhores condições de vida para o conjunto das populações humanas se enquadram nessa visão.

Fenômenos naturais – Exemplos de maravilhas da natureza e espetáculos assustadores

Enquanto o homem persegue sua própria consciência, a natureza segue proporcionando fenômenos maravilhosos e espetáculos assustadores.

1 – Vulcões

Os vulcões são estruturas geológicas através das quais substâncias do interior da terra são expelidas por meio de uma abertura.

As fendas são abertas pela atividade vulcânica no interior da terra rompendo o bloqueio de rochas mais frágeis, lançando magma, cinzas e gazes no exterior.

Um vulcão em erupção é um fenômeno fascinante e também assustador.

2 – Neve

A neve é um fenômeno natural capaz de construir paisagens ao mesmo tempo fascinantes e desoladoras.

Acontece quando a temperatura está mais de 20 graus abaixo de zero, o que faz com que se formem cristais nas nuvens, que se juntam no percurso até o solo e voltam a ficar congelados.

3 – Raios

Os raios fazem parte do pacote de eventos assustadores. Trata-se de uma descarga de energia, que chega a atingir 125 milhões de volts, lançada na terra, capaz de produzir grandes estragos, como abrir valas no chão.

4 – Terremotos

Os terremotos estão na categoria dos fenômenos naturais mais temidos pelo homem, capazes de arrasar cidades inteiras.

São acarretados por uma falha geológica, decorrente da movimentação das placas tectônicas e da deformação das rochas. Além dos tremores, o terremoto pode abrir fendas na terra.

5 – Tsunami

Tata-se de um fenômenos originado por erupção vulcânica, terremoto ou outro evento natural, que provoca um movimento de água, formando uma onda que pode se movimentar por milhares de quilômetros. Eventualmente, encontro a costa e as ondas de pouco mais de um metro se transformam em gigantes que podem superar os 30 metros.

6 – Pororocas

A pororoca é o fenômeno causado pelo encontro do Rio com o mar, cuja principal característica é o estrondo do choque entre as duas massas de água e a formação de ondas.

O vocábulo “jeito” e suas acepções polissêmicas

A palavra ‘jeito’ possui inúmeros significados, chamada de polissêmica. Originado do latim “jactus”’, que indica tiro, arremesso, lançamento e atirar, é apenas uma das formas de utilizar a palavra. Também da mesma origem, surgem a palavra jato, que indica “de uma só vez” e “muito rápido”.

O vocábulo “jeito” e suas acepções polissêmicas

Na polissemia é possível atribuir diferentes significados a um mesmo vocábulo, que se adequa ao contexto proposto. Essa possibilidade é um dos diferenciais da riqueza da língua portuguesa, que oferece um grande dinamismo, chamado de neologismo semântico, por estabelecer ações semânticas que levam em conta suas possibilidades de significados.

Tudo de acordo com o contexto

A língua portuguesa é muito rica e algumas palavras como o vocábulo “jeito”, demonstram flexibilidade em se adaptar ao contexto em que está incluída. Seu significado mais utilizado indica uma forma de conduzir as coisas ou se comportar, como no exemplo “Carolina desse jeito vai longe”.

Também é usado como a maneira correta de agir ou executar uma ação como “jeito certo” ou uma denominação mais carinhosa sobre alguém como “jeito carinho” que pode se estender a “jeitosa”. Pode ser atribuído a formato como “o jeito do olho dela” e avaliação de caráter como “jeito de ser”.

A palavra ‘jeito’ é sempre escrita com “j” na inicial e nunca “geito”, como eventualmente é atribuído. Seu diminutivo “jeitinho” não é utilizado para atribuir algo menor, mas como uma alternativa em lidar com um problema, conforme o exemplo “meu pai vai dar um jeitinho no móvel quebrado”.

O termo vem causando controvérsias por ser atribuído a parte da população que tem um método peculiar de lidar com suas dificuldades e que nem sempre é licitamente. O “jeitinho brasileiro” configura dentre uma das características do país, oscilando entre o carisma e a ilegalidade.

Já o “jeito brasileiro” é compreendido de forma mais positiva, definindo um perfil hospitaleiro, alegre e empático. Outros direcionamentos da palavra jeito podem ser vistos em:

– Ajeitado: como pessoa de boa aparência ou organizado:
– Desajeitado: o sentido oposto de ajeitado;
– Jeitoso: bonito, harmônico, equilibrado. É muito usado para definir beleza peculiar, que é mais delicada.

Definição de polissemia

A polissemia designa algo com vários significados, como algumas palavras da língua portuguesa. Palavras como jeito e vela podem mudar totalmente o sentido de acordo com a frase em que foram inseridas. Enquanto “vela” pode ser de cera e com pavio para iluminar, também há vela de barco e o verbo velar, que significa vigília.

O contexto é sempre indicado como uma das principais motivações para essa multiplicidade de significados, mas há também adequação a metáfora da frase e a afinidade etimológica do vocábulo.

Há muitas pessoas que acreditam que a polissemia é o mesmo que a homonímia, cuja diferença básica entre elas é que enquanto a polissemia apresenta uma palavra com vários significados, mas com a mesma origem do radical, a homonímia possui palavras idênticas na escrita ou na pronúncia, mas oriundas de resultados distintos.

As palavras homonímias são divididas em:
– homônimas homógrafas, com a mesma grafia, como este pronome com este ponto cardeal: governo – substantivo, com governo – verbo; pregar – verbo, com pregar – como dar sermão;
– homônimas homófonas, com a mesma pronúncia, como cheque – pagamento e xeque do xadrez; conserto – como reparo e concerto – música;
– homônimas perfeitas, com a mesma pronúncia e grafia, como cura – verbo e substantivo; cedo – verbo e advérbio; banco – assento e instituição financeira.

Já as palavras polissêmicas se multiplicam em significados distintos, a partir de um único radical. Como o caso da palavra “letra”, que significa parte do alfabeto, forma de escrita e canção. Ou “boca”, que pode ser abertura de um recipiente, parte do corpo humano e provocação.

É comum confundir a polissemia com a ambiguidade. No caso da ambiguidade, uma palavra pode ser transformada para valorizar uma oração como “a porca da sua tia está mais limpa” e causar duplo sentido no contexto, já que não se entende bem se a porca em questão é o animal que pertence a tia ou se foi usado como adjetivo para a pessoa. As frases ambíguas podem ser compreendidas como irônicas.

Essa questão não ocorre com a polissemia, já que a palavra de fato tem significados distintos, mas é preciso observar todo o contexto da frase para direcionar a compreensão sobre o que ela se refere.

No caso do vocábulo “jeito” todas essas possibilidades ficam muito claras. Por não se tratar nitidamente de uma homonímia e nem uma ambiguidade, tem o mesmo radical, pronúncia e escrita em todos os seus significados. Como nos exemplos abaixo:

“Ela sempre dá um jeito para tudo”;
“É preciso se aproximar do animal com bastante jeito”;
“Marcos leva jeito para medicina”;
“Camila tem um jeito que me encanta”;
“Preciso dar um jeito nessa TV”;
“Acordei com um jeito no pescoço”.

Sementes

As sementes são essenciais para garantir o desenvolvimento e a sobrevivência dos vegetais em meio terrestre. Isso porque as estruturas têm a finalidade de preservar o embrião e ainda garantem a dispersão das espécies na natureza. Para entender como o processo funciona, é importante conhecer a origem do elemento em questão nas plantas.

Sementes

As plantas com semente apareceram há cerca de 365 milhões de anos, durante o período Devoniano. O primeiro aspecto a ser entendido é que o surgimento dessa seção concedeu um benefício significativo para certos vegetais, já que ela é mais resistente que o esporos das espécies menos evoluídas. As sementes fornecem os nutrientes para que o embrião possua a energia necessária para progredir mesmo em situações adversas. Em adição, elas podem se manter dormentes por um período maior ao dos esporos.

Tendo em vista que a semente é o óvulo fecundado e desenvolvido, ela comporta o embrião. Portanto, define-se que a estrutura apresenta três partes básicas:

• embrião;
• revestimento protetor;
• suprimento nutricional.

Nesse contexto, vale esclarecer que existem dois grupos de vegetação: gimnosperma e angiosperma.

A semente de cada uma das categorias mencionadas distinguem-se na sua origem. Enquanto em espécimes de gimnosperma a reserva do material nutritivo vem do gametófito feminino, em angiosperma a sua origem é o endosperma.

• gimnosperma

No caso da gimnosperma, a reserva de armazenamento origina-se do gametófito feminino. O óvulo é composto pelo nucelo, que contém o megagametófito (constituído por tecidos arquegônios e de nutrição) e pelo tegumento envoltório.

• sementes das gimnospermas começam descobertas e mais adiante são envoltas por estruturas conhecidas como cones ou pinhas (exemplo: pinhão);
• a sua fecundação é mais simples em comparação à angiosperma.

• angiosperma

Aqui, a reserva vem do já citado endosperma, que é formado no processo de dupla fecundação. Esse fenômeno acontece devido à fecundação dos nomeados núcleos polares por um gameta masculino. Dado o cenário, o tecido não é esporofítico e nem gametofítico.

– as sementes costumam se desenvolver dentro do fruto;
– em certos casos, os tecidos do fruto unem-se ao tegumento da semente a ponto de se confundirem com ele, como no caos do girassol e do milho.

Normalmente, o embrião e o endosperma da classe das angiospermas ocupam a parte maior das sementes. Já o envoltório depende da espécie observada, pois varia de acordo com as características particulares do óvulo. Em algumas unidades, o envoltório é bem reduzido, enquanto em outros ele fica bastante seco e endurecido. Assim, ele consegue preservar o embrião da ação solar, bem como das alterações de temperatura e inclusive de organismos responsáveis pela decomposição.

O embrião forma-se com a fecundação da oosfera. Em representantes das angiospermas, o embrião é composto por um eixo parecido com um caule e por uma raiz rudimentar. Dispõe ainda de duas folhas modificadas, chamadas de cotilédones. Essas estruturas são reservas nutricionais fundamentais para o embrião em desenvolvimento.

Sobre a dispersão das sementes

Um dos papéis centrais das sementes é ser a unidade de dispersão das espécies. E, para que tal finalidade seja cumprida, ela dispõe de uma variedade de recursos possíveis. Determinadas estruturas só levadas de um ponto a outro pelo vento, por exemplo. A água e os organismos vivos, como pássaros, também realizam esse transporte. Há ainda aquelas sementes que são literalmente expelidas do fruto a partir de processos explosivos.

Os grãos carregados pelo vento são bastante leves e, no geral, contam com fatores que facilitam o voo, tipo as alas. Por sua vez, as sementes deslocadas pela água apresentam tecidos capazes de armazenar ar. Desse modo, elas viabilizam a flutuação e impedem que o excesso de umidade danifique o embrião. E, finalmente, as sementes transportadas pelos animais costumam ter características que auxiliam a adesão na pelagem ou frutos que se tornam alimentos para certas espécies.

Sobre a germinação

A etapa de germinação dá-se quando a semente encontra um local apropriado para o seu desenvolvimento. No geral, tem-se aqui uma absorção de água que faz com que a estrutura aumente de volume. Como resultado, o envoltório rompe-se e o próximo estágio começa. É a partir dessa ação que o embrião inicia o seu crescimento. Via de regra, a primeira parte a se formar é a raiz, sucedida pelo caule e pelas folhas.

As sementes exibem um mecanismo muito útil de preservação da próxima geração, impedindo que a germinação ocorra em condições desaforáveis ao crescimento da planta. Onde há invernos mais rigorosos, a estrutura pode passar o inverno todo dormente, coberta de neve, germinando apenas na primavera. Essa mesmo propriedade explica os bancos de sementes encontrados em florestas. As estruturas acumulam-se no solo e aguardam que uma árvore mais velha tombe, o que permite a entrada de luminosidade. Contudo, outras espécies seguem uma tática bem simples: produzir um número elevado de sementes. A estratégia é eficaz, porém demanda um alto investimento energético da planta.

Chumbo

Elemento químico que pertence ao grupo 14 da tabela periódica e pode ser encontrado no sexto período, o chumbo está localizado no grupo do carbono e tem massa atômica de 207,21 u.a. Esse metal representativo pode ser representado pelo símbolo químico Pb, pois sua nomenclatura em latim é plumbum.

Chumbo

A utilização do chumbo pelos seres humanos está longe de ser um fato recente. Desde a antiguidade, diversas civilizações já sabiam da existência desse metal e o utilizavam em seu dia a dia na produção de utensílios domésticos, como garfos e facas, e também para alterar a acidez do vinho, atividade que nos dias de hoje é proibida por conta dos riscos que a toxicidade do chumbo pode trazer para o corpo humano.

Hoje em dia, é possível encontrar relatos que comprovam a utilização do chumbo em 3000 antes de Cristo, pela famosa civilização romana, e também pela civilização fenícia, em 2000 antes de Cristo. Nesses períodos, cerca de 100 mil toneladas de chumbo eram utilizadas por essas civilizações.

Diversos objetos antigos feitos de chumbo já foram encontrados por pesquisadores e historiadores. O mais antigo deles pode ser visto no templo de Osíris e estima-se que ele tenha sido produzido em 3800 antes de Cristo.

Outras curiosidades sobre o chumbo também foram encontradas em diversos relatos de alquimistas que viveram nessas épocas. De acordo com os textos desses especialistas da época, o chumbo possuía uma forte ligação e conexão com o planeta Saturno.

Principais aplicações do chumbo

Poucas pessoas sabem, mas o chumbo pode ser extraído diretamente da natureza por meio de três minerais específicos, a cerusita, a galena e a anglesita. A partir desses minerais, temos acesso ao chumbo e podemos utilizá-lo na fabricação de diversos objetos e aplicá-lo para diversas finalidades. As principais aplicações do chumbo são:

Produção de lâminas com grande flexibilidade e resistência;
Em baterias automotivas;
Fabricação de diversos tipos de ácidos, como o ácido sulfúrico;
Durante a composição de ligas metálicas;
Utilização como antibacteriano;
Fabricação de munições;
Produção de soldas;
Chumbo como aditivo em combustíveis.

Durante muito tempo, o chumbo também foi utilização na produção de diversos tipos de cosméticos, produtos de beleza e também pigmentos. Era muito comum encontrar esse metal em batons e em tintas de cabelo.
Porém, diversos estudos revelaram que o uso do chumbo nesses produtos poderia trazer riscos para a saúde das pessoas. Por isso, em diversos países do mundo, a utilização do chumbo foi proibida para esse fim e o metal não aparece mais na composição desses produtos.

Conheça as principais características desse metal

Quando se encontra em temperatura ambiente, o chumbo permanece em estado sólido e possui uma coloração azulada marcante. Porém, ao entrar em contato com o ar, esse elemento químico acaba alterando a sua coloração e se tornando mais acinzentado.

Apesar de possuir um aspecto rústico e firme, o chumbo é considerado um metal extremamente maleável e macio. Apesar de ter uma grande resistência à corrosão, esse elemento é visto como um péssimo condutor elétrico. Seu ponto de fusão é determinado em 600k e o seu ponto de ebulição em 2022k.

A toxidade do chumbo ainda é motivo para muita pesquisa e discussão. Sabe-se que as civilizações antigas utilizavam esse metal de maneira livre e desconhecendo os verdadeiros períodos que ele pode apresentar para o corpo humano.

Com o avanço da humanidade, foi possível descobrir que o chumbo pode ser extremamente prejudicial para a saúde dos seres humanos. Entrar em contato com esse elemento, seja de maneira oral, por meio da pele ou de maneira inalatória, pode trazer danos para a saúde da pessoa e, em casos mais graves, risco de morte.

Independente da idade, todas as pessoas estão susceptíveis à intoxicação por esse elemento. Porém, mulheres grávidas, bebês e crianças devem ter ainda mais cuidado, pois o risco de intoxicação por chumbo é ainda maior e pode trazer danos irreversíveis.

Mas como essa contaminação pode acontecer? É muito comum que a intoxicação por chumbo aconteça por meio da utilização de itens domésticos que foram revestidos com esmaltes a base de cobre. Isso acontece pois, ao entrar em contato com elementos ácidos, o chumbo acaba se dissolvendo e entrando em contato direto com o alimento que está sendo ingerido.

Os efeitos do calor não ajudam na degradação do chumbo e esse elemento não se descompõe com a passagem do tempo. Por isso, sua capacidade de acumulação em nosso organismo é extremamente alta, localizando-se principalmente nos ossos, nos rins, no cérebro e também no fígado.

Quando a pessoa acaba intoxicada pelo fígado, diversos sintomas podem indicar o problema. O paciente acaba sofrendo com muitas dores na região do abdômen, vômitos constantes, convulsões e fraqueza muscular. Ao apresentar esses problemas, um médico deve ser consultado imediatamente e exames de sangue e radiografias devem ser realizados.

Filtro de íons

Quando cientistas e pesquisadores realizam uma pesquisa que possui partículas carregadas, o estudo de partículas com velocidades extremamente definidas se torna algo fundamental. Mas o que esses profissionais precisam fazer para que esse estudo se torne realidade? Geralmente, a análise e o estudo dessas partículas são feitos por meio de um filtro de íons.

Filtro de íons

E o que faz esse filtro? A principal e mais importante função de um filtro de íons é o bloqueio direto de todas as partículas estudadas que possuem uma velocidade que se mostra diferente da velocidade determinada pelos cientistas e pesquisadores.

Construção do filtro de íons

Você deve estar se perguntando como é feita a construção desse filtro. Nas situações em que o filtro de íons se faz necessário, os pesquisadores optam por construir um filtro de formato cilíndrico e que contenha dois pequenos buracos nas bases. Além disso, o filtro deve possuir dois eletrodos que atuam na produção de um campo elétrico extremamente constante.

Essa construção é inserida perfeitamente em um campo magnético chamado de campo magnético B. Esse campo possui uma direção perpendicular ao campo elétrico E. Nesse caso, é possível notar que o filtro possui a capacidade de separar a área em que os íons são produzidos da área em que se pretende estudar os íons.

Ao analisar essa situação, é possível perceber que todos os íons que conseguem passar pelo segundo buraco de maneira fácil e rápida, são aqueles íons que possuem a velocidade correta e definida pelos cientistas. Os íons que não possuem essas características acabam sendo desviados da rota e, consequentemente, acabam batendo diretamente nas paredes presentes no cilindro utilizado para o estudo.

Observação dos íons

Todos os íons que entram com a velocidade ideal definida pelo cilindro acabam sendo afetadas por uma força total que é definida por meio da soma vetorial de todas as forças magnéticas e também das forças elétricas. Portanto, nesse tipo de filtro, as forças magnéticas e elétricas acabam tendo a mesma direção, porém, possuem sentidos totalmente contrários.

Nessas situações, quando a força magnética e a força elétrica acabam possuindo o mesmo valor e, consequentemente, possuem exatamente o mesmo módulo, a força total acaba sendo definida como zero. Em formato de fórmula, esse momento pode ser descrito como Qe = Qvb.

Podemos concluir, então, que somente os íons que possuem a velocidade considerada ideal pelos pesquisadores e cientistas terão a capacidade de fazer seu caminho pelo cilindro sem ser impactado por nenhum tipo de força, saindo diretamente pelo buraco de saída.

No caso dos íons que possuem velocidades diferentes das definidas no início do estudo, as chances de serem impactados por uma força total, que é diferente de zero, são maiores. Quando isso acontece, os íons acabam sendo desviados do seu caminho inicial e, consequentemente, erram e não alcançam o buraco de saída.

Ao possuir o controle total do campo elétrico E que existe dentro do filtro de íons, é totalmente possível optar pela seleção da velocidade dos íons que serão capazes de passar pelo filtro e alcançar a saída sem nenhum tipo de alteração.

Agora que já sabemos como um filtro de íons funciona, é fundamental entender o que são os íons. Para isso, é preciso ter em mente que, para que um átomo seja considerado eletricamente neutro, é necessário que ele possua o mesmo número de elétrons e de prótons. Quando essa situação não acontece ou se torna impossível, surgem os íons.

Isso significa que os íons nada mais são que os átomos que acabaram perdendo o ganhando elétrons durante uma reação química. Os íons podem ser classificados como ânions, caracterizados pelos átomos que ganham elétrons e se carregam de forma negativa, e cátions, formados pelos átomos que perderam elétrons e acabaram ganhando uma carga positiva.

De maneira simplificada, podemos dizer que os ânions são representados pelos íons negativos e os cátions são representados pelos íons positivos. Em situações em que há a ligação entre os íons negativos e os íons positivos, formamos uma ligação iônica. Um dos mais importantes exemplos de ligação iônica acontece na formação do cloreto de sódio, o famoso sal de cozinha.

De forma geral, concluímos então que os íons são componentes químicos que surgiram como resultado de uma situação em que ocorreu o ganho ou a perda de elétrons como consequência de uma reação eletricamente carregada.

Mas, para que um elétron seja excluído da eletrosfera de um íon, é necessário que exista uma energia mínima. Esse processo é chamado de potencial de ionização, e acontece principalmente quando o elétron não foi impactado com nenhum tipo de estímulo e possui o estado gasoso.

Nessas situações, percebemos que, quanto mais elevada for a energia recebida pelo átomo em questão, menor será a sua tendência de se transformar em um íon positivo. Os metais em geral são elementos que possui pouco potencial de ionização. Já os halogênios possuem essa capacidade elevada.

Guerra da Crimeia

O conflito que colocou o império russo contra a união entre o Império Otomano, o Reino Unido, a França e o reino da Sardenha ficou geralmente conhecido como Guerra da Crimeia. Essa batalha teve seu início em 1853 e prolongou-se até 1856.

Guerra da Crimeia
Consta que na data de 16 de outubro de 1853, mesmo sem qualquer conflito começado, houve uma declaração de guerra do sultão otomano. Em março de 1854 a França e o Reino Unido fizeram o mesmo. Após os pontapés iniciais, com as declarações de guerra, o conflito realmente se instaurou.

A Guerra da Crimeia marcou um conflito decorrente em diversos cenários: às margens do Mar Negro, nos Balcãs, no Báltico e também no Pacífico. Um alto número de forças militares e navais estava diretamente envolvido nesse conflito, representando ambos os lados. Calcula-se que tenham sido em torno de 900 mil soldados lutando a favor do império russo e aproximadamente 600 mil combatentes levantando a bandeira da aliança adversária.

O número de baixas também foi bastante alto. Além das mortes causadas pela própria guerra, muitas pessoas foram acometidas por doenças como a cólera, por exemplo. A Guerra da Crimeia foi um combate intermitente, marcado pelas campanhas militares alternadas pelos contatos diplomáticos, além das várias negociações em busca do alcance de paz.

Afinal, quais foram as causas da Guerra da Crimeia?

Como grande parte dos conflitos históricos, a ambição protagoniza essa guerra. Nesse caso foram as ambições expansionistas do Império Russo que geraram o combate, diante do declínio e enfraquecimento do Império Otomano durante a primeira metade do século XIX. Tanto a França como a Grã-Bretanha temia que o fortalecimento exagerado da Rússia causasse algum dano aos frágeis equilíbrios de poder na região. O medo dos países originou no apoio aos otomanos, e a entrada em guerra com a Rússia.

Haviam ainda algumas questões de prestígio em jogo, particularmente por parte do imperador francês Napoleão III. Ele tinha como ambição a elevação do seu estatuto internacional, então viu na guerra uma grande oportunidade. As causas próximas da guerra ainda envolveram todos os cristãos da Terra Santa que estavam sob a administração otomana.
Foi exigido por parte do czar alguns direitos de proteção sobre esses cristãos ortodoxos. Enquanto isso, a França reclamava-se como protetora de todos os católicos. Todos esses pormenores eram apenas meros pretextos para todo o jogo diplomático na arena internacional. Rapidamente esse jogo se transformou num grande conflito, gerando a guerra que trouxe diversas e graves consequências.

Qual foi o desfecho desse conflito?

E após um grande embate, a Rússia acabou derrotada na Guerra da Crimeia, sendo obrigada a abrir mão de seus projetos de expansão nos Balcãs, além de recuar na Crimeia e começar a respeitar a integridade do Império Otomano.

Ainda houve outras consequências com o fim da guerra, como a declaração do Mar Negro como zona neutral, sendo aberto à marinha de todas as nações (porém continuou interditado para os navios de guerra). A derrota russa na batalha de Sebastopol (1855) foi o motivo da precipitação do acordo de paz no ano seguinte. Porém foi a própria opinião pública (tanto britânica quanto francesa) que fazia pressão nos respectivos governos para promover a paz. As pessoas acreditavam que esse conflito era totalmente desnecessário, sendo um motivo completamente inútil para causar mortes e sofrimentos desnecessários.

Outro fato que merece total destaque é a Guerra da Crimeia ser considerada o primeiro conflito da Era Industrial. Com isso, esse foi o primeiro combate que teve registros fotográficos, além do intenso uso de telégrafo e o caminho-de-ferro. Em paralelo a esse conflito, houve outras novidades que surgiram na época, referentes às táticas utilizadas pelos militares: o uso de trincheiras e também de fogo de barragem da artilharia. Essas táticas foram facilmente generalizadas mais tarde, tornando-se comumente utilizadas.

Falando mais sob o aspecto militar do conflito, a Guerra da Crimeia foi um ponto interposto entre Waterloo e a Primeira Guerra Mundial. Apesar dos exércitos empregarem seus uniformes e táticas de uma maneira napoleônica, as armas utilizadas eram “melhorada”. Ou seja, as armas eram letais e de manejo facilitado. O combate realçou a importância da logística, das trincheiras e também o poder de fogo. Isso antecipou a experiência da Guerra Civil Americana, ocorrida entre os anos de 1861 e 1865.

Ainda há o registro de muitas outras inovações após a Guerra da Crimeia. Navios de guerra começaram a ser blindados, surgiu o telégrafo elétrico intercontinental, as minas submarinas apareceram e também a fotografia de guerra começou a ser utilizada (supracitada como primeira experiência na Guerra da Crimeia). A baixa humana foi imensa:

• 25.000 britânicos;
• 100.000 franceses;
• Um milhão de russos.

Eles morreram, além dos combates, em decorrência de doenças ou ainda negligência. O aspecto humano da Guerra da Crimeia foi reconhecido na Grã-Bretanha através da introdução da mais alta condecoração por bravura, a “Victoria Cross”.

Atenção farmacêutica

Ir à farmácia praticamente todo mundo já foi e, provavelmente, a maioria das pessoas também já tirou algumas dúvidas com a pessoa que trabalha lá do outro lado do balcão na farmácia. Mas você sabe o que realmente engloba a atenção farmacêutica?

Atenção farmacêutica

Neste artigo, abordaremos este importante serviço e quais são as atividades que englobam este conceito. Você vai descobrir que ela vai muito além do simplesmente tirar dúvidas a respeito dos medicamentos que o médico prescreve. Veja só:

O que engloba a atenção farmacêutica

Antes de mais nada é preciso que a gente saiba que nem todo mundo que trabalha em uma farmácia é realmente farmacêutico. A maior parte dos profissionais que encontramos por lá é formada por atendentes, isto é, pessoas que estão ali para prestar uma assistência e ajudar os clientes a encontrar o que desejam.

Qualquer atendente pode entregar a você os produtos que deseja comprar, inclusive os medicamentos que estão descritos na maioria das receitas médicas, com exceção de alguns grupos específicos de drogas.
Mas o farmacêutico é um profissional diferenciado. Ele possui formação acadêmica de pelo menos 4 anos, em uma faculdade cuja licença foi liberada pelo MEC. Durante os anos de curso, o estudante aprende sobre uma infinidade de assuntos, incluindo anatomia humana, bactérias e outros microrganismos e claro, medicamentos, desde seus princípios ativos, passando pelo desenvolvimento do produto e aplicação.

Ou seja, ele é realmente um profissional diferenciado que possui o conhecimento necessário para garantir nossa segurança com relação ao uso dos medicamentos. Ele também possui a capacidade suficiente para nos indicar ações para qual a nossa saúde bem como o melhor uso dos dispositivos indicados pelo médico.

Ou seja, ele pode tanto dar uma assistência dentro da farmácia quanto atenção. A assistência farmacêutica se caracteriza por este apoio dado nas lojas, tirando dúvidas sobre medicamentos e indicando qual é a melhor forma de aproveitar ao máximo a indicação feita pelo médico.

Por outro lado a atenção farmacêutica é uma atividade que vai muito além. Ela engloba também o acompanhamento do paciente, agindo de forma mais participativa na manutenção da saúde de toda a comunidade.
Entre as muitas ações que podem ser realizadas pelo profissional durante a sua atuação dentro da atenção farmacêutica, podemos citar:

* Atendimento farmacêutico
* Dispensação de medicamentos
* Intervenção farmacêutica
* Farmácia Comunitária
* Acompanhamento
* Educação e apoio

Durante o atendimento farmacêutico, o profissional irá ouvir o paciente e analisar toda a sua situação. Ele poderá avaliar se há a necessidade do uso de medicamentos e tomar decisões juntamente com o paciente.
Na dispensação, mais do que simplesmente entregar ao paciente os medicamentos prescritos por um médico autorizado, o farmacêutico vai auxiliar a pessoa para que faça o melhor uso deste dispositivo, através de informações a respeito de quantidades, periodicidade, uso concomitante com outras substâncias e até a respeito de possíveis reações.

Durante a intervenção, o profissional atua diretamente com o médico e equipe de saúde, focando em uma melhoria mais rápida e efetiva para o paciente. É o farmacêutico nestes casos, quem faz o acompanhamento do paciente com relação ao uso dos medicamentos indicados.

A chamada farmácia comunitária engloba a prestação de serviços de farmácia para a sociedade ligada ao SUS – Sistema Único de Saúde e que pode ocorrer tanto de forma individualizada como coletiva.
Já com relação ao acompanhamento, educação e apoio, cabe ao farmacêutico manter um olhar atento a todas as necessidades do paciente durante o tratamento, garantindo que problemas relacionados o uso de medicamentos possam ser previstos e evitados.

A atenção farmacêutica é então o atendimento global ao paciente, inclusive na hora de educar com relação às melhores práticas de saúde e apoiando em decisões importantes com relação à sua saúde.

Um trabalho em conjunto para uma saúde mais completa

Podemos dizer, portanto, que contar com a atenção farmacêutica pode garantir uma maior qualidade de vida e resultado mais eficaz no tratamento de doenças e condições de saúde. Afinal, juntos, médicos, terapeutas e farmacêuticos, conseguem entregar um atendimento mais completo e próximo da realidade.

Afinal de contas, nem sempre os pacientes podem encontrar seus médicos a todo momento, podendo recorrer com dúvidas, perguntas e preocupações urgentes ao farmacêutico, profissional altamente capacitado e que poderá garantir a manutenção de seu tratamento e a segurança com relação a sua própria saúde.

Os maiores objetivos da atenção farmacêutica é, portanto, ajudar na cura de doenças, minimizar problemas e complicações que possam surgir com o uso de medicamentos e ainda ajudar a sociedade a se manter mais saudável e tranquilo. Portanto, se você tiver dúvidas ou preocupações com relação aos medicamentos indicados ou se deseja simplesmente saber mais a respeito desta atuação do farmacêutico, converse com um profissional. Em todas as farmácias do Brasil há pelo menos um profissional apto pronto para ajudar você a ter uma melhor qualidade de vida.

Solos

Quando pensa-se nos elementos que permitem a existência de vida na terra, o primeiro pensamento é o ar e a água. De fato, trata-se de elementos vitais; no entanto, existem outros que são tão importantes quanto, apesar de não receberem a atenção devida. Este é o caso do solo.

Solos

Dito de maneira simples, ele consiste em um elemento que forma a camada mais superficial da crosta terrestre. Essa camada é resultante de um extenso e paciente trabalho da natureza, uma vez que ela consiste de partículas orgânicas e minerais que vão sendo depositadas no chão em camada, e devido à ação de diversos agentes – a exemplo dos fenômenos climáticos, como sol intensa, chuva, ventos e frio combinados com a ação de organismos como fungos, bactérias e cupins –, vão desgastando as camadas e formando os diferentes tipos de solo.

Em termos científicos, pode-se dizer que o solo é originado a partir da pedogênese, um processo físico e químico que atua sobre a litosfera – camada sólida externa localizada na superfície de planetas –, fazendo com que diversas ações ocorram sobre a superfície.

Composição e funções do solo

Apesar de haver diversos tipos de solos ao redor do mundo, cientificamente é possível afirmar que sua composição é composta por quatro camadas, todas bastante conhecidas.

A primeira camada é o chamado solo fértil, ou seja, aquele rico em substâncias orgânica que permite que o plantio o crescimento das plantas por meio da água e sais minerais que contém.

A segunda camada corresponde a de sais minerais, na qual estão presentes a argila, o calcário e a areia. A terceira camada é a de rochas sedimentares. Por fim, a quarta camada é a de rocha matriz, ou seja, que ainda não possuem elevado grau de decomposição.

Para o homem, os solos têm imensa importância pois são de onde seu alimento provém, uma vez que mesmos os animais dos quais provém a carne se encontram em uma cadeia alimentar na qual em algum momento as plantas são determinantes. Indo um pouco além na história, foi a capacidade de manipular o solo que permitiu que o homem deixasse de ser nômade para estabelecer moradia em um só local, dando origem às sociedades.

Essa camada mais externa da superfície terrestre também é responsável pela reciclagem de matéria orgânica, evitando que o chão vire um “lixão” de compostos orgânicos, por controlar o fluxo de água, por preservar a qualidade da água presente nos lençóis freáticos (subterrânea), dentre diversas outras importantes funções.

Classificação

Antes de partirmos para os tipos propriamente ditos, vale ressaltar que a classificação dos solos nesta ou naquela categoria é feita de acordo com a granulometria, da dimensão e distribuição dos grãos que compõem determinado terreno. Existem outras classificações, como por cor e taxonômica, mas aqui a de acordo com a granulometria será a adotada.

Arenoso: como o próprio nome indica, nos terrenos compostos por este solo predomina a areia em sua composição, indicando duas importantes propriedades: a primeira é formado por minerais primários e quartzo; a segunda é que ele não tem capacidade de reter água, sendo por isso pouco fértil. É encontrado em algumas partes da região Nordeste do Brasil;

Árido: este tipo de terreno é encontrado em regiões que possuem baixo índice pluviométrico, chegando muitas vezes a ficar anos sem receber água. Justamente por este motivo, é extremamente infértil, sendo capaz de abrigar e manter somente animais e plantas altamente adaptadas à falta d’água;

Argiloso: este lembra o arenoso, mas sua composição é majoritariamente formada pela argila, o que significa que mesmo que não tenham tanto porosidade (capacidade de absorver água) como o solo arenoso, quando bem distribuídos possui grande capacidade de retenção de água, especialmente se tiverem poros de origem biológica, como ocorre em terrenos argilosos em diversas partes do Brasil;

De montanha: como visto, na formação dos solos ocorre o desgaste de rochas. Como as montanhas são altas, a superfície de suas rochas demoram a serem desgastadas, e por isso este é um solo tido como jovem;

Lixiviado: em terrenos com essa composição, os índices pluviométricos são altíssimos, o que causa uma retirada excessiva de potássio e nitrogênio da superfície, tornado-a pobre em nutrientes;

Negro de planícies e pradarias: é encontrado em vastas regiões do globo terrestre, como o cerrado brasileiro, que fica em uma imensa planície. Tem como principal característica o fato de ser rico em matéria orgânica, fazendo com que vegetação predominante seja rasteira;

Latossolo: uma de suas principais características são os tons terrosos dado pela alta concentração de óxidos, como o de ferro. Possuem alta porosidade, são profundos e encontrados em região de clima tropical semiúmido e úmido, como em grande parte da África e do Brasil;

Orgânico: é considerado como o mais fértil, pois a decomposição da matéria orgânica fornece minerais e outros compostos necessários ao crescimento das plantas. Apesar disso, perde grande parte de sua fertilidade em clima tropical.

Variação de Entalpia de Solução

Diversos processos físico-químicos envolvem a troca de calor. As alterações no estado físico e as reações químicas ocorridas nesses processos são estudadas pela Termoquímica. Quando há absorção de calor esse processo é denominado endotérmico, mas, se há liberação de energia, trata-se de um processo exotérmico. Então:

1. Processo exotérmico: ocorre liberação de energia
2. Processo endotérmico: ocorre absorção de energia

Variação de Entalpia de Solução

Veja 2 exemplos de reações exotérmicas e endotérmicas:

A combustão da madeira, por exemplo, é um processo exotérmico porque envolve a liberação de calor. Um exemplo de reação endotérmica acontece durante a fotossíntese, quando as folhas de uma planta absorvem a energia solar, transformando a água e o gás carbônico em oxigênio e glicose.

Essa troca de calor só acontece porque reagentes e produtos contêm energia.

Denomina-se ENTALPIA a energia contida em reagentes e produtos.

Não há como calcular, com exatidão, a entalpia de reagentes e produtos, mas, com o uso do calorímetro, instrumento que mede o calor liberado em reações químicas e mudanças de estado físico, é possível determinar a variação de entalpia, dada por ΔH.

Cálculo da variação de entalpia ( ΔH):

A fórmula usada para calcular a variação de entalpia é:

ΔH = Hfinal – Hinicial ou ΔH = Hprodutos – Hreagentes

O que dizem os resultados desse cálculo?

Quando o resultado da variação de entalpia for negativo, trata-se de um processo exotérmico, ou seja, houve liberação de calor. Portanto, a entalpia dos produtos é inferior à entalpia dos reagentes.
Assim, temos que: ΔH 0 → endotérmica

Como a variação de entalpia (ΔH) está sujeita à influência de fatores como pressão, temperatura, número de mol e estado físico, foi estabelecido um padrão para comparar a entalpia de substâncias, em estado de estabilidade, ou seja, a entalpia padrão é definida sob temperatura de 25º C e pressão de 1 atm. Portanto, a variação de entalpia padrão ocorre quando é considerada a entalpia padrão dos reagentes e produtos. Entalpia padrão = ΔH0

Tipos de entalpia

Conforme o tipo de processo (endotérmico ou exotérmico) e a alteração do estado físico de reagentes e produtos existem 5 tipos básicos de entalpia:

1. Entalpia de combustão: refere-se ao processo de combustão total de 1 mol de alguma substância, a qual está em estado padrão.

2. Entalpia de formação: corresponde à energia, absorvida ou liberada, durante a reação de 1 mol de substância simples, resultando em uma substância composta.

3. Entalpia de mudança física: nesse processo é calculada a quantidade de energia para alterar o estado físico de 1 mol de alguma substância, o que pode ocorrer através de fusão, solidificação, liquefação ou vaporização.

4. Entalpia de neutralização: é a energia absorvida ou liberada, na mistura de soluções ácida e básica.

5. Entalpia de decomposição: corresponde à quantidade de energia absorvida ou liberada, quando o produto final da decomposição de uma substância composta resulta em substâncias simples.

Entalpia de solução: como a variação é calculada?

O cálculo da variação de entalpia de solução envolve as duas etapas desse processo de dissolução de substâncias em água. Primeiro, é necessário determinar a [entalpia reticular], decorrente do processo de absorção de energia, quando a substância é dissolvida.
Depois, é preciso conhecer a [entalpia de hidratação], relativa à liberação de energia. A soma das entalpias reticular e de hidratação corresponde ao valor da variação da entalpia de solução.

Entalpia reticular (ΔHret)
O processo de dissolução de uma substância em água envolve a separação de ións desse soluto. Para que isso aconteça é necessário que o retículo cristalino absorva energia, resultando na separação de cátions e ânions. Portanto, a primeira fase da dissolução envolve um processo endotérmico, com variação de entalpia positiva, uma vez que entalpia do produto é maior do que a entalpia do reagente.

Entalpia de hidratação (ΔHhid)

Após a separação dos íons do soluto, os dipolos das moléculas do solvente, neste caso, a água, irão atrair os íons de cargas opostas. Este é um processo exotérmico, ou seja, existe liberação de energia na interação entre íons e dipolo.

Conhecendo as entalpias reticular e de hidratação, é possível calcular a [variação de entalpia de solução]:

ΔHsol = ΔHret ΔHhid

O que você precisa lembrar sobre entalpia e variação de entalpia em solução:

Entalpia (H) é a grandeza física referente à quantidade de energia existente em substâncias, variando conforme as mudanças de estado físico.

Variação de entalpia (ΔH) corresponde à diferença entre a entalpia final e a inicial, determinada pela fórmula: ΔH = Hprodutos – Hreagentes

Variação de entalpia de solução é igual à soma da variação de entalpia reticular e entalpia de hidratação:
ΔHsol = ΔHret ΔHhid

As informações sobre variação de entalpia de solução foram úteis a sua pesquisa?

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Burgúndios

Os Burgúndios foram uma tribo do leste germânico, com origem na Escandinávia, que viveu principalmente no século 4. Também eram conhecidos como “montanheses”.

Burgúndios

Suas primeiras impressões surgiram, na verdade, no século I, na Polônia, antes de começarem a migração. Passaram algum tempo na área que atualmente é Berlim, antes de efetivamente irem para oeste. Então, no ano de 411, o imperador romano gaulês (e usurpador) Jovino determinou que uma região próxima ao rio Reno fosse deixada aos cuidados do rei burgúndio Gundário. Não foi por acaso: Jovino era um fantoche de Gundário, colocado no poder justamente com esse objetivo. Esse foi o início do primeiro reino burgúndio.

A presença do povo burgúndio permaneceu sem maiores mudanças até 435-436, quando tentaram expandir seu território para a Gália Bélgica através de repetitivas incursões. Foram impedidos por um general romano chamado Flávio Aécio, cuja batalha que liderou matou o rei Gundário. Para tanto, Aécio convocara os mercenários hunos, que obviamente saíram vitoriosos. Em seguida, sob comando agora de Gundioc, os que sobraram dos burgúndios se estabeleceram ao redor do lago Genebra. Por mais alguns anos, viveram em paz, novamente com o status de federados como antes possuíam para ficar na margem do Reno.

Em 451, acabaram por se unir a Aécio, apesar de terem sido inimigos anteriormente, para impedir a invasão de Átila. Esta batalha, conhecida como batalha de Chalons (ou batalha dos Campos Cataláunicos), uniu o povo burgúndio e os hunos, bem como outras tribos. Borgonha era já há um tempo uma grande aliada de Roma, que se encontrava em sua época de baixo império. Todo esse período foi o segundo reinado de Borgonha.

Em 455, houve uma acusação feita a um líder burgúndio, considerando-o traidor, por ter supostamente participado do assassinato de Petrônio Máximo durante o caos ocorrido logo antes do saque de Roma. Não só ele, mas o aristocrata Ricímero também foi acusado – RIcímero era muito provavelmente parente de um ou dois dos últimos reis burgúndios.

Em 456, o povo burgúndio entrou em acordo com senadores romanos locais para expandir seu território mais um pouco e fazer uma divisão de forças. Infelizmente para eles, esses acordos não duraram muito tempo. Ricímero causou a queda de outro imperador de Roma, Ávito, e colocou no lugar Majoriano. Só que Majoriano não serviu aos propósitos de Ricímero e, ao invés disso, expulsou os burgúndios após um só ano de reinado, em 457. Alguns anos depois, ele foi assassinado por Ricímero.

Em 472, Ricímero voltou para o quadro ao planejar o assassinato de seu então sogro, o imperador da Roma Ocidental Antêmio. Ele conseguiu que Gundebaldo decapitasse o imperador. Ricímero colocou no trono Olíbrio, mas ambos morreram em pouco tempo de causas naturais. Gundebaldo então fica no lugar de Ricímero como “indicador de imperadores”, colocando Glicério em 473 – mas ele foi deposto por Júlio Nepos no ano seguinte. Gundebaldo voltou para Borgonha para dividir o reino entre seus irmãos, após a morte do pai, rei do reino burgúndio até o momento.

A briga pelo poder em Borgonha foi uma bagunça sangrenta nos anos seguintes. Depois de batalhas, assassinatos e traições, Gundebaldo se tornou o único rei de Borgonha, em meados de 500. Em 516 ele morreu. Antes disso, havia dominado a Gália, o sudeste da França e o oeste da Suíça.

Em 534, os burgúndios foram conquistados pelos francos. O reino burgúndio acabou por ser absorvido pelos reinos merovíngios, deixando então de existir por si só.

Leis, religião e nome

As leis burgúndias foram divididas em três códigos legais, alguns dos mais antigos já deixados por tribos germânicas. O primeiro, O Livro da Constituição Segundo a Lei de Gundebaldo, também conhecido como Lex Gundobada, foi lançado em partes entre os anos de 483 e 516. Eram leis e regras típicas desse período germânico. Depois, também houve um anexo da “Lei Romana dos Burgúndios”, seguindo a ideia de leis diferentes para diferentes etnias, e mais tarde o tríplice código legal se encerrou com o Prima Constitutio, lançado por Sigismundo, filho de Gundebaldo.

A religião dos burgúndios era majoritariamente arianista, ou seja, uma visão cristã baseada no presbítero cristão Ário. Ário vinha dos tempos da igreja primitiva, que negava a ideia de que Jesus fosse Deus. Essa visão religiosa colocava o povo burgúndio como suspeito nos olhos do Império Romano Católico. Entretanto, essa relação começou a mudar com Gundebaldo, e principalmente com seu filho, declaradamente católico. Muitas conversões surgiram nessa época, 500, quando o segundo reino burgúndio já se aproximava do fim.

O nome burgúndio, a princípio, era relacionado ao que hoje é a França, mas é na realidade referente à região da Borgonha. Apesar disso, os descendentes atuais vivem em áreas da Suíça e da França, ainda devido à sua expansão territorial.

Principais reis burgúndios

– Gondicário (413-436)
– Gundíoco (437-470)
– Gundomário (470)
– Quilperico (470-474)
– Godegisel (470-500)
– Gundebaldo (500-516)
– Sigismundo (516-524)
– Godomário (524-534)

Pampas

Os pampas, ou somente o pampa, é uma região geográfica que está localizada somente no estado brasileiro do Rio Grande do Sul e corresponde a cerca de 63% de todo o território estadual.

Pampas

Neste artigo, você vai aprender tudo a respeito desta área, quais são as suas características e importância, não somente para o Rio Grande do Sul, mas para todo o planeta. Veja a seguir:

Principais características dos Pampas

A palavra pampa tem origem indígena, quéchuá e aimará e significa planície. A área está subdivida em 3 diferentes biomas é considerado como um dos ecossistemas mais antigos do país. Por isso, possui uma rica biodiversidade, incluindo espécies que ainda não foram catalogadas e são desconhecidas da ciência.

Estudiosos acreditam que há mais de 3 mil espécies de plantas, em sua maioria gramíneas. Com relação à fauna, estima-se que somente no pampa gaúcho, podemos encontrar mais de 500 espécies de aves, 100 de mamíferos e muitos outros animais. Por este motivo, é considerado patrimônio natural genético, natural, além de também cultural, com importância tanto nacionalmente quanto em todo o mundo.

O clima encontrado por ali é o temperado subtropical. Ou seja, suas características envolvem uma grande variação de sazonalidade com as 4 estações bastante definidas. Nos extremos, os verões são bastante quentes e os invernos bem frios, incluindo uma grande incidência de geada e até neve de forma mais esparsa. As temperaturas médias do pampa ficam em torno de 15 e 18 graus Celsius, sendo que as máximas podem alcançar 38 graus e as mínimas, -10 graus Celsius.

Estas características climáticas existem devido a presença de massas de ar que são oriundas da área Tropical Continental e Atlântica e também dos polos. São as movimentações constantes destas massas, portanto, que definem as temperaturas do local.

O solo dos pampas é bastante fértil e desde sua colonização Ibérica, permite a vasta atividade pecuária devido as gramíneas existentes naturalmente. Os campos nativos portanto, permanecem como sendo a principal pastagem para o gado criado na região. Desta forma, acaba ocorrendo uma proteção da fauna e da flora local, além da própria cultura da região, campeira e que se tornou a marca e a imagem do gaúcho.

Mas infelizmente, nos últimos anos, têm havido uma rápida alteração na região, a partir da iniciativa de fazendeiros que incluíram pastagens de espécies exóticas no pampa. Com isso, têm havido não somente uma alteração nas paisagens do local, como também proporcionado um desequilíbrio ambiental bastante sério.

Segundo estudos realizados na região, esta alteração e a monocultura, têm sido responsável por uma diminuição muito rápida no bioma. Em 2008, segundo dados do CSR/IBAMA, 2010, restavam apenas 36% da vegetação nativa.

Por este motivo, muito da diversidade biológica e cultural que existe nos pampas, e que faz parte da história do Rio Grande do Sul desde seus primórdios, está agora ameaçado. Afinal, este tipo de alteração na natureza de um meio ambiente contribui para desequilíbrios nas populações de animais, além de causar a erosão e o enfraquecimento do solo.

A importância dos pampas para o planeta

Pode parecer exagero, mas todo e qualquer pedaço de terra no planeta é importante para o equilíbrio do meio ambiente. Por isso, o pampa, que é uma vasta área rica em fauna e flora, também é tão importante para a proteção de todos os ecossistemas existentes, inclusive os que estão do outro lado do mundo.

Além disso, somente 25% de toda a superfície do planeta possui características de campo, como as que podemos encontrar no Rio Grande do Sul. Parece muito, mas nem todas estas áreas são protegidas. Parte disso ocorre porque, menos exuberante do que as florestas, estas regiões acabam passando a impressão de que estão repletas apenas de pastagens, o que não é verdade.

Muitas outras plantas e animais só podem sobreviver neste tipo de característica e manutenção dos pampas portanto, pode garantir o equilíbrio total de outras espécies e inclusive do clima. Cabe portanto a todos que estão envolvidos diretamente com as atividades econômicas que sobrevivem dos pampas, agir de forma mais responsável para com a sua proteção.

Para isso, é preciso, antes de mais nada, evitar a plantação de gramíneas exóticas e manter o equilíbrio com as matas ciliares, capões de mata e banhados, que também fazem parte desta mesma região. Buscar a diversificação de produção e investir em um manejo mais responsável também é primordial.

O Estado também deve garantir a proteção destas áreas, através de programas que visem a manutenção dos pampas. Atualmente, pouco mais de 3% de toda a área é protegida por lei, sendo que somente 0,9% são integralmente, enquanto os demais são voltados ao uso sustentável. É preciso portanto investir na criação de mais áreas de preservação, em conhecimento e no fomento do desenvolvimento econômico sustentável e na educação de produtores rurais e agropecuários da região.

Colangite Esclerosante Primária

Problema de saúde considerado raro por médicos e especialistas, a colangite esclerosante primária é uma doença que afeta entre 10 e 40 pessoas em um total de 1 milhão, atingindo principalmente pacientes do sexo masculino com idade entre 40 e 45 anos.

Colangite Esclerosante Primária

A colangite esclerosante primária é caracterizada pela inflamação dos dutos biliares na região externa e interna do fígado humano. Causando uma cicatrização progressiva na região, esse problema de saúde causa a obstrução desses dutos, levando a obliteração.

Quando a cicatrização progressiva que acontece nos dutos biliares não é tratada e se agrava com o tempo, a colangite esclerosante primária acaba evoluindo de quadro e se tornando cirrose. Em consequência dessa situação, as substâncias que ajudam o organismo humano a absorver as gorduras, chamadas de sais biliares, acabam não secretando de maneira adequada.

Ainda não se sabe quais são as verdadeiras causas para que uma pessoa desenvolva esse problema de saúde. Porém, diversas pesquisas realizadas sobre o assunto indicam que uma das possibilidades é a característica autoimune do paciente, situação que leva o sistema imunológico da pessoa a atacar os tecidos saudáveis presentes no organismo.

É muito comum que esse quadro da doença seja comparado com a cirrose biliar primária. A grande diferença entre os dois problemas de saúde se dá por conta de afetar os dutos biliares intra-hepáticos e também extra-hepáticos.

Fatores de risco

Apesar de ainda ser considerada rara, a colangite esclerosante primária já indica a presença de alguns fatores de risco para o seu desenvolvimento. O principal deles é a questão hereditária. Pesquisas revelaram que esse problema de saúde possui uma tendência de ocorrer em famílias, características que indicam que a questão genética pode estar diretamente relacionada ao seu desenvolvimento.

Também é bastante comum que pacientes que possuem algum tipo de doença inflamatória na região do intestino também tenham tendência em desenvolver a colangite esclerosante primária. Em pacientes que possuem a doença no histórico familiar, alguns tipos de lesões ou infecções nos dutos biliares podem causar a doença também. Essas situações podem acontecer principalmente durante alguns procedimentos médicos, como a endoscopia.

Principais sintomas e tratamento

Os principais sintomas apresentados pelos pacientes que possuem a colangite esclerosante primária é a fadiga e a coceira. É muito comum que esses dois sintomas tenham início de forma sutil e acabem se agravando de maneira gradual, causando muita dor e desconforto.

A alteração da coloração da pele e da parte branca dos olhos do paciente para amarelo, sintoma chamado de icterícia, também acaba atingindo as pessoas que sofrem com esse problema de saúde. Em muitos casos, o paciente também desenvolve quadros de colangite bacteriana, que nada mais é que a inflamação ou infecção dos dutos biliares. Isso causa dores intensas na região do abdômen e muita febre.

Por conta da alteração na secreção dos sais de bile, o paciente que sofre com a colangite esclerosante primária acaba ficando incapaz de absorver alguns tipos de vitamina. Essa situação acaba resultando em quadros de osteoporose e esteatorreia.

Em 75% dos casos de colangite esclerosante primária, os pacientes desenvolvem no organismo os chamados cálculos biliares e os cálculos nos dutos biliares. Essa situação acaba causando o aumento do volume na região do baço e também do fígado.

Outros sintomas apresentados por essa doença é o acúmulo de líquido na região abdominal, a insuficiência hepática e também a hipertensão portal. Em alguns casos, o paciente que possui a doença acaba não manifestando nenhum tipo de sintoma até que o quadro já esteja avançado para a cirrose.

Ao sentir um ou mais desses sintomas, a pessoa deve procurar ajuda médica de forma imediata. O diagnóstico da colangite esclerosante primária é feito por meio de testes da função hepática do paciente, exames de imagem, ressonância magnética, radiografia e ultrassonografia. Cerca de 15% dos pacientes com colangite esclerosante primária acabam desenvolvendo câncer nos dutos biliares. Por isso, para detectar essa situação, exames de sangue também são realizados.

O tratamento da colangite esclerosante primária é feito de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente e pelas possíveis complicações causadas pela doença. Em caso de pessoas que não apresentam sintomas, não é realizado nenhum tipo de tratamento. Porém, duas vezes ao ano, devem-se realizar exames de sangue para verificar se o problema está evoluindo ou não.

Na maioria dos casos em que o tratamento se faz necessário, o transplante de fígado é realizado no paciente na tentativa de prolongamento da sua vida, pois o procedimento acaba curando diversos distúrbios desenvolvidos pela doença que poderiam ser fatais para o paciente.

Nos casos de pessoas que acabam desenvolvendo a cirrose como uma das complicações causadas pela colangite esclerosante primária, é muito comum que o transplante de fígado também se faça necessário. Em situações em que o câncer dos dutos biliares também atinge o paciente, um procedimento cirúrgico para a retirada do tumor deve ser realizado.

Coeficiente de variação

Talvez você já tenha ouvido falar em coeficiente de variação na escola ou durante o seu tempo na faculdade, mas ainda não saiba o que esse termo significa exatamente e qual a sua importância no mundo da matemática. Agora, você vai descobrir tudo sobre esse fator e dominar um pouco mais sobre esse termo tão importante para as estatísticas e cálculos.

Coeficiente de variação

De maneira geral, o coeficiente de variação é um aspecto muito utilizado por quem busca desvendar a variabilidade de um dado estatístico por meio da exclusão da influência da ordem de grandeza presente na variável.
Pareceu um pouco difícil? Vamos simplificar!

Desvendando o coeficiente de variação

Na maioria dos casos, todos os estudos relacionados a estatísticas estão diretamente ligados às atitudes e momentos que necessitam de muito planejamento, coleta de dados, estratégias, organização de dados e também da análise das informações recolhidas.

Mas como é possível fazer a comparação entre dois ou mais conjuntos de informações? Para resolver esse tipo de situação, o mundo das estatísticas utiliza um termo chamado de desvio padrão. Porém, para que isso funcione, é fundamental que todos os dados tenham a mesma unidade de medida.

Nas situações em que todos os dados recolhidos e analisados foram medidos em unidades de medida diferentes, a comparação entre o conjunto de dados só pode ser feita por meio do coeficiente de variação.

E o que isso significa? Isso quer dizer que o coeficiente de variação é utilizado na análise da dispersão considerando o seu valor médio em situações que apresentam dois ou mais grupos de valores com unidades de medida diferentes. Ou seja, esse termo é uma maneira de demonstrar a variabilidade dos dados sem a utilização da influência da ordem da grandeza da variável na influência dos resultados.

Mas como é feito esse cálculo?

Agora você deve estar se perguntando como é realizado o cálculo do coeficiente de variação. Essa situação é resolvida por meio da fórmula CV = s/X . 100. Mas o que esses termos significam? O s representa o desvio padrão, o X representa a média dos dados apresentados e o CV representa o coeficiente de variação.

Fique atento! Considerando que o coeficiente de variação realiza a análise da dispersão em termos relativos, os dados alcançados por meio da sua fórmula serão representados como uma porcentagem.

Alcançados os resultados do coeficiente de variação por meio da fórmula apresentada, como é feita a interpretação dessa porcentagem? De uma forma simples, podemos dizer que, quanto menor for o resultado do cálculo do coeficiente de variação, mais homogêneos serão os dados utilizados. Isso significa que a dispersão que gira em torno da média é menor. Ou seja:

Baixa dispersão (dados homogêneos): coeficiente de variação menor ou igual a 15%

Média dispersão: coeficiente de variação entre 15% e 30%

Alta dispersão (dados heterogêneos): coeficiente de variação maior que 30%
Dessa forma, é possível concluir que o coeficiente de variação é uma forma de estatística muito utilizada por quem busca fazer uma comparação entre a variação de dados observados que podem ser diferentes em relação a suas médias e também as suas unidades de medição.

Sendo assim, o coeficiente de variação pode ser considerado uma medida relativa de variabilidade que não depende da unidade de medida que está sendo usada. Sendo assim, as grandezas presentes nos dados coletados podem se diferenciar entre si sem causar nenhuma alteração nos valores finais.

Portanto, é possível perceber que o coeficiente de variação é um termo que pode ser aplicado em pesquisas que visam comparar a precisão de estudos e experimentos diferentes. Porém, é preciso ficar atento! Para ser possível definir se um coeficiente é alto ou baixo, é necessário ter muito contato e também familiaridade com o seu objeto de pesquisa.

Mas qual é a vantagem de se utilizar o coeficiente de variação? Esse termo é extremamente útil, pois não depende da relação entre as médias dos dados, diferente do desvio de padrão, que sempre deve ser utilizado considerando esse valor. Isso significa que o desvio de padrão nunca deve ser utilizado para comparar dados que possuem unidades ou médias diferentes. Ou seja, nessas situações, deve-se optar sempre pelo coeficiente de variação.

E é possível encontrar alguma desvantagem no coeficiente de variação? Em algumas situações, esse termo se torna um pouco mais complicado de ser utilizado. Isso acontece principalmente quando o valor da média chega muito próximo de zero. Isso fará com que o coeficiente chegue muito próximo do infinito, podendo causar algumas alterações indesejadas na média.

Outra situação que não torna o coeficiente de variação uma preferência é quando buscamos definir ou fazer intervalos considerados de confiança para a média dos dados. Nessas situações, o coeficiente de variação não pode ser utilizado, diferente do desvio padrão, que se tornou o termo perfeito para esse tipo de caso.

Força magnética num condutor retilíneo

Neste artigo, você vai aprender tudo a respeito da força magnética num condutor retilíneo, principalmente sobre suas equações, conteúdo que costuma aparecer bastante em testes, provas e avaliações país afora. Além disso, compreender este tipo de conceito, ajuda a ter uma visão mais ampla do mundo e de como as coisas funcionam ao nosso redor.

Força magnética num condutor retilíneo

Antes de abordarmos precisamente a questões que envolvem um condutor retilíneo, vamos relembrar alguns conceitos importantes a respeito da força magnética em si. Assim, vai ficar muito mais fácil entender e aplicar os conhecimentos mais específicos. Veja a seguir:

Compreendendo a força magnética

Antes de tudo é preciso ter em mente que se trata de uma força entre objetos e que ela está em constante atuação, mesmo que eles não estejam realmente em contato. Ou seja, ela existe assim como a força elétrica ou gravitacional, o tempo todo.

E assim como a elétrica, ela também pode ser tanto repulsiva como atrativa e por este motivo, durante muitos anos, foi muito confundida pelos estudiosos. O nome, magnética, vem da palavra magnetismo, que tem como origem uma rocha, que também é um ímã natural, que são encontradas em uma região que era chamada de Magnésia, na Grécia Antiga.

O principal objeto da força magnética é o ímã, que por sua vez sempre possui 2 polos, o sul e o norte. Se você tentar aproximar um polo sul a outro polo igual de outro ímã, eles apresentarão uma força repulsiva, ou seja, tentarão se afastar. Da mesma forma acontece caso ente aproximar dois lados norte. Por outro lado, caso aproxime o lado sul de um ímã ao norte de outro, eles se atrairão imediatamente com determinada força. É por isso que se diz popularmente que os opostos se atraem.

Todo ímã possui um campo magnético existente ao seu redor o tempo todo. Este campo pode ser detectado ao aproximar um outro ímã. É por isso que a bússola, que é um instrumento desenvolvido com a utilização de um pequeno ímã, consegue captar os campos magnéticos existentes.
Por convenção, todas as bússolas apontam sempre para o norte da terra e, portanto, ao aproximar este instrumento de um ímã é possível saber, com precisão, qual é a direção das linhas de determinado campo magnético.

Um dado interessante é que as linhas dos campos magnéticos não possuem um começo nem um fim, mas sim, são circulares. Ou seja, podemos dizer que as linhas de força saem do polo norte e entram no polo sul infinitamente. E mais, ao quebrar um ímã, independentemente em que parte dele, haverá sempre um novo sendo criado com o novo pedaço, e por sua vez, com um polo norte e outro sul.

A força magnética, apesar de ser algo relativamente simples, é um conceito extremamente importante para a física e aplicado em praticamente todas as suas áreas, inclusive na física de partículas e na Teoria dos Campos. Ela é fundamental para a compreensão do universo e para saber como utilizar equipamentos importantes em laboratórios do mundo todo, como o famoso acelerador de partículas, por exemplo.

Por isso, entender como a força magnética funciona num condutor foi, e continua sendo, essencial para a compressão de todo o universo e de todas as teorias da física.

Como a força magnética atua num condutor retilíneo

Agora que conseguimos relembrar e reforçar alguns conceitos importantes que giram em torno da força magnética, chegou a hora de finalmente aprender como ela atua em um condutor retilíneo. Esta situação ocorre dentro de um fio, por exemplo, que é quando há um movimento ordenado de cargas elétricas dentro de um condutor de eletricidade. E quando este fio é colocado dentro de um campo magnético, é possível perceber que ele também sofre com a interferência da força magnética. Esta força é sempre representada pela letra F.

Ou seja, quando o fio é retilíneo e percorrido por uma corrente elétrica, representada pela letra “i”, cada uma das cargas de velocidade, na equação representado pela letra “v”, sofre a ação da força magnética, F. A equação, portanto, pode ser representada da seguinte forma:

F = │q│.v.B.senӨ.

Nela, o Ө é a representação do ângulo existente entre o campo magnético e a carga elétrica e o q, é a carga elétrica. Quando se sabe qual é o comprimento de tal condutor retilíneo, podemos utilizar outra equação, onde ele é representado pela letra I. Neste caso, a equação fica da seguinte forma:
l = v.Δt
v.q/i

Nesta representação, desconhecemos o Δt, que é a variação do tempo. Portanto, caso venhamos a substituir o q.v = l.i na primeira equação que foi aqui apresentada, ela ficará assim: F = B.i.l.senӨ.

Estas equações são muito utilizadas em áreas da física e garantem encontrar todas as grandezas existentes dentro de um condutor retilíneo, que está localizando dentro de um campo magnético. Um exemplo prático de onde isso ocorre é nos tubos de TV e em motores elétricos.