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Administração: Fusão, Cisão e Incorporação

Não existem leis gerais ou métodos fixos que garantem uma boa administração a uma empresa. Por não ser uma ciência exata, a área está sujeita às influências e dissabores do mundo exterior. Em relação à livre iniciativa, a dinâmica do mercado dita as regras e impõe as mudanças que as corporações devem acatar.

Karl Marx

Karl Marx, nascido na Alemanha em 1818 e falecido em 1883, foi um dos pensadores mais influentes da filosofia moderna. As suas ideias e propostas ecoam até hoje em vários segmentos da sociedade, tais como:

Introdução ciências sociais

As ciências sociais são uma grande área de estudos voltada especialmente aos primórdios, organização e desenvolvimento de diferentes culturas, comunidades e sociedades. O cientista social é o profissional responsável pelo estudo de estruturas, fenômenos e relações sociais em organizações do tipo econômicas, culturais, políticas e sociais como um todo. Entre os campos de pesquisa do cientista social destacamos a análise de conflitos e movimentos sociais, a construção de opiniões e identidades, a formação de hábitos e costumes e a própria relação que se estabelece entre diferentes grupos, pessoas, famílias e até mesmo organizações. Neste artigo, confira uma introdução à área de ciências sociais.

Direito de Arrependimento

Quem é que nunca comprou um produto e se arrependeu logo em seguida? Pois é. O processo de compra é movido quase que exclusivamente pelo nosso emocional. Muitas vezes, somos influenciados a pensarmos que precisamos de determinados produtos ou serviços, quando na realidade, podemos viver normalmente sem eles.

Sistema Indiano de Castas

Em comunidades consideradas liberais, existe uma crença de que o indivíduo é capaz de mudar de classe social e econômica caso seja bem sucedido. Ou seja, o acúmulo de riquezas seria o suficiente para promover a chamada mobilidade social. No entanto, o sistema indiano de castas representa uma situação específica, em que a atividade profissional e o dinheiro não explicam sozinhos a posição do sujeito. Isso significa que existe uma ordenação mais complexa e inflexível dos grupos na sociedade. Na índia, emprega-se parâmetros de religião, bem como de hereditariedade para se dividir a população. A Índia conta com aproximadamente 11 bilhões de habitantes, sendo 75% deles seguidores do hinduísmo.

Liberalismo político

Estamos vivendo em uma época sem nenhum precedente na história da humanidade, seja na história clássica ou na história moderna. A globalização que integra mercado e povos; a internet, cuja as ferramentas são capazes de aproximar e afastar, causar lutas e levar à paz, de ensinar e de doutrinar; e as novas significações dadas aos conceitos de tempo e espaço faz com que nosso tempo seja extremamente peculiar.

Resumo sobre Negócios modernos

Que empreendedor não quer ver o seu negócio dando certo, não é mesmo? Porém, para que isso seja possível, é necessário levar em consideração uma série de aspectos: gestão, planejamento de negócio, movimentação do comércio no país, e principalmente, as tendências dos negócios modernos – afinal, de nada adianta apostar em um segmento em constante queda, não é mesmo?

Litigância de má-fé

Qualquer cidadão que se sinta prejudicado pode recorrer ao Poder Judiciário para assegurar e fazer valer seus direitos. No entanto, nem sempre consegue obter o resultado desejado, seja pela lentidão do processo, seja pela falta de embasamento jurídico que lhe dê sustentação. Em certos casos acontece algo ainda mais grave, quando pessoas que atuam no processo violam os deveres processuais. Isso é chamado de litigância de má-fé pelo Código de Processo Civil (CPC). Quando isso acontece é preciso aplicar meios coercitivos para garantir que as condutas erradas sejam inibidas.

Natureza Humana e Tecnologia

A partir da segunda metade do século XX até os dias de hoje, com o grande avanço das pesquisas vinculadas à tradução do quadro genético dos seres humanos e a decorrente utilização da técnica de modificação genética, algumas perguntas começaram a surgir, como: Há realmente uma origem humana que não pode ser modificada? Quais os limites da ética com relação à natureza humana e tecnológica? É possível transformar a natureza do ser humano de tal formar que seja possível eliminar as doenças e a velhice? E quais são os riscos nisso tudo?
É importante compreender, primeiramente, o que vem a ser a natureza humana.

A Justiça, a Lei e a Atividade do Juiz

No artigo que se sucederá a seguir, elencaremos algumas considerações, comentários e conceitos no que tange o assunto que elege a justiça, a lei e a atividade de juiz, propriamente dita, como importantes fatores que circundam a nossa sociedade. Breves conceitos, importâncias e demais formas de enxergar tais ideias que parecem tão distantes de nós, meros leigos no que abrange o setor do estudo mais aprofundado por um bacharel em Direito. Através desse artigo, estaremos focados em apresentar um pequeno ramo da grande árvore que compreende o estudo que abarca a justiça, a lei e a atividade de juiz. Com isso, os temas serão separados em iguais tópicos para compreendê-los separadamente e atingirmos, sobre nossas próprias conclusões, como esses assuntos se entrelaçam.

Tipos de Governo e Lei dos Três Estados de Comte

Lei dos Três Estados de Comte

O filósofo francês Auguste Comte foi o criador do Positivismo, considerado a base do que seria a Sociologia. Tudo começou com a sua negação em explicar que os fenômenos naturais fossem oriundos de um só princípio, baseado em Deus e na natureza, para expandir o pensamento e ampliar a observação sobre ocorrências concretos e abstratos que pudessem justificar os fatos.

A partir de critérios sistemáticos e históricos, Comte uniu estudos de matemática, física, astronomia, biologia e química para iniciar os estudos da Sociologia. Mas o alicerce principal da obra de Comte são as “Leis dos Três Estados”, baseados na percepção da evolução humana rumo a civilização e ao esclarecimento.

A formação do pensamento positivo

A formação do pensamento do positivismo vem da ideia de que o conhecimento científico é o único método verdadeiro de explicação. Era meados do século XIX quando Auguste Comte ganhou destaque internacional ao afirmar que religiões e superstições eram irrelevantes para o desenvolvimento da humanidade como um todo.

Inspirado no Iluminismo e diante da efervescência social, política e intelectual da Europa, que culminou com a Revolução Francesa, o próprio termo “positivismo” surgiu nas Leis Dos Três Estados. Essas leis relatam os estágios pelos quais o homem passam durante sua evolução e que vão desenvolvendo seus valores.

As Leis dos Três Estados são:

– Teológico: que justifica os fenômenos naturais através de fatores abstratos e ambíguos como religião e o sobrenatural. Para encontrar o sentido da vida e sua própria criação, usa da imaginação para explicar o que não consegue atingir;

– Metafísico: Misto de Teólogo com Positivo, o Metafísico é a contínua busca da verdade concreta, sem abrir mão do abstrato e imaginário;

– Positivo: quando se percebe como ocorrem os processos, abrindo mão do inconsciente e focando no que é concreto e real. Essa etapa é tão marcante que deu nome ao movimento.

As leis dos três estados e sua evolução social

As Leis dos Três Estados não correspondem apenas a um estado de espírito, mas como base de sistemas de governo que possa atender a todas as necessidades sociais. Quando o Estado é principalmente teológico, a sociedade se baseia na crença absoluta de Deus, onde tudo o que ocorre de bem ou mal é por sua determinação.

No Estado metafísico, inicia-se dúvidas sobre a supremacia desse Deus, mas ainda se ignora a realidade concreta. Dessa forma o individuo e a sociedade acreditam em superstições e em aspectos fora da realidade palpável. Já no Estado Positivo, a razão toma conta do pensamento e ações lógicas capazes de explicações científicas sobre os fenômenos da natureza.

As Leis dos Três Estados também se define como intelectuais e afetivos, se direcionando ao prático e aos sentimentos. No lado prático, se definiu como um confronto entre as sociedades e costumes militares, contra a industrial. No afetivo, a sociedade foi apresentando sua evolução social, onde o indivíduo se inicia exercendo a amabilidade com a família, seguida da pátria e partindo para toda a humanidade.

Segundo Comte, os elementos que compõe as Leis dos Três Estados se modificam conforme a passagem de tempo histórico, compreendido pela dinâmica social de cada geração.

Sociologia de Comte: Estática e Dinâmica Sociais

Sociologia de Comte

A teoria da estática e da dinâmica sociais de Comte é um dos primeiros esforços empreendidos para ordenar a sociedade humana a partir de uma abordagem científica.

Parte-se da investigação das estruturas sociais, aquelas sobre as quais a sociedade se estabelece no momento presente. Essas estruturas são a estática social. Podemos incluir entre os elementos que podem compor a estática social: a religião, o código moral aceito, a propriedade, a família, a escola e o trabalho.

Dentro dessa estrutura, cada indivíduo ocupa um papel e todos colaboram entre si, de forma voluntária ou não, segundo Aristóteles. Para Comte, o princípio sociológico fundamental da estática social é: “a separação dos ofícios e a convergência dos esforços”. Sendo assim, cada indivíduo é único, mas a melhor forma de ordenar a sociedade é que essa individualidade ocupe um papel convergente com os dos demais membros.

Dinâmica social

A base da dinâmica social é a aceitação de que ela é fruto do acúmulo das mudanças históricas. Essa visão de Comte aponta para o caráter de sua obra filosófica, impresso na estruturação do pensamento positivista. Não se restringe o autor a investigar, compreender e ordenar a estática social, mas estabelecer um controle sobre a dinâmica social.

Comte entende que toda mudança precisa estar harmonizada com a ordem social. Em outras palavras, só é possível imaginar o progresso com ordem, que é o produto da defesa da estática social. Para que haja progresso é necessário que a sociedade esteja alicerçada por valores aceitos e inquestionáveis.

Na visão de Comte, o progresso é o desenvolvimento da ordem, como uma mudança de patamar que valorize todos os indivíduos e compartilhe benefícios. A tecnologia e as demandas ambientais são aspectos da dinâmica social, que movem a sociedade, levando a estática social para um novo degrau.

O pensamento positivista influenciou fortemente os militares brasileiros, o que explica a inscrição “Ordem e Progresso” na bandeira brasileira.

Sociologia Comteana

Comteana

Sociologia Comteana

O francês Auguste Comte foi um filósofo conhecido por ter fundado a Sociologia como ciência e o Positivismo. A paternidade da Sociologia é atribuída a ele por ter sido o primeiro a denominá-la, em 1839, em seu curso de Filosofia Positiva. Em seu fundamento, a Sociologia deveria ser considerada uma ciência por possuir seu rigor ao explicar o mundo sob o ponto de vista da formação social. Também pela necessidade de vê-la com o espírito da objetividade ao investigar os fenômenos sociais.

O filósofo também foi o criador do Positivismo, corrente que tinha como objetivo reorganizar o conhecimento humano adquirido. O Positivismo teve uma grande influência no Brasil, inclusive para a Proclamação da República. O foco era promover ações coletivas em prol da sociedade, orientadas pelo racional e não pelo sobrenatural. ‘

Os conceitos de Comte

Segundo a Sociologia Comteana, um planejamento social prévio seria a solução para criar um bem estar coletivo. As ciências e as organizações sociopolíticas precisariam ser reformuladas para que fosse criada uma nova ordem, sem a divinização de entidades e sim da humanidade. Com esse princípio surgiram verdadeiros templos que enaltecia o saber.

No Positivismo criado por Comte, a realidade precisava ser conhecida cientificamente, com estudos sobre as leis naturais da vida e de como uma sociedade realmente funciona. Sob esse aspecto, os costumes, moralidades e hábitos não valem como base, apenas e radicalmente os dados científicos das questões. Isso significa que a Sociologia Comteana não deveria considerar valores, sejam quais forem, apenas se baseando em dados numéricos e estatísticos.

No seu livro “Systéme de Politique Positive”, Comte relata uma Sociologia sistemática e que aborda o que vem a ser a religião. Para Auguste Comte, a teologia é diferente da religião, já que a primeira é baseada num Deus subjetivo, enquanto a outra representa uma unidade humana a partir do indivíduo e sua coletividade. Dessa forma, Comte cria a religião humana, como elo que unifica toda a sociedade.

Auguste Comte e a Fundação da Sociologia

Auguste Comte
Auguste Comte nasceu na cidade e Montpellier, França, em 1798. Aluno brilhante, estudou na Escola Politécnica de Paris, onde cursou do ensino básico ao superior.

Foi o criador da filosofia positivista e é reconhecido como o fundador da sociologia como ciência. Morreu de câncer, em Paris, em 1857, depois de escrever Sistema de Política Positiva.

Positivismo

O positivismo é uma corrente filosófica fundada por Comte, que tem como características principais a supressão do elemento sobrenatural e da metafísica de uma análise voltada para a reconstrução da sociedade.

Na visão de Comte, é possível reestruturar a sociedade a partir da utilização das ciências exatas e biológicas como inspiradoras de um esforço de planejamento.

O pensamento positivista ousa tentar reorganizar todo o pensamento humano num período marcado por turbulências na França e na Europa, nas décadas que sucederam a Revolução Francesa. É plenamente justificável que Comte se preocupasse em buscar formas de dar harmonia à sociedade humana. Inclusive, foi amigo de Henri de Saint-Simon durante o período de estudos. Saint-Simon foi um dos teóricos mais expressivos do socialismo utópico, uma corrente que partiu da mesma necessidade e método de análise do positivismo, partindo do aprofundamento do conhecimento da realidade material para propor sistemas que a organizassem.

Sociologia

A sociologia surge como ciência na perspectiva de Comte, o que o coloca na condição de fundador da disciplina, com o propósito de dar ordenamento e método à investigação científica, cujo objeto é a sociedade humana.

Comte, no entanto, rejeita no positivismo a visão democrática da política. Em sua visão, a construção de uma sociedade funcional e capaz de gerar bem estar deveria estar fundamentada em valores morais, visando educar o ser humano para ser altruísta, instituindo a ordem, a religião, a família, a propriedade e a disciplina como valores fundamentais.

Em que pese a resistência às suas ideias, abriu novas frentes de pensamento que influenciaram pensadores do século XIX e do século XX, sobretudo à luz da sociologia e da visão da sociedade como objeto natural e auto-determinado.

Divisões das Ciências Sociais

Ciências Sociais

As Ciências Sociais são um ramo do conhecimento que estudam o funcionamento das sociedades de um modo geral, assim como a forma como são organizadas, sua origem e seu desenvolvimento, além de aspectos culturais que compõem esses grupos.

Os movimentos populacionais, o estudo dos hábitos e tradições, a investigação das relações pessoais que fazem parte de determinado grupo, instituição ou de famílias, a construção da identidade de uma pequena comunidade ou mesmo de uma nação inteira também são estudados pelas Ciências Sociais.

A divisão das Ciências Sociais se desenvolveu ao longo dos anos como uma necessidade do próprio conhecimento em relação à especialização e ao fortalecimento da área nas universidades e centros de pesquisa. Pode-se afirmar que a Sociologia, a Antropologia e a Ciência Política são os principais ramos.

1 Os principais ramos

– Sociologia: é a área do conhecimento que estuda a estrutura e o funcionamento de sociedades específicas a partir de aspectos como os grupos que a compõem, as formas de relacionamento, seus valores e ideais. Isso pode ser analisado sob a visão das relações de trabalho, questões étnicas e outros pontos.

– Antropologia: é a ciência que estuda e pesquisa as semelhanças e as diferenças culturais entre os grupos humanos, assim como a origem e a evolução das culturas. A organização familiar, os ritos de iniciação, as formas de união, as religiões e outros aspectos inerentes à cultura de um povo são objetos de estudo da Antropologia.

– Ciência Política: é a ciência que estuda as relações de poder nas sociedades, desde a distribuição de poder até a formação e o desenvolvimento das formas de governo existentes.

2 Outras áreas

Dentro de sua definição, as Ciências Sociais também englobam outras áreas do conhecimento que possuem autonomia dentro da academia, como Economia, Direito, Ciência da Religião, História, Geografia e Administração.

Todas elas estudam a relação do homem com determinado aspecto social, como as atividades humanas ligadas à produção (Economia), as normas que regem um grupo (Direito) ou a relação do homem com seu tempo (História).

Conhecimento Científico x Religião

Conhecimento Científico

Entre os principais tipos de conhecimento de que temos notícia estão o científico e o religioso – ou teológico. Muitas vezes eles são tomados como formas opositivas de se compreender o mundo. O que os diferencia, então, e por que são vistos desta forma? Neste artigo vamos entender brevemente o comparativo de conhecimento Científico x Religião.

Vale lembrar que estes não são os únicos conhecimentos importantes. Há também o empírico – a experiência e observação popular – e o filosófico – nossas reflexões sobre temas de ordem subjetiva. Cada qual terá o seu valor, e mais importante, um grande diferencial na forma como vão ser adquiridos.

Conhecimento científico

Esta forma de conhecimento é resultado do pensamento analítico, subordinado à lógica. As suas teorias são criadas a partir da observação de fenômenos. Quando estes dois fatores se cruzam temos proposições cuja verdade pode ser comprovada ou refutada. É o fenômeno conhecido por “comprovação científica”.

Portanto, esta forma de saber precisa ser factual e ter experiências que lhe forneçam embasamento. Cabe ressaltar que a sua exatidão é apenas aproximada. Ou seja, a ciência também pode errar e até mesmo ter algumas teorias superadas. Um fruto natural de sua incansável busca por novas ideias.

Teologia e religião

O conhecimento religioso ou teológico origina-se de uma verdade absoluta que alimenta a fé. Temos inclusive na palavra que o designa o indício de sua origem: o grego Theos significa divindade ou fé. Logos, palavra ou estudo. Portanto, temos etimologicamente a palavra de Deus ou o estudo da fé.

Aqui não há necessidade de comprovação, pois tratamos de uma revelação divina ou crença mística. Neste caso a verdade não será relativa, tampouco dependerá das teorias desenvolvidas acerca do mundo habitado pela divindade. Estes são os fatores mais importantes para se entender a questão do comparativo entre conhecimento Científico x Religião.

Surgimento da Sociologia: do Século XVII Pará o Século XIX

Surgimento da Sociologia

A Sociologia é uma ciência surgida a partir das reflexões acerca de como alguns fatos ocorridos nos séculos XVII e XVIII modificaram a sociedade, gerando características sociais que podem ser vistas até hoje. Estes fatos são:

-A Revolução Inglesa, no século XVII;

-A Revolução Industrial, no século XVIII;

-A Revolução Francesa, no século XVIII;

Vejamos, então, como os fatos mencionados foram alterando a sociedade.

Revolução Industrial

Foi acontecendo a partir da segunda metade do século XVIII, na Inglaterra:

-Ao empregarem máquinas na produção, os burgueses fizeram os modos de produção antigos se tornarem obsoletos;

-Muitos trabalhadores sentiram que não podiam competir com isso, e emigraram do campo para as cidades;

-O trabalho passou a ser a dedicação exclusiva a uma tarefa numa fábrica, na qual passavam o dia inteiro, sendo controlados pelo relógio e pela tirania do “capitão do trabalho”;

-Cada um recebia conforme o que tinha produzido.

No entanto, esse êxodo rural em massa também provocou a quebra das raízes familiares e culturais de muitas pessoas, que já não tinham esses remédios para mitigar a exploração que sofriam trabalhando nas fábricas. Isso foi causando, além de revoltas populares por direitos trabalhistas, sentimentos de medo, insegurança, depressão, descrença e desespero.

Revolução Francesa

No século XVII, a Revolução Inglesa já havia mostrado que origem da autoridade do rei é o povo reconhecê-la como legítima, pondo em xeque a noção antiga da divindade. O Parlamento inglês destituiu monarcas, condenou um à morte e subordinou o trono a quem se submetesse à Constituição, ou seja, aceitasse ter os poderes limitados pelo Parlamento.

A Revolução Francesa foi além de condenar seus monarcas à morte: proclamou uma Constituição dizendo que todos eram cidadãos iguais perante a lei e retirou privilégios judiciários e de posse da nobreza e do clero, nacionalizando estes bens. Uma das consequências das guerras em que a França entrou contra outras monarquias absolutistas foi o aumento da violência com que foram silenciados opositores da Revolução.

Todo este radicalismo foi temido durante muito tempo, o que fez com que pensadores como Marx, Engels, Alexis de Tocqueville, Auguste Comte, Herbert Spencer, Émile Durkheim e muitos outros procurassem entender o que mantém a sociedade coesa, para evitar que eventos como este se repetissem, e assim iniciassem estudos que deram origem à Sociologia.Como disciplina, a Sociologia só conquistou o status de ciência e de matéria universitária no final do século XIX, com Durkheim, que determinou seu objeto de estudo: os fatos sociais, isto é, as regras que a sociedade se impõe.

Ciências Sociais e Ciências Naturais

Ciências Sociais

Ciências Sociais

As ciências sociais se referem ao estudo de tudo que está relacionado com a sociedade, bem como o seu desenvolvimento ao longo dos anos. Dessa forma, é um campo de estudo que engloba uma série de setores, como por exemplo: a educação, a antropologia, ciência política, relações internacionais, economia, geografia, história, criminologia, entre outros tantos. Ou seja, tudo que estiver relacionado direta ou indiretamente com a sociedade, pode ser estudado através da sociologia, ou melhor, das ciências sociais.

Alguns dos exemplos citados acima são ouvidos diariamente, mas nem sempre se sabe do que se trata. A antropologia é uma destas, a qual se refere ao estudo da história do homem, desde os tempos primitivos até os dias atuais, todas as transformações que ocorreram ao longo do tempo e as suas relações com os outros animais.

Quando se fala do estudo direcionado com a produção e distribuição de bens e das relações de consumo e riqueza, por exemplo, trata-se da economia, mais uma ramificação das ciências sociais.

Vale ressaltar que nesse tipo de estudo não se pode realizar experimentos para comprovar algum fato, uma vez que todo o conhecimento provém da análise mais subjetiva, isto é, de estilos de vida e comportamentos.

Ciências Naturais

Por outro lado, existem as ciências naturais, que se dedicam a estudar todos os detalhes da natureza por meio de métodos científicos. Essa é a principal diferença entre as ciências naturais e sociais: a natural se utiliza basicamente de métodos científicos para chegar a resultados mais profundos e precisos do meio natural.

Assim, todo o estudo que está diretamente relacionado ao meio ambiente e com a vida dos seres vivos que nele habitam pertence às ciências naturais. Os principais exemplos das ciências naturais são a biologia, química, física, ciências da Terra, estudos do oceano, astronomia, entre outros.

Mudanças Históricas: da Revolução Científica às Revoluções do Século XVIII

Revolução Científica às Revoluções do Século XVIII

As revoluções históricas que marcaram a humanidade entre o século XVII e XVIII são consequências diretas do ambiente criado pelo Renascimento Cultural na Europa, um movimento que aconteceu entre o século XV e XVI.

O Renascimento marca a transição da Europa feudal da Idade Média, onde o pensamento esteve submetido aos dogmas da Igreja Católica, para uma nova realidade, em que o principal traço é o resgate da Antiguidade Clássica.

A mudança de perspectiva se faz presente, sobretudo, no pensamento e na arte, multiplicando as possibilidades de interpretação do mundo. Nesse ambiente aberto à investigação, à interpretação e ao experimento, a razão e a ciência se impõem como forças transformadoras da sociedade.

Na Antiguidade Clássica, a ciência se relacionava diretamente à tentativa de interpretar e relacionar os fenômenos entre si, além da preocupação de estabelecer contatos entre esses fenômenos terrestres e a metafísica.

Entre o século XVI e o XVII, retomou-se a tentativa de explicar os fenômenos da natureza a partir da experiência científica. Esse período põe em cena personagens como Galileu, Kepler, Tycho Brahe e Newton, que revolucionaram a visão de mundo então predominante, pelo menos no continente europeu.

Da Revolução Científica às Revoluções do Século XVIII

A Revolução Científica abre caminho para o pensamento iluminista e para a Revolução Industrial.

A Revolução Industrial se alimenta do domínio de novos princípios e experiências proporcionados pela Revolução Científica. O ideal iluminista, com base na experiência científica, passa a questionar no campo filosófico, no século XVIII, os paradigmas então estabelecidos. O principal campo é a política, que inclui a influência e poder da Igreja Católica. Questiona-se a forma como a sociedade se estrutura e o poder divino dos monarcas.

O período que compreende do século XV ao final do século XVIII é o mais revolucionário da história da humanidade, no sentido de ter proclamado uma nova visão de mundo, que abriu caminho para a sociedade dos séculos que se seguiram, de intensa produção de conhecimento e multiplicação de riquezas.

Sociologia como Ciência

Sociologia

A sociedade humana não é advinda do século XIX. A estruturação da sociedade é um processo que remonta à antiguidade e que envolve diferentes estágios de organização ao longo da teia histórica e geográfica.

Ao longo do tempo, buscou-se a compreensão da sociedade por meio da filosofia. Na Grécia antiga, o pensamento filosófico justificou e legitimou o ordenamento social. A religião é outro fator presente na organização da sociedade humana.

Basicamente, qualquer tipo de ordenamento social precisa ser legitimado por valores aceitos, sejam eles filosóficos ou religiosos. Durante o período absolutista, legitimava-se o direito dos monarcas como um direito divino.

Levando-se em conta que essas condições sempre estiveram presentes, apesar das idas e vindas da sociedade humana, proporcionadas pelas guerras e grandes mudanças históricas, é possível que se estranhe o fato da sociologia como ciência ter levado tanto tempo para surgir.

O ambiente histórico e a sociologia como ciência

O surgimento da sociologia como ciência é um fenômeno do século XIX, não havendo dúvida de que o nascimento do pensamento sociológico esteja ligado ao advento do iluminismo. Assim como não há dúvida de que as bases para a sociologia já estavam estabelecidas com Aristóteles, com o deslocamento da base do conhecimento da sensibilidade para a experimentação.

A sociologia dá um passo à frente. Busca o estudo científico dos diversos aspectos da sociedade humana, das formas como ela surge e se estrutura aos alicerces que a mantêm e as forças que são capazes de mudá-la. A sociologia é, enfim, o estudo da sociedade humana, que irá gerar novas visões sobre a mesma, assim como teorias voltadas para o seu reordenamento.

O terreno em que a sociologia como ciência começa a se desenvolver é marcado por aspectos que vão além do pensamento predominante. O ambiente para que a sociologia como ciência se materialize é criado por intensas mudanças na sociedade humana.

A igreja perde seu espaço como agente de ordenamento da sociedade, a Revolução Industrial cria novas classes e impulsiona o modo de economia capitalista, ao mesmo tempo em que as contradições do Liberalismo se avolumam. Surge uma sociedade mais complexa. Conferir-lhe ordem requer outras formas de pensá-la.